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Formação das monarquias nacionais ibéricas julho 12, 2011

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  A unificação política da Espanha, bem como a de Portugal, não está relacionada ao desenvolvimento do mercado e de uma classe burguesa, como na França e na Inglaterra. As monarquias nacionais espanhola e portuguesa surgiram da necessidade dos nobres se unirem para expulsar os muçulmanos da península ibérica dureante a Guerra de Reconquista.

  Com a decadência do Império Romano inicia-se as invasões bárbaras na península ibérica.  No entanto, muitos desses bárbaros foram convertidos ao catolicismo. Contudo, a partir de 711 os muçulmanos invadiram a ibéria e foram progressivamente tomando-a dos bárbaros. A partir de então começam a luta dos cristãos para recuperarem o território perdido. Tais lutas recreudescem no século XI em diante, quando do início das Cruzadas, contexto ao qual se insere a Guerra de Reconquista.

  Da Guerra de Reconquista contra os mouros, surgem quatro reinos cristãos: Castela, Navarra, Aragão e Leão. Logo depois, Castela e Aragão anexam Leão e Navarra. Em 1469 os reis de Castela e Aragão se casam. Contudo, restava ainda Granada, um reino muçulmano na Ibéria. Em 1492, Castela e Aragão (casados) toma Granada, concluindo o processo de formação da monarquia nacional espanhola.

Note-se que a Guerra de Reconquista faz parte da política ofensiva europeia entre os séculos XI e XIII que tencionava reconquistar a península ibérica sob a máscara religiosa de guerra contra os muçulmanos.

 

  A origem da burguesia lusitana está relacionada à atividade pesqueira e à produção agrícola destinada ao abastecimento de tropas reais. Mas foi sobretudo a transferência da rota de comércio italiana para o oceano atlântico no século XIV que beneficiou sobremaneira a economia (e a burguesia) lusitana, favorecendo a atividade mercantil.

Em 1383 iniciou-se em Portugal uma distputa pelo trono. Os nobres queriam entregar Portugal à Castela. Os burgueses não aceitavam, temendo uma regressão ao feudalismo. O acirramento da tensão levou à eclosão da Revolução de Avis, onde a burguesia passou a apoiar D. João, que acabou saindo vitorioso, instiuindo o Estado Nacional português.

  D. João adotou uma série de medidas que beneficiariam a classe burguesa, ampliando mercados e facilitando o comércio. Por conseguinte, a arrecadação de impostos aumentara significativamente. Foi essa aliança que permitiu a primazia portuguesa na expansão ultramarina. 

 

A formação das monarquias nacionais julho 12, 2011

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  As rígidas estruturas do sistema feudal dificultavam sobremaneira o crescimento e desenvolvimento da principal atividade burguesa, o comércio. A existência de diversas moedas, pesos, medidas, tributos, leis que variavam de feudo para feudo prejudicavam os comerciantes. Havia, portanto, um grande interesse por parte da burguesia para que se instituísse  um governo centralizado, unificado, que suplantasse o poder da nobreza (senhores Feudais)  de modo que as leis, os impostos, moeda etc tivessem abrangência nacional.

  Da mesma forma, o Rei, cuja autoridade fora até então reduzida pelos senhores feudais (nobres e clero) buscava se reerguer, instituindo um governo centralizado em sua pessoa, subjugando clero e nobreza.

  Deste modo, a partir do século XI forma-se um espécie de aliança entre rei e burguesia. O rei buscando a autoridade máxima e de caráter nacional, procurando instituir leis, moedas, tributos e um exército nacionais (e suplantar a ordem feudal que descentralizara o poder) e a burguesia objetivando a unificação de mercados, moedas, pesos, medidas, tributos etc, de modo a facilitar sua ativividade, diminuindo custos e possibilitando a expansão do comércio. Essa aliança é o que levará ao processo de formação das monarquias nacionais e à quebra do feudalismo.

As corporações – Idade Média julho 9, 2011

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  Nas cidades medievais, as principais instituições econômicas eram as corporações de mercadores (ou guildas) e as corporações de ofício. Ambas buscavam monopolizar o mercado local, limitando a entrada de comerciantes estrangeiros (nos burgos) além de buscarem controlar o preço das mercadorias.

  As corporações, sob a influência da escolástica – cultura cristã da época – quase sempre condenavam a usura e o lucro (defendiam o preço justo – preço da matéria-prima + valor da mão-de-obra empregada). Note-se que ainda no fim da Idade Média, mesmo com o progressivo desenvolvimento do comércio, as principais instituições econômicas baseavam-se em uma concepção eminentemente feudal: limitadora do lucro e imposta pela Igreja.

  À medida em que desenvolvia-se o comércio e crescia-se as corporações, passou a haver um processo de concentração de riqueza. Nas corporações (formada por mestres, companheiros ou oficiais e aprendizes) cada vez menos via-se qualquer tipo de mobilidade social. Isto é, a riqueza passara a se concentrar nas mãos daqueles que lideravam as corporações: os mestres e suas famílias. É por esse motivo, que no fim da Idade Média, observamos o surgimento de famílias extremamente ricas e poderosas, tais como os Médicis e os Sforza, na Itália. Por outro lado, os subalternos nas corporações dificilmente tornavam-se mestres e viam-se obrigados a serem empregados por toda a vida.

Baixa Idade Média – Renascimento Urbano julho 9, 2011

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  Como consequência imediata da revolução comercial, a vida no feudalismo foi progressivamente tornando-se urbana. Os feudos foram transformando-se em burgos, verdadeiras fortalezas, pólos comerciais, símbolos de uma nova sociedade, onde o caráter estamental vinha dando lugar a estrutura de classes.

  O Renascimento Urbano caracteriza-se justamente por essa mudança na estrutura social. Uma sociedade que antes era estritamente agrária e estamental vinha paulatinamente se transformando em urbana, sob a égide do comércio e da mobilidade social. Contudo, como, inicialmente, as cidades se constituíam no interior dos feudos, os comerciantes viam-se submetidos ao jugo dos senhores feudais, tendo, portanto, que pagar-lhes impostos. Isso, por sua vez, dificultava o crescimento do comércio, uma vez que elevava os custos. Assim, inicia-se o movimento comunal, uma tentativa dos burgueses, entre os séculos XI e XIII, de emanciparem os burgos da tutela feudal.

  As cidades que se emancipavam procuravam assegurar seus direitos mediante as cartas de franquia. Tais cartas davam autonomia aos comerciantes na gestão da cidade, garantindo-lhes a possibilidade de arrecadar impostos e usá-los em prol da cidade, autonomia administrativa e judiciária, além da formação de uma milícia.

Baixa Idade Média – O renascimento Comercial julho 8, 2011

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  As cidade italianas foram as principais beneficiadas com a retomada do comércio entre oriente e ocidente a partir da reabertura do mar Mediterrâneo. A posição geográfica privilegiada garantiu aos comerciantes italianos a primazia na distribução das mercadorias orientais na Europa.

  Os comerciantes se reuniam nas feiras, pontos de comércio temporário onde aconteciam a negociação de mercadorias. Entre os séculos XIII e XIV, a principal feira ocorria em Champanhe, na França. O retorno das transações financeiras resultou no reaparecimento da moeda, no impulso à atividade creditícia e na criação das letras de câmbio, iniciando a atividade bancária. A economia europeia passa do amonetarismo, presente no feudalismo, para o monetarismo, inclusive com a existência de diversos tipos de moedas. Nesse contexto, a terra deixa de constituir a única expressão de riqueza e a sociedade é cadas vez menos estamental (sociedade estamental – que não prevê mobilidade social). Deflagra-se o surgimento de uma nova classe social, que iria conduzir o progresso do mundo dali em diante: a burguesia.

  No século XIV, a feira de Champanhe entra em crise, em função da Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453) entre França e Inglaterra e da peste negra (ou bulbônica), que havia se disseminado naquela região. Outra feira ganha destaque: Flandres, na Bélgica. No entanto, para chegar em Flandres os mercadores tinham de passar dentro da propriedade de senhores feudais, tendo que lhes pagar uma determinada quantia, o que tornava caro a viagem. Por esse motivo, os italianos adotaram uma nova rota comercial. Navegando pelo atlântico, passando pela Ibéria, chegavam à Flandres. Tal rota acabou por beneficiar o comércio na Ibéria, sobretudo em Portugal, visto que os navegadores lá paravam para se reabastecerem (isso foi importante na acumulação de recursos por Portugal que resultou, mais tarde, no processo de expansão marítima).

 

Movimento das Cruzadas julho 8, 2011

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  As cruzadas foram expedições militares realizadas entre os séculos XI e XIII, lideradas pela Igreja Católica, cujo objetivo era retomar as terras consideradas sagradas pela cristandade que haviam sido tomadas pelos muçulmanos. Objetivavam, portanto, por fim ao cerco territorial que os muçulmanos vinham impondo aos cristãos na Europa.

  A Igreja assumiu a liderança do movimento por buscar reafirmar-se no oriente e reunificar as igrejas ortodoxa e apostólica romana, que haviam se separado no Cisma do oriente, no início do século XI, em 1054.

  Além dos motivos religiosos, outros fatores influenciaram na organização das cruzadas: o crescimento demográfico europeu e a persistência do direito de primogenitura. O crescimento demográfico, que gerou um excedente populacional, culminou na necessidade de expansão territorial pelos senhores feudais. O direito de primogenitura garantia apenas ao primeiro filho do senhor feudal a herança de terras e riquezas. Cabia aos outros filhos – nobres – tornarem-se membro do clero, transformarem-se em vassalo ou partir pelo mundo como cavaleiro, em busca de aventuras e conquistas.

  Assim, tanto a  população marginalizada socialmente (o excedente populacional) quanto os nobres sem feudo viam nas Cruzadas uma possibilidade de enriquecerem, ou mesmo de se aventurarem pelo mundo.

  É preciso ressaltar que as Cruzadas também tiveram um viés comercial. Os negociantes italianos apoiaram as Cruzadas esperando pela reabertura do mar Mediterrâneo, o que iria deflagrar na retomada do comércio entre ocidente e oriente, além de garantir-lhes entrepostos e vantagens comerciais no oriente. E, de fato, foi o que ocorreu. Na Quarta Cruzada (1202-1204) houve a tomada do mar Mediterrâneo pelos italianos, reiniciando o comércio com o oriente.

  As Cruzadas, embora tenham se iniciado com um viés puramente espiritual, acabaram se desvirtuando, assumindo um papel notadamente comercial, sobretudo pela influência dos negociantes italianos.

Baixa Idade Média – Crescimento Demográfico julho 8, 2011

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No século X as guerras que haviam assolado a Europa, notadamente as invasões bárbaras, já haviam terminado. Ao mesmo tempo, por viverem isolados nos feudos, os servos e os senhores feudais estavam menos sujeitos às epidemias. Deste modo, melhoraram-se as condições de vida do homem feudal, possibilitando a melhoria do cultivo e a possibilidade de crescimento demográfico. De fato, foi o que ocorreu. A partir do século X a taxa de natalidade cresceu substancialmente enquanto a de mortalidade se mantinha estável. Há, portanto, uma explosão demográfica na Europa.

A expansão demográfica promove o desequilíbrio na oferta e demanda de alimentos. A primitiva e ineficiente produção agrícola feudal não consegue suprir as necessidades de uma sociedade em expansão. Surge, no interior dos feudos, o excedente populacional. Dada a insuficência de recursos para prover o excedente populacional, inicia-se o processo de marginalização social. Os senhores feudais expulsam de suas terras a população excedente. Tal população se desloca, em sua maioria, para antigos centros urbanos, passando a viver do comércio, criando mercados latentes, verdadeiros pólos comerciais. Outros, passam a viver do saque.

Note-se que o crescimento demográfico iniciado no século X exigia melhores colheitas, estimulando o aperfeiçoamento e/ou a criação de novas técnicas. É nesse período que surge, por exemplo, o arado. Contudo, o desenvolvimento tecnológico se esbarrava na falta de motivação do servo, uma vez que, para ele, não haveria benefícios. Para o servo, o desenvolvimento técnico lhe traria mais trabalho, na medida em que ele se via obrigado a pagar tributos ao senhor feudal. Desse modo, o crescimento demográfico não é acompanhado por um aumento na oferta. Os senhores feudais buscam pela expansão territorial. Reiniciam-se as guerras de conquista, utilizando-se do excedente populacional como “soldado” e posterior ocupante do território conquistado. É nesse contexto que se inseriram a a participação de muitos cavaleiros (nobres) na Guerra de Reconquista, contra os árabes na península ibérica. Também nesse contexto estão as Cruzadas, iniciadas no século XI, se estendendo até o século XIII, sob liderança da Igreja Católica.

Baixa Idade Média – Cruzadas

Baixa Idade Média – Renascimento comercial

Baixa Idade Média – Renascimento Urbano

As corporações

A baixa Idade Média – Introdução julho 8, 2011

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A baixa Idade Média compreende o período que se estende do século X ao XV. Uma série de transformações em progresso culminaram na crise do feudalismo e início do capitalismo.

No plano econômico, a economia auto-suficiente do feudo foi dando espaço ao comércio.

No plano social, a sociedade hierarquizada e estamental foi sendo progressivamente desestruturada, à medida em que surgia uma nova classe social: a burguesia.

Politicamente, os senhores feudais, que detinham um enorme poder em seus feudos, foram progressivamente perdendo espaço para o poderio centralizador do rei, num processo que resultaria na criação dos Estados Nacionais.

Baixa Idade Média – Crescimento Demográfico

Baixa Idade Média – Cruzadas

Baixa Idade Média – Renascimento Comercial

Baixa Idade Média – Renascimento Urbano

As corporações

Teocentrismo cristão julho 5, 2011

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  Em meio às crises social, econômica e política às quais o Império Romano se via submetido e o ambiente de guerra em que a Idade Média se iniciou dado às invasões bárbaras, a Igreja católica foi praticamente a única a conseguir manter-se como instituição. Sua grande riqueza, sua hierarquia bem estruturada e as heranças da cultura greco-romana a ela incorporadas foram fundamentais para o papel preponderante adotado pela Igreja durante os 10 séculos da Idade Média.

  A Igreja Católica ( o termo “católico” – adjetivo grego que significa “Universal” – só viria a ser incorporado a partir do século XVI, por decisão do Concílio de Trento. Até então, o termo correto era Cristandade), considerada a maior “senhora feudal” de todo o medievo, exerceu enorme influência na cultura e pensamento entre os séculos V e XV. Sua influência se estendia até mesmo aos bárbaros, muitos deles pagãos, os quais foram convertidos à cristandade.

  O monopólio cultural-ideológico da Cristandade forjou a mentalidade medieval de tal modo que passou a justificar o poderio e riqueza do clero e nobreza em detrimento da pobreza em que vivia a maioria da populaçao. Em troca, os clérigos prometiam ao povo o paraíso celestial.

  O monopólio cultural-ideológico da Cristandade ficou conhecido como Teocentrismo cristão, que pressupunha a presença de Deus no centro de tudo e, portanto, todas as ações humanas deveriam ser feitas com base nos mandamentos divinos, estes sob tutela da Igreja.

Sociedade feudal julho 5, 2011

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  A sociedade feudal era estratificada, isto é, formada por camadas, onde no topo encontravam-se o rei, o clero e o nobres. Esses detinham enormes privilégios, dentre os quais a não necessidade de pagar impostos. Esta elite feudal era sustentada pelo povo – servos e vilões (homens livres) – que eram obrigados a pagar impostos mediante trabalho exaustivo.

  Note-se, portanto, que por tratar-se de uma sociedade agrária e amonetária, o critério de diferenciação social, ou seja, aquilo que expressava riqueza e poder, era a posse de terra e do trabalho do servo. Deste modo, o senhor, dono das terras (seja ele um grande proprietário cuja riqueza tem origem no Império Romano, um clérigo ou um nobre), via-se numa situação de extremo privilégio, no qual lhe era permitido expropriar o fruto do trabalho de seus servos, sendo sustentado por eles. Por outro lado, o servo era obrigado a pagar impostos ao seu amo (senhor) que, por sua vez, arrendava-lhe um pedaço de terra e garantia-lhe proteção militar.

  Há que se fazer uma ressalva aqui. Um erro comum é a comparação da servidão com a escravidão. O servo não é um escravo, na medida em que ele não possui um dono, não sendo, portanto, uma mercadoria. O servo está ligado exclusivamente à terra e não é posse de seu senhor, não podendo ser vendido. Se o senhor feudal de sua terra é trocado, o servo permanece em sua tenência (terra). As relações senhor-servo seguem uma linha vertical, hierarquizada. O servo é obrigado a entregar parte de sua produção ao senhor. E é isto o que prende o servo camponês à terra (além, obviamente, da necessidade de sobreviver dela). Esta situação do servo, de certo modo, lhe dava segurança, uma vez que ele não podia ser arrancado de sua tenência. Assim, o camponês podia sempre contar com um pedaço de terra para sustentar sua família.

  Durante a Idade Média, a terra tinha grande significado. Deste modo, tornou-se comum a concessão de terras em troca de serviços prestados. Esta concessão dava-se entre nobres. Aquele que concedia era o suserano e o que a recebia seu vassalo. Construía-se entre os dois uma relação horizontal, de ajuda mútua. O vassalo jurava fidelidade ao seu suserano, prometendo acompanhá-lo em tempos de guerra, além de pagar seu resgate caso fosse preso. O suserano, por seu turno, comprometia-se a proteger militarmente o vassalo e conferir-lhe o direito de posse daquela terra. Embora a relação fosse horizontal, de igual para igual, em termos hierárquicos, o suserano encontrava-se acima do vassalo.  Neste contexto, o rei era o suserano mor, dono de todas as terras, a quem todos devinha obediência e fidelidade. Contudo, na prática, não era bem assim. Com a contínua divisão da terra e o amplo poderio dos senhores feudais, o poder real foi desfragmentando-se, de modo que os feudos passaram a auto-governar-se, com regras e “governos” próprios. O rei, progressivamente, perdia poder e influência.

  Embora para a maioria da população – servos e vilões – a ascensão social fosse impossível – por isso a sociedade feudal era estamental (não possibilita ascensão social) – os nobres tinham como aspiração máxima tornar-se cavaleiro. A Idade Média nasceu em meio a guerras proporcionadas pelas invasões bárbaras e, por isso, os cavaleiros tornaram-se verdadeiros herois. Considerando-se que apenas o filho primogênito tinha direito à herança do nobre, aos outros filhos cabia entrar para o clero ou almejar a cavalaria, dado que as duas instituições tinham enorme prestígio à época.

Feudalismo: economia e propriedade julho 4, 2011

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  O modo de produção feudal baseava-se nas relações de reciprocidade no campo. O senhor, que detinha a posse da terra (senhores feudais, clero e nobreza), conferia proteção e o direito de viver daquela terra ao servo camponês. Este, por sua vez, detinha obrigações, dentre as quais a maioria consistia na determinação de parte da produção ao senhor. Deste modo, é fácil perceber que os ganhos do senhor consistiam na expropriação do fruto do trabalho do servo, mediante obrigações/impostos tais como a Corvéia, Talha etc. Neste cenário de expropriação, o servo não se via motivado a aumentar a produção, isto é, a inovar no sentido de melhorar as técnicas e elevar a produtividade, uma vez que se o fizesse, isto se refletiria em mais trabalho para o servo e mais ganhos apenas para o senhor. Por esse motivo, o progresso técnico na Idade Média é ínfimo, sendo a principal técnica utilizada a rotação de cultura.

  Assim, o modo de produção feudal, que se resume às relações produtivas no campo (portanto é uma economia estritamente agrária), davam-se em uma vila (grande propriedade rural) isolada, autônoma e auto-suficiente, onde o comércio era praticamente inexistente e a economia amonetária.

O feudo era dividido em:

Manso senhorial, que era propriedade particular do senhor feudal, lugar no qual erigia-se o castelo;

Manso servil, parte da propriedade arrendada aos servos, onde eles viviam e trabalhavam;

Manso comunal, de uso coletivo. Tanto o senhor quanto os servos usufruiam do manso comunal no qual, geralmente, localizavam-se o bosque e o pasto.

A origem do feudalismo julho 4, 2011

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  A origem do feudalismo remonta à crise do Império Romano. A partir do século III passa a haver um processo de declínio do poderio de Roma. Com o cessar das guerras, a estrutura produtiva romana – escravismo - entra em bancarrota.

 Os escravos, prisioneiros de guerra, se tornaram uma mercadoria escassa a partir do momento em que as guerras conquistadoras do Imério Romano cessaram. Com a diminuição da oferta de mão-de-obra, consequentemente, seu preço se eleva, de modo que toda a cadeia produtiva é afetada. A diminuição da produção afetava o nível de exportações romanas que, por sua vez, compunha o mais importante fator gerador de riqueza do império. Com a geração de riquezas declinando, Roma passa a ter que gastar os despojos de guerra. O empobrecimento do Império promove um êxodo urbano. Os grandes propretários de terra, dada a falta e o alto preço da mão-de-obra, passam a arrendar suas terras aos colonos – a plebe urbana e até escravos – que ganham o direito de viver da e na terra, dando ao senhor parte de sua produção, em troca de proteção e do diretio de ali viver. Incia-se o colonato, estrutura produtiva baseada em relações de reciprocidade – entre o colono e o senhor – cujo resultado é a diminuição da produção e do comércio. 

Aproveitando-se do enfraquecimento do Império Romano, os bárbaros germânico invadem Roma e em 476, tomam o império.

OBS: No século IV o Império Romano havia sido dividido em dois: o Império Romano do Ocidente e o Imperio Romano do Oriente. Os bárbaros germânicos, no século V, tomam o Império Romano ocidental, enquanto o oriental perduraria até o século XV, quando em 1453 é tomado pelos turcos otomanos, pondo fim ao feudalismo.

A partir da tomada dos bárbaros, o processo de êxodo urbano chega ao seu auge. Muitos do líderes das tribos germânicas tornam-se senhores da terra, “empregando” camponeses numa relação de servidão, baseada na auto-suficência da vila (grande propriedade) onde o servo camponês produzia para si e para o senhor. Não obstante, no século VIII, os árabes tomam o Mediterrâneo, impossibilitando o comércio com o oriente. Com a diminuição do comércio, chegando à quase inexistência, as vilas se isolam, produzindo para auto-suficiência, autônomanente, chegando mesmo a ter regras/governo próprio cujos desdobramentos resultam no feudalismo.

Feudo: vila agrária auto-suficiente, autônoma, isolada.

Fisiocracia outubro 3, 2010

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François Quesnay

Antes de explicar a fisiocracia e sua fundamental teoria do excedente, faz-se necessário a inserção dessa corrente de análise econômica em seu contexto histórico, de modo que sua abrangência e suas limitações sejam evidenciadas de forma clara e objetiva.

A fisiocracia surgiu na França em meados do século XVIII, com o objetivo de investigar o sistema econômico em seu conjunto. A economia francesa nesse período era predominantemente agrícola, sendo a condução das atividades agrícolas majoritariamente capitalistas, com uma classe bem definida de arrendatários burgueses, sobretudo na parte setentrional francesa. Por outro lado, na faixa meridional do território francês encontrava-se principalmente o tipo camponês. Nas cidades, por sua vez, as atividades manufatureiras eram generalizadamente artesanais, embora não fosse ausente a gestão capitalista.

Quando confrontadas, a agricultura capitalista e a camponesa, evidenciava-se a superioridade produtiva do capitalismo. Desse confrontamento decorre que os economistas fisiocratas vão passar a enxergar na gestão capitalista da atividade agrícola a forma mais desejável de se expandir para todos os meandros da economia francesa. Por outro lado, as atividades manufatureiras urbanas capitalistas eram, de certa forma, omitida pelos fisiocratas, por dois motivos fundamentais: primeiro em função do predomínio da condução artesanal e segundo por que os fisiocratas viam como tarefa histórica do capitalismo a ampliação do excedente. Dessa forma, os fisiocratas vão evidenciar aquelas atividades nas quais é possível a formação do excedente, quais sejam: as atividades agrícolas. Se o excedente só existe na agricultura, o capitalismo, como meio para ampliar o excedente, faz sentido exclusivamente dentro do âmbito da atividade agrícola. É nesse contexto que surge a teoria do excedente.

Excedente é a parte da riqueza produzida que excede a riqueza consumida durante o processo produtivo. As vantagens associadas à sua produção estão relacionadas à ampliação do consumo, sua reutilização na economia, proporcionando o crescimento econômico.

A origem do excedente, de acordo com os fisiocratas, depende unicamente da fertilidade do solo. Como exploca Napoleoni, ” se o excedente surge precisamente naquela atividade em que a terra intervém como elemento determinante do processo produtivol, isso significa que é à própria terra a que se atribui o poder de dar origem a um produto líquido.” Tal excedente seria direcionado exclusivamente à renda fundiária. Não há concepção de lucro na fisiocracia (a não ser o lucro temporário), de forma que a renda obtida pelo arrendatário é considerada como parte dos gastos da produção, isto é, a renda do arrendatário é totalmente destinada ao proprietário da terra.

Um dos grande problemas encontrados na fisiocracia é a inexistência de uma teoria do valor. Tal ausência limita o pensamento fisiocrático, na medida em que impossibilita a mensuração, ou seja, a determinação quantitativa (em termos de valor) das grandezas física distintas da produção econômica. Assim, na fisiocracia considera-se apenas o aspecto físico da produção, como, no caso da agricultura, onde cada um dos bens empregados no processo produtivo se reencontra em maior quantidade no conjunto dos bens produzidos pelo próprio setor. Nesse caso, “maior” seria a expressão que denotaria a “mensuração” do excedente.

Segundo o pensamento fisiocrata, seria necessário mais do que a expansão do capitalismo a todo o território para maximizar a produtividade da economia. Ao menos três medidas político-econômicas decorrentes da teoria do excedente são vistas como necessárias: primeiramente a abolição das restrições impostas pela política-econômica francesa às exportações, evitando o excesso de oferta no mercado interno e a consequente redução do preço (ou diminuição da produção). A segunda medida, em conjunto com a primeira, compõem a frase-símbolo do pensamento fisiocrata: “laissez-faire, laissez passer” (deixai fazer, deixai passar, que expressa a liberdade econômica, isto é, a não intervenção estatal na economia proclamada pelos fisiocratas). Para esses economistas seria imprescindível evitar toda forma de monopólio na atividade manufatureira, suprimindo-se as barreiras à livre circulação de mercadorias no território nacional, de modo que os preços dos manufaturados sejam estabelecidos ao nível mais baixo, maximizando o valor real da renda. Por fim, os fisiocratas estabelecem o imposto único (Impot Unique), uma imposição fiscal que não incidiria sobre a produção, mas sobre a renda, para que não seja impedido a reintegração do capital circulante e a renovação do capital fixo que se faz necessário para a manutenção de um certo nível de produtividade.

Dieese: mínimo deveria ter sido de R$ 2.023 em agosto setembro 8, 2010

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O salário mínimo do trabalhador do País deveria ter sido de R$ 2.023,89 em agosto para que suprisse suas necessidades básicas e as da família, conforme estudo divulgado hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais do Brasil.

Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 240,91, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido o equivalente a 3,97 vezes o piso vigente no Brasil, de R$ 510.

O valor é superior ao calculado para julho, de R$ 2.011,03, e para agosto do ano passado, de R$ 2.005,07. Em agosto, para adquirir uma cesta básica, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, na média das 17 capitais onde o Dieese pesquisa os preços dos alimentos, uma jornada de 89 horas e 38 minutos. O valor representa um pouco menos de duas horas em relação às 91 horas e 50 minutos de julho. Em agosto do ano passado, era exigido o cumprimento de uma jornada de 96 horas e 37 minutos para que o trabalhador que ganha salário mínimo conseguisse adquirir uma cesta básica.

ONU suspende programas de ajuda humanitária no Iraque por falta de doadores julho 19, 2010

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Cairo, 19 jul (EFE).- O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas alertou nesta segunda-feira que a falta de doadores obrigou a suspender alguns de seus programas de assistência destinados à população iraquiana.

Em comunicado, a agência da ONU denunciou que seis meses após o Plano de Ação Humanitária do Iraque (IHAP, na sigla em inglês) ser colocado em andamento, eles só receberam 12% dos fundos necessários dos doadores, ou seja, US$ 22,3 milhões dos US$ 187,7 milhões requeridos.

Esta falta de financiamento já tem consequências reais para os setores mais vulneráveis da população iraquiana, advertiu o escritório da ONU.

O representante para o Iraque do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Edward Kallon, explicou na nota que “a distribuição de alimentos para 800 mil mulheres grávidas, lactantes e crianças desnutridas teve que ser suspensa”.

Segundo Kallon, a ausência de crédito também obrigou o cancelamento de um programa similar dirigido a 960 mil estudantes.

Além disso, 500 mil prejudicados pela seca nas províncias de Suleimaniya e Dahuk, no norte do Iraque, viram seus meios de subsistência ameaçados e começaram a se deslocar perante a falta de ajuda humanitária.

O plano de apoio para 22,5 mil famílias vítimas de deslocamentos internos, cujo objetivo era proporcionais refúgios de emergência, também terá que ser suspenso.

Segundo a ONU, milhares de famílias seguirão vivendo em condições meteorológicas extremas e ficarão vulneráveis a doenças devido ao saneamento e provisão de água precários graças a esse cancelamento.

A coordenadora humanitária para o Iraque, Christine McNab, fez uma chamada aos doadores “para que não renunciem a seu compromisso com o povo iraquiano e ajudem a melhorar o caminho para o futuro desenvolvimento do país”.

No princípio de 2010, oito agências da ONU, sete ONGs e a Organização Internacional de Migrações elaboraram o Plano de Ação Humanitária do Iraque para abordar as necessidades humanitárias das pessoas mais vulneráveis no país árabe.

Descoberto anticorpo que anula 91% das cepas de HIV julho 9, 2010

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Cientistas do governo norte-americano descobriram um anticorpo capaz de neutralizar 91% das cepas do vírus HIV, causador da aids, informa o The Wall Street Journal. A porcentagem de cepas neutralizadas é muito maior do que a de qualquer outro anticorpo conhecido. A descoberta é considerada um avanço rumo ao desenvolvimento de uma vacina para a síndrome da imunodeficiência adquirida.

Os cientistas norte-americanos descobriram um total de três poderosos anticorpos. Ao analisaram em mais detalhes aquele que foi percebido como o mais forte dos três, os cientistas puderam identificar com exatidão em que parte do vírus o anticorpo age e de que forma ele ataca. A descoberta vem à tona dez dias antes da abertura da Conferência Internacional de Aids, em Viena.

Segundo dois estudos publicados nesta quinta-feira na edição online da revista especializada Science, um dos anticorpos recém-descobertos ataca um braço do vírus pelo qual ele se conecta às células que infecta. Como esse braço precisa se conectar a uma molécula específica na superfície da célula, esta é uma das poucas partes do HIV que não costuma apresentar muitas mutações.

Os anticorpos foram descobertos nas células de um homossexual afro-americano de 60 anos de idade, conhecido na literatura científica como Doador 45. Os anticorpos foram produzidos naturalmente pelo corpo do paciente. Os pesquisadores analisaram 25 milhões de células do Doador 45 até descobrirem 12 responsáveis pela produção dos anticorpos.

A questão primordial agora para os cientistas é o desenvolvimento de uma vacina ou de algum outro método que capacite o corpo de qualquer ser humano a produzir esses anticorpos.

Este esforço “exigirá trabalho”, observou Gary Nabel, diretor do Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas e um dos líderes da pesquisa que levou à descoberta. “Nós permaneceremos neste estágio por algum tempo” antes que seja possível ver algum benefício clínico do avanço científico, declarou.

No fim de 2008, o número de portadores do vírus HIV no mundo era de aproximadamente 33 milhões de pessoas. Segundo uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), 2,7 milhões de pessoas contraíram o vírus naquele ano.

A produção de uma vacina é considerada pelos cientistas o “Santo Graal” das pesquisas com vistas à cura da aids. Outras vacinas capazes de ativar a capacidade de um organismo produzir anticorpos foram responsáveis pela diminuição de casos e até mesmo da erradicação da varíola, da poliomielite e de outras temidas doenças virais.

Vacina

No ano passado, depois de uma série de testes na Tailândia, foram anunciados os resultados da primeira vacina contra a aids a mostrar alguma eficácia. A vacina em questão, no entanto, reduzia as chances de infecção em apenas 30%, o que levou a controvérsias com relação à importância estatística da descoberta. A vacina não foi projetada para estimular a produção de novos anticorpos.

Wayne Koff, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Iniciativa Internacional por uma Vacina para a Aids, qualificou a nova descoberta como “o renascimento” da busca para uma vacina contra o HIV. A iniciativa dirigida por Koff não tem fins lucrativos.

Anticorpos totalmente ineficazes ou capazes de desabilitar somente uma ou duas cepas do HIV são relativamente comuns. Até o ano passado eram conhecidos apenas uns poucos “anticorpos amplamente neutralizadores”, capazes de desabilitar variadas cepas de HIV. Nenhum desses anticorpos, no entanto, neutralizava mais do que 40% das cepas do vírus.

Ainda no ano passado, porém, graças a novos e mais eficazes métodos de detecção, pelo menos meia dúzia de “anticorpos amplamente neutralizadores”, inclusive os três pesquisados pelos norte-americanos, foram identificados em publicações especializadas.

A maior parte dos novos anticorpos também é mais potente, capazes de reduzir as concentrações de HIV a níveis bem inferiores em comparação com outros anticorpos conhecidos.

Dennis Burton, do Instituto Scripps, liderou uma equipe de cientistas que descobriu dois “anticorpos amplamente neutralizadores” no ano passado. Segundo ele, sua equipe descobriu inclusive alguns anticorpos ainda não relatados em pesquisas. Constatou-se que esses novos anticorpos atacam diferentes pontos do vírus, aumentando a esperança de que eles sejam capazes de operar em sinergia.

Numa pesquisa ainda não publicada, John Mascola, vice-diretor do Centro de Pesquisa de Vacinas e um dos autores do estudo divulgado hoje, demonstrou que um anticorpo descoberto pela equipe de Burton neutralizava praticamente todas as cepas resistentes ao mais fortes dos novos anticorpos descobertos, chamado VRC01, e vice-versa. Apenas uma de 95 cepas testadas mostrou-se resistente aos dois anticorpos. Mascola é um dos coautores dos estudos divulgados hoje. As informações são da Dow Jones

De José Saramago para o Fórum Social Mundial junho 28, 2010

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(Por José Saramago)

Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um facto notável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a vossa atenção para este importante acontecimento histórico porque, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato, saltar-vos-á ao rosto não tarda.

Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos cultivos, entregue cada um aos seus afazeres e cuidados, quando de súbito se ouviu soar o sino da igreja. Naqueles piedosos tempos (estamos a falar de algo sucedido no século XVI), os sinos tocavam várias vezes ao longo do dia, e por esse lado não deveria haver motivo de estranheza, porém aquele sino dobrava melancolicamente a finados, e isso, sim, era surpreendente, uma vez que não constava que alguém da aldeia se encontrasse em vias de passamento. Saíram portanto as mulheres à rua, juntaram-se as crianças, deixaram os homens as lavouras e os mesteres, e em pouco tempo estavam todos reunidos no adro da igreja, à espera de que lhes dissessem a quem deveriam chorar. O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se. Instantes depois a porta abria-se e um camponês aparecia no limiar.

Ora, não sendo este o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreende-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava o sineiro e quem era o morto. “O sineiro não está aqui, eu é que toquei o sino”, foi a resposta do camponês. “Mas então não morreu ninguém?”, tornaram os vizinhos, e o camponês respondeu: “Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei a finados pela Justiça, porque a Justiça está morta.”

Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar (algum conde ou marquês sem escrúpulos) andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das extremas das suas terras, metendo-os para dentro da pequena parcela do camponês, mais e mais reduzida a cada avançada. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às autoridades e acolher-se à protecção da justiça. Tudo sem resultado, a espoliação continuou. Então, desesperado, decidiu anunciar urbi et orbi (uma aldeia tem o exacto tamanho do mundo para quem sempre nela viveu) a morte da Justiça.

Talvez pensasse que o seu gesto de exaltada indignação lograria comover e pôr a tocar todos os sinos do universo, sem diferença de raças, credos e costumes, que todos eles, sem excepção, o acompanhariam no dobre a finados pela morte da Justiça, e não se calariam até que ela fosse ressuscitada. Um clamor tal, voando de casa em casa, de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, saltando por cima das fronteiras, lançando pontes sonoras sobre os rios e os mares, por força haveria de acordar o mundo adormecido… Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço popular foi ajudar o camponês a repor as extremas nos seus sítios, ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à triste vida de todos os dias. É bem certo que a História nunca nos conta tudo…

Esses sinos novos são os múltiplos movimentos
de resistência e acção social que pugnam por uma nova justiça distributiva e comutativa

Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino, uma campânula de bronze inerte, depois de tanto haver dobrado pela morte de seres humanos, chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante em que vos falo, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira quotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais exacto e rigoroso sinónimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em acção, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste.

Mas os sinos, felizmente, não tocavam apenas para planger aqueles que morriam. Tocavam também para assinalar as horas do dia e da noite, para chamar à festa ou à devoção dos crentes, e houve um tempo, não tão distante assim, em que o seu toque a rebate era o que convocava o povo para acudir às catástrofes, às cheias e aos incêndios, aos desastres, a qualquer perigo que ameaçasse a comunidade. Hoje, o papel social dos sinos encontra-se limitado ao cumprimento das obrigações rituais e o gesto iluminado do camponês de Florença seria visto como obra desatinada de um louco ou, pior ainda, como simples caso de polícia.

Outros e diferentes são os sinos que hoje defendem e afirmam a possibilidade, enfim, da implantação no mundo daquela justiça companheira dos homens, daquela justiça que é condição da felicidade do espírito e até, por mais surpreendente que possa parecer-nos, condição do próprio alimento do corpo. Houvesse essa justiça, e nem um só ser humano mais morreria de fome ou de tantas doenças que são curáveis para uns, mas não para outros. Houvesse essa justiça, e a existência não seria, para mais de metade da humanidade, a condenação terrível que objectivamente tem sido. Esses sinos novos cuja voz se vem espalhando, cada vez mais forte, por todo o mundo são os múltiplos movimentos de resistência e acção social que pugnam pelo estabelecimento de uma nova justiça distributiva e comutativa que todos os seres humanos possam chegar a reconhecer como intrinsecamente sua, uma justiça protectora da liberdade e do direito, não de nenhuma das suas negações.

Tenho dito que para essa justiça dispomos já de um código de aplicação prática ao alcance de qualquer compreensão, e que esse código se encontra consignado desde há cinquenta anos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aqueles trinta direitos básicos e essenciais de que hoje só vagamente se fala, quando não sistematicamente se silencia, mais desprezados e conspurcados nestes dias do que o foram, há quatrocentos anos, a propriedade e a liberdade do camponês de Florença. E também tenho dito que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tal qual se encontra redigida, e sem necessidade de lhe alterar sequer uma vírgula, poderia substituir com vantagem, no que respeita a rectidão de princípios e clareza de objectivos, os programas de todos os partidos políticos do orbe, nomeadamente os da denominada esquerda, anquilosados em fórmulas caducas, alheios ou impotentes para enfrentar as realidades brutais do mundo actual, fechando os olhos às já evidentes e temíveis ameaças que o futuro está a preparar contra aquela dignidade racional e sensível que imaginávamos ser a suprema aspiração dos seres humanos.

Acrescentarei que as mesmas razões que me levam a referir-me nestes termos aos partidos políticos em geral, as aplico por igual aos sindicatos locais, e, em consequência, ao movimento sindical internacional no seu conjunto. De um modo consciente ou inconsciente, o dócil e burocratizado sindicalismo que hoje nos resta é, em grande parte, responsável pelo adormecimento social decorrente do processo de globalização económica em curso. Não me alegra dizê-lo, mas não poderia calá-lo. E, ainda, se me autorizam a acrescentar algo da minha lavra particular às fábulas de La Fontaine, então direi que, se não interviermos a tempo, isto é, já, o rato dos direitos humanos acabará por ser implacavelmente devorado pelo gato da globalização económica.

Continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica

E a democracia, esse milenário invento de uns atenienses ingénuos para quem ela significaria, nas circunstâncias sociais e políticas específicas do tempo, e segundo a expressão consagrada, um governo do povo, pelo povo e para o povo? Ouço muitas vezes argumentar a pessoas sinceras, de boa fé comprovada, e a outras que essa aparência de benignidade têm interesse em simular, que, sendo embora uma evidência indesmentível o estado de catástrofe em que se encontra a maior parte do planeta, será precisamente no quadro de um sistema democrático geral que mais probabilidades teremos de chegar à consecução plena ou ao menos satisfatória dos direitos humanos. Nada mais certo, sob condição de que fosse efectivamente democrático o sistema de governo e de gestão da sociedade a que actualmente vimos chamando democracia. E não o é. É verdade que podemos votar, é verdade que podemos, por delegação da partícula de soberania que se nos reconhece como cidadãos eleitores e normalmente por via partidária, escolher os nossos representantes no parlamento, é verdade, enfim, que da relevância numérica de tais representações e das combinações políticas que a necessidade de uma maioria vier a impor sempre resultará um governo.

Tudo isto é verdade, mas é igualmente verdade que a possibilidade de acção democrática começa e acaba aí. O eleitor poderá tirar do poder um governo que não lhe agrade e pôr outro no seu lugar, mas o seu voto não teve, não tem, nem nunca terá qualquer efeito visível sobre a única e real força que governa o mundo, e portanto o seu país e a sua pessoa: refiro-me, obviamente, ao poder económico, em particular à parte dele, sempre em aumento, gerida pelas empresas multinacionais de acordo com estratégias de domínio que nada têm que ver com aquele bem comum a que, por definição, a democracia aspira. Todos sabemos que é assim, e contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica.

E não nos apercebemos, como se para isso não bastasse ter olhos, de que os nossos governos, esses que para o bem ou para o mal elegemos e de que somos portanto os primeiros responsáveis, se vão tornando cada vez mais em meros “comissários políticos” do poder económico, com a objectiva missão de produzirem as leis que a esse poder convierem, para depois, envolvidas no açúcares da publicidade oficial e particular interessada, serem introduzidas no mercado social sem suscitar demasiados protestos, salvo certas conhecidas minorias eternamente descontentes…

Que fazer? Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até à consumação dos séculos, esse não se discute. Ora, se não estou em erro, se não sou incapaz de somar dois e dois, então, entre tantas outras discussões necessárias ou indispensáveis, é urgente, antes que se nos torne demasiado tarde, promover um debate mundial sobre a democracia e as causas da sua decadência, sobre a intervenção dos cidadãos na vida política e social, sobre as relações entre os Estados e o poder económico e financeiro mundial, sobre aquilo que afirma e aquilo que nega a democracia, sobre o direito à felicidade e a uma existência digna, sobre as misérias e as esperanças da humanidade, ou, falando com menos retórica, dos simples seres humanos que a compõem, um por um e todos juntos. Não há pior engano do que o daquele que a si mesmo se engana. E assim é que estamos vivendo.

Não tenho mais que dizer. Ou sim, apenas uma palavra para pedir um instante de silêncio. O camponês de Florença acaba de subir uma vez mais à torre da igreja, o sino vai tocar. Ouçamo-lo, por favor.

Brasil é o país com o maior número de dentistas fevereiro 8, 2010

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No Brasil, estão 19% dos dentistas do mundo. O dado é do livro “Perfil Atual e Tendência do Cirurgião-Dentista Brasileiro”, que foi lançado ontem no 28º Ciosp (Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo). Realizado no Anhembi, em São Paulo, o congresso, que termina hoje, foi promovido pela Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

Segundo Maria Celeste Morita, professora da Universidade Estadual de Londrina e uma das autoras do livro, o Brasil é o país com a maior quantidade de profissionais de odontologia do mundo em números absolutos: são 219.575 profissionais cadastrados. “O “Atlas Global de Odontologia”, publicado em 2009 pela Federação Dentária Internacional, estima pouco mais de um milhão de dentistas no mundo. De todos os países incluídos no Atlas, o Brasil é o que tem o maior número de profissionais”, diz Morita.

Mas o recorde em número de dentistas ainda não se reflete no acesso de boa parte da população aos serviços odontológicos. “Embora nos últimos anos a odontologia esteja se incluindo de forma mais representativa nas políticas públicas de saúde, ainda há muita desigualdade”, afirma Ana Estela Haddad, da Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério do Trabalho. Haddad também assina o livro, com Morita e com Maria Ercília de Araújo, do Observatório de Recursos Humanos em Odontologia.

A dificuldade de acesso a esse enorme contingente de profissionais é, segundo Haddad, explicada por uma soma de fatores. Um deles aparece nos dados levantados para o livro: 59% dos dentistas estão na região Sudeste e três Estados concentram 57% deles –cerca de 33% estão em São Paulo, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro têm, cada um, aproximadamente 12% dos dentistas.

Além da distribuição regional, Haddad acredita que outros dois fatores expliquem o menor acesso de camadas da população aos serviços odontológicos. “A inserção do dentista nas políticas públicas de saúde é algo recente. Além disso, conforme constatamos no livro, 2/3 dos dentistas trabalham como autônomos, em atendimentos particulares. Isso representa um custo que algumas parcelas da população não podem pagar”, diz Haddad.

Hitler tinha mau hálito e medo de dentista, diz estudo fevereiro 8, 2010

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Adolf Hitler tinha medo de dentista, halitose (mau hálito) e se alimentava muito mal, revela um estudo baseado nas anotações do homem que cuidava dos dentes do ditador alemão, o general da SS nazista Johannes Blaschke.

As conclusões estão em “O Dentista do Diabo”, trabalho de doutorado de Menevse Deprem-Hennen. Em declarações ao periódico alemão “Bild am Sonntag”, o especialista explica que o estudo teve base em uma série de relatórios que durante anos estavam perdidos.

“É muito provável que Hitler sofresse de uma forte halitose”, conta Deprem-Hennen, que diz ainda que o ditador nazista comia mal e sofria de doença periodontal, que atinge a gengiva e a sustentação dos dentes.

“É provável também que, como muitas pessoas, Hitler tivesse medo do dentista”, afirma o especialista, que tira essa conclusão pelo fato de, em vez de fazer um tratamento de canal em uma ou duas sessões, o “Fuehrer” ter precisado chamar Johannes Blaschke até oito vezes.

Provas do vestibular 2010 da Uefs começam neste domingo fevereiro 7, 2010

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A Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana), na Bahia, aplica as provas do processo seletivo 2010 a partir deste domingo (7) até a terça-feira (8). São 14.118 candidatos, que concorrem a 785 vagas distribuídas em 22 cursos de graduação.

Confira aqui o cartão de convocação para as provas

Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 7h15 e fechados às 7h50. Os exames devem começar às 8h. O candidato deverá levar o documento de identidade, lápis preto, caneta esferográfica preta ou azul e borracha macia.

Veja o calendário das provas:

  • 7/2: Português, redação e língua estrangeira
  • 8/2: História, Geografia e Matemática
  • 9/2:Física, Química e Biologia
  • O curso mais concorrido deste ano é o de medicina, com 100 candidatos por vaga, seguido pelos cursos de direito (45,7 c/v) e enfermagem (32,6 c/v). Confira aqui a concorrência de todos os cursos

    Federal de Goiás libera 1ª chamada do vestibular 2010; confira fevereiro 6, 2010

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    A UFG (Universidade Federal de Goiás) divulgou nesta sexta-feira (5) a primeira chamada do processo seletivo 2010. Foram convocados 4.854 candidatos.

  • Veja a primeira chamada do vestibular 2010 da UFG
  • Consulta ao boletim de desempenho
  • Antes de realizar a matrícula presencial, os aprovados deverão atualizar o cadastro preenchido na inscrição do processo seletivo. Essa operação será realizada entre os dias 8 e 10 de fevereiro, pela internet.

    A matrícula será efetuada nos dias 11 e 12 de fevereiro, das 8h às 17h, no Centro de Cultura e Eventos “Professor Ricardo Freua Bufáiçal” (para os cursos de Goiânia) e nas secretarias dos campi de Catalão, Goiás e Jataí.

    As provas da primeira fase foram aplicadas em 29 de novembro de 2009. Os 11.568 estudantes aprovados nesta etapa realizaram os exames da segunda fase nos dias 20 e 21 de dezembro.

    Ao todo, 30.517 candidatos se inscreveram no processo seletivo. O curso de medicina foi o mais procurado, com 41,56 candidatos por vaga. Em seguida aparece direito matutino (24,87), e engenharia Civil (23,42).

    Outras informações podem ser obtidas no site da UFG.


    Primeira escola gay do País tem até lista de espera fevereiro 5, 2010

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    A primeira escola brasileira de cultura gay é um dos 300 projetos culturais financiados por Estado e União

    A primeira escola brasileira de cultura gay, situada em Campinas, um dos 300 projetos culturais financiados por um convênio firmado entre o Estado e a União, já definiu a lista de 60 alunos que, a partir de março, vão formar as primeiras turmas do curso de dança, web TV e fanzine. Os jovens classificados, com idade entre 14 e 30 anos (que devem confirmar a matrícula até no próximo dia 6, sábado), estão relacionados no http://www.e-jovem.com , página virtual onde cerca de 2 mil adolescentes campineiros difundem o respeito à diversidade sexual. A seleção foi feita a partir de uma lista com 120 inscritos, do Brasil todo. Com isso, além de preencher todas as vagas, a escola já tem uma fila de espera de 60 alunos.

    Cada turma terá 20 alunos, e as aulas serão semanais (aos sábados). Cada aula vai ter três horas de duração. Para combater o preconceito, o objetivo do grupo é oferecer atividades inclusivas, abertas a adolescentes de qualquer orientação sexual. Tanto é que, entre os 60 classificados, há alunos heterossexuais. Todos eles estão recebendo, por e-mail, o aviso da classificação e sendo orientados sobre onde e como entregar a documentação necessária. A direção do e-jovem não divulga, publicamente, o nome completo de nenhum deles. Também são preservados os nomes dos professores já escolhidos, ou dos que ainda se inscrevem para ministrar aulas

    fevereiro 5, 2010

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    UFF publica primeira chamada do processo seletivo 2010; confira fevereiro 5, 2010

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    A UFF (Universidade Federal Fluminense) divulgou nesta sexta-feira (5) a primeira chamada do vestibular 2010. Veja os nomes dos aprovados:

    Primeira chamada do vestibular 2010 da UFF

    A matrícula para os cursos ministrados em Niterói será realizada no Campus do Gragoatá – blocos B, C, D e E, em São Domingos, Niterói, nos dias 9 e 10 de fevereiro, das 12h às 18h. Os classificados para o 1º semestre deverão matricular-se, preferencialmente, no dia 9 e os classificados para o 2º semestre, no dia 10, conforme agendamento disponível no endereço eletrônico do Concurso

    Para os cursos ministrados em Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Macaé, Nova Friburgo, Rio das Ostras e Santo Antonio de Pádua a matrícula será realizada em 8 de fevereiro. Nos cursos de Volta Redonda a matrícula será nos dias 9 e 10. Consulte aqui os endereços e horários para a matrícula em cada município

    O candidato deverá apresentar uma foto 3×4 e os originais e fotocópias dos seguintes documentos:

  • cédula de identidade com foto e assinatura recentes;
  • histórico escolar com conclusão do ensino médio ou de curso equivalente e certificado de conclusão do ensino médio ou de curso equivalente;
  • declaração de equivalência ao ensino médio emitida pelo órgão competente da secretaria estadual de educação, se portador de documentação expedida por instituições estrangeiras;
  • CPF;
  • certificado de reservista ou prova de estar em dia com suas obrigações militares, se for do sexo masculino e maior de dezoito anos;
  • título de eleitor e comprovante de estar em dia com a justiça eleitoral, se for maior de dezoito anos.
  • Prouni abre inscrições para 165 mil bolsas de estudos neste sábado fevereiro 5, 2010

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    O Prouni (Programa Universidade para Todos) recebe inscrições para 165 mil bolsas de estudo no ensino superior a partir deste sábado (6), somente pelo site http://siteprouni.mec.gov.br/. O prazo termina na próxima quarta-feira (10). As informações foram divulgadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (5).

    O programa terá duas etapas de inscrição: em cada etapa, o candidato pode escolher até cinco opções de curso. São etapas independentes, ou seja, o aluno que se inscreveu na primeira, mas não foi selecionado, tem uma nova chance.

    Para participar, é necessário ter prestado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009, com nota mínima de 400 pontos; outra condição é não ter zerado na redação. Além disso, é preciso ter renda familiar de até três salários mínimos por pessoa (R$ 1.530), e atender a uma das condições:

  • ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em escola privada com bolsa integral da instituição;
  • ter cursado o ensino médio parcialmente em escola pública e parcialmente em escola privada com bolsa integral da instituição;
  • ser professor da rede pública de ensino básico, em efetivo exercício, integrando o quadro permanente da instituição, e estar concorrendo a vaga em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia. Neste caso, a renda familiar por pessoa não é considerada.
  • A relação dos candidatos pré-selecionados deve ser divulgada em 13 de fevereiro. Esses estudantes precisarão comprovar pessoalmente as informações prestadas nas instituições em que irão estudar, entre os dias 17 e 26 de fevereiro.

    A segunda etapa de inscrições vai de 4 a 7 de março, com resultados no dia 10 do mesmo mês.

    O que é o Prouni

    O Prouni foi criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005. Segundo o MEC, ele tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes do ensino superior em instituições privadas. As instituições que aderem ao programa recebem isenção de tributos.

    Outras informações podem ser obtidas no site do Prouni

    UOL traz a lista de aprovados no Sisu em ordem alfabética; busque seu nome fevereiro 5, 2010

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    O Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do MEC (Ministério da Educação) divulgou, nesta quinta-feira (4), a lista de aprovados para as 47,9 mil vagas em disputa em instituições de ensino superior. Para facilitar a busca, o UOLorganizou a lista em ordem alfabética. Confira aqui o resultado:

    Veja a lista de aprovados no Sisu em ordem alfabética

    A lista foi construída após a divulgação do resultado oficial. Todas as informações foram colhidas na página do ministério.

    Pelo site do Sisu só é possível chegar ao nome do vestibulando após vários filtros – Estado, instituição, campus e curso. Ou seja, é preciso saber qual o curso desejado para chegar ao resultado. A busca por ordem alfabética facilita o processo e permite que você encontre o nome de um amigo ou parente, por exemplo, com mais rapidez.

    Consulte no site do MEC se você foi convocado no Sisu

    O Sisu utiliza a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 na classificação dos vestibulandos. Segundo o ministério, do total de inscritos, 47.680 candidatos foram selecionados e devem agora efetuar a matrícula. Os candidatos podem consultar sua nota e classificação acessando o sistema a partir das 6h, desta sexta-feira (5).

    Para garantir as vagas, os aprovados deverão fazer matrícula na instituição para a qual foram aprovados de 8 a 12 de fevereiro. As informações sobre o registro acadêmico e sobre a documentação devem ser verificadas junto às faculdades.

    Para garantir as vagas, os aprovados deverão fazer matrícula na instituição para a qual foram aprovados de 8 a 12 de fevereiro. As informações sobre o registro acadêmico e sobre a documentação devem ser verificadas junto às faculdades.


    Unicamp divulga lista de aprovados em 1ª chamada no vestibular 2010; consulte fevereiro 4, 2010

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    A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulga, nesta quinta-feira (4), a lista de aprovados em primeira chamada no vestibular 2010. Os convocados deverão efetuar a matrícula em 9 de fevereiro nos respectivos campi, como consta do manual do candidato.

  • Veja os aprovados na 1ª chamada da Unicamp 2010
  • Lista de aprovados (arquivo .txt)
  • Faça a busca, por nome, no site da Comvest
  • Os documentos necessários para matrícula são (em cópia autenticada em cartório ou cópia acompanhada dos originais):

  • Certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente;
  • histórico escolar completo do ensino médio ou equivalente (somente para Famerp e para candidatos que optaram pelo programa de ação afirmativa);
  • certidão de nascimento ou casamento;
    cédula de identidade nacional ou registro nacional de estrangeiro;
  • título de eleitor para os brasileiros maiores de 18 anos;
  • certificado de reservista ou atestado de alistamento militar ou atestado de matrícula em CPOR ou NPOR para os brasileiros maiores de 18 anos, do sexo masculino;
  • uma foto 3×4 recente e colorida (duas fotos para Famerp)
  • O certificado de conclusão do ensino médio poderá ser substituído pelo diploma do curso superior ou de ensino médio devidamente registrado pelo órgão competente. O candidato que tenha concluído estudos equivalentes ao ensino médio no exterior deve apresentar parecer de equivalência de estudos da Secretaria da Educação.
  • As notas dos candidatos na segunda fase serão divulgadas dia 8 de fevereiro. A Comvest prevê 11 chamadas no total. A segunda chamada será divulgada no dia 9 de fevereiro, para matrícula dos convocados no dia 12 de fevereiro.
  • Novas chamadas

    A Unicamp terá 11 chamadas. Confira o calendário:

    2ª chamada: 9/2 até a meia-noite
    3ª chamada: 12/2 até a meia-noite
    4ª chamada: 1º/3 às 12h
    5ª chamada: 4/3 até a meia-noite
    6ª chamada: 9/3 até a meia-noite
    7ª chamada: 12/3 até a meia-noite
    8ª chamada: 17/3 até a meia-noite
    9ª chamada: 24/3 às 12h
    10ª chamada: 26/3 às 16h
    11ª chamada: 26/3 às 18h

    Fuvest libera lista de aprovados em primeira chamada no vestibular 2010; confira fevereiro 3, 2010

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    A Fuvest, fundação que organiza o vestibular da USP (Universidade de São Paulo), divulgou a primeira chamada do processo seletivo de 2010 nesta quarta-feira (3); confira:

  • Veja a lista de aprovados da Fuvest 2010
  • Confira a lista dos treineiros aprovados na Fuvest 2010
  • Consulte a 1ª chamada em .pdf
  • Consulte os treineiros aprovados em .pdf
    A matrícula dos aprovados na primeira lista ocorre nos dias 8 e 9 de fevereiro. Os locais e horários devem ser consultados no manual do candidato, entre as páginas 68 e 70.

    Após o registro, todos os aprovados no vestibular devem, ainda, fazer a confirmação de matrícula na unidade em que irão estudar nos dias 2 e 3 de março. O não comparecimento implica em cancelamento da vaga e exclusão de convocações posteriores.

    A segunda chamada será divulgada em 15 de fevereiro, com matrículas no dia 19 de fevereiro.

    Documentação

    Os aprovados a um dos cursos da USP devem apresentar na matrícula uma foto 3×4 datada, com menos de um ano, e uma cópia simples, acompanhada do original ou de cópia autenticada, da seguinte documentação:

  • Certificado de conclusão do curso de ensino médio ou equivalente e respectivo histórico escolar ou diploma de curso superior devidamente registrado;
  • Documento de Identidade;
  • Os aprovados na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo devem apresentar duas fotos 3×4 recentes e duas cópias autenticadas da seguinte documentação:

  • Prova de conclusão do ensino médio ou equivalente e respectivo histórico escolar;
  • Documento de Identidade (RG);
  • CPF (Cadastro de Pessoa Física);
  • Para os estudantes da Santa Casa, o pagamento deverá ser efetuado no ato da matrícula, de acordo com o valor do curso.

    Candidatos que optaram pelo programa Inclusp (Programa de Inclusão Social da USP) precisam apresentar, na matrícula, documentos [histórico escolar, certificado de conclusão do ensino médio, de exame supletivo, madureza ou EJA (Educação de Jovens e Adultos), na forma presencial ou semipresencial] que comprovem a realização integral desses estudos em escola pública no Brasil, para justificar a concessão do bônus. É recomendada a leitura das páginas 35 e 36 do manual do candidato.

    Estudantes convocados para matrícula na USP que já estiverem matriculados em outro curso de graduação de instituição pública de ensino superior –federal, estadual ou municipal– deverão optar pelo curso desejado em apenas uma dessas instituições.

    Manifestação de interesse

    Os candidatos que não forem convocados na primeira ou na segunda chamada deverão manifestar interesse por vagas restantes em um dos postos da Fuvest, nos dias 25 e 26 de fevereiro, das 9h às 16h. Veja a relação de postos e a documentação a ser apresentada na página 66 do manual do candidato.

    Os vestibulandos devem acompanhar todas as chamadas do processo seletivo; caso sejam convocados em uma das listas mas queiram concorrer ao remanejamento, é necessário fazer essa opção no respectivo dia de matrícula. Na matrícula, é possível escolher uma das três opções: matricular-se na graduação para a qual foi aprovado e desistir do remanejamento (opção “satisfeito”); matricular-se e continuar concorrendo ao remanejamento (opção “matriculado”); ou, ainda, só concorrer ao remanejamento (opção “desistente”).

    Quem optar por “matriculado” ou “desistente” precisa também manifestar interesse por vagas restantes em um dos postos da Fuvest, nos dias 25 e 26 de fevereiro, das 9h às 16h.

    Calendário

    Veja as datas das demais listas, matrículas e datas importantes:

  • Segunda chamada: 15 de fevereiro, com matrículas no dia 19 de fevereiro;
  • Manifestação de interesse por vagas restantes: 25 e 26 de fevereiro;
  • Confirmação de matrícula: 2 e 3 de março
  • Terceira chamada: 8 de março, com matrículas no dia 9 de março;
  • Quarta chamada: 12 de março, com matrículas no dia 15 de março;
  • Quinta chamada: 18 de março, com matrícula no dia 19 de março.
  • Neste ano, foram disputadas 10.812 vagas: 10.622 eram da USP (Universidade de São Paulo), cem eram do curso de medicina da Santa Casa e 90 eram da Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Se inscreveram para o vestibular 128.144 candidatos; destes, 2.380 eram treineiros.

    Leitura obrigatória para 2011

    A Fuvest também confirmou a lista de livros obrigatórios para o exame de 2011. Será mantida a mesma seleção de 2010. Veja quais são os títulos:

  • Auto da barca do inferno – Gil Vicente;
  • Memórias de um sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida;
  • Iracema – José de Alencar;
  • Dom Casmurro – Machado de Assis;
  • O Cortiço – Aluísio Azevedo;
  • A cidade e as serras – Eça de Queirós;
  • Vidas secas – Graciliano Ramos;
  • Capitães da areia – Jorge Amado;
  • Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.
  • Em março devem ser anunciadas as obras que serão cobradas nos concursos com ingresso em 2013, 2014 e 2015. Veja outras informações no site da Fuvest.

    Briga entre calouros deixa aluno da ESPM ferido no 1º dia de aulas em SP fevereiro 3, 2010

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
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    Retirado de http://www.folha.com.br

    Um aluno da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em São Paulo, ficou ferido segunda-feira (1º) durante uma briga entre calouros, no primeiro dia de aulas. A agressão ocorreu na rua, e o agressor fugiu.

    Caído, o jovem –que não teve o nome divulgado– levou chutes na cabeça. Ele foi atendido na enfermaria da instituição e levado para um hospital.

    A faculdade afirma que a violência não foi praticada durante trote, mas foi resultado de uma briga entre os calouros. “[A vítima] estava brincando com os colegas com uma arminha de água. Um dos calouros se irritou com a brincadeira e o agrediu”, afirmou Alexandre Gracioso, diretor de graduação da ESPM, em entrevista ao “SPTV”, da Rede Globo.

    Fernandópolis

    Em Fernandópolis (553 km de São Paulo), a polícia investiga a denúncia de um jovem de 18 anos que afirma ter sido obrigado a beber álcool combustível na noite de segunda-feira (1º) durante um trote no primeiro dia de aula da Unicastelo.

    Segundo informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), o estudante de veterinária foi retirado da sala à força, por outros alunos, durante uma aula. Ele disse à polícia que teve a roupa rasgada e o rosto pintado, além de levar tapas dos colegas.

    Ainda de acordo com o jovem, os estudantes o levaram para a avenida Expedicionários Brasileiros, onde foi obrigado a pedir dinheiro para motoristas que passavam pelo local, a fumar, beber bebidas alcoólicas e álcool combustível. Durante o trote, ele perdeu o boné, a carteira e o caderno.

    O reitor da faculdade, Gilberto Luiz Moraes Selber, afirmou à Folha Online que uma comissão vai investigar a denúncia. “Se for confirmada a participação de alunos da universidade haverá punição. Elas serão as que estão previstas em nosso regulamento, e pode variar de advertência verbal a expulsão.”

    UFSC divulga primeira chamada do vestibular 2010; confira fevereiro 3, 2010

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    A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) publicou na tarde desta segunda-feira a lista com os aprovados em primeira chamada no vestibular 2010; confira:

  • Veja a primeira chamada do vestibular 2010 da UFSC
  • Consulta ao desempenho individual no vestibular 2010 da UFSC
  • A matricula deverá ser realizada nos dias 18 e 19 de fevereiro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, nas dependências das coordenadorias dos cursos de graduação, localizadas nos respectivos campi da UFSC. A única exceção é a matricula no curso de engenharia de materiais, que será realizada nos dias 4 e 5 de fevereiro.

    A lista de documentos necessários para a efetivação da matrícula e outras informações podem ser consultadas no edital de matrícula.As provas foram realizadas nos dias 19, 20 e 21 de dezembro de 2009. Estavam inscritos no concurso 32.554 vestibulandos, que disputavam 6.021 vagas em 82 cursos e habilitações, para os campi de Florianópolis, Joinville, Curitibanos e Araranguá

    Outras informações podem ser obtidas no site do processo seletivo ou pelo telefone 0/xx/48/3721-9200.

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