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A formação das monarquias nacionais julho 12, 2011

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  As rígidas estruturas do sistema feudal dificultavam sobremaneira o crescimento e desenvolvimento da principal atividade burguesa, o comércio. A existência de diversas moedas, pesos, medidas, tributos, leis que variavam de feudo para feudo prejudicavam os comerciantes. Havia, portanto, um grande interesse por parte da burguesia para que se instituísse  um governo centralizado, unificado, que suplantasse o poder da nobreza (senhores Feudais)  de modo que as leis, os impostos, moeda etc tivessem abrangência nacional.

  Da mesma forma, o Rei, cuja autoridade fora até então reduzida pelos senhores feudais (nobres e clero) buscava se reerguer, instituindo um governo centralizado em sua pessoa, subjugando clero e nobreza.

  Deste modo, a partir do século XI forma-se um espécie de aliança entre rei e burguesia. O rei buscando a autoridade máxima e de caráter nacional, procurando instituir leis, moedas, tributos e um exército nacionais (e suplantar a ordem feudal que descentralizara o poder) e a burguesia objetivando a unificação de mercados, moedas, pesos, medidas, tributos etc, de modo a facilitar sua ativividade, diminuindo custos e possibilitando a expansão do comércio. Essa aliança é o que levará ao processo de formação das monarquias nacionais e à quebra do feudalismo.

As corporações – Idade Média julho 9, 2011

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  Nas cidades medievais, as principais instituições econômicas eram as corporações de mercadores (ou guildas) e as corporações de ofício. Ambas buscavam monopolizar o mercado local, limitando a entrada de comerciantes estrangeiros (nos burgos) além de buscarem controlar o preço das mercadorias.

  As corporações, sob a influência da escolástica – cultura cristã da época – quase sempre condenavam a usura e o lucro (defendiam o preço justo – preço da matéria-prima + valor da mão-de-obra empregada). Note-se que ainda no fim da Idade Média, mesmo com o progressivo desenvolvimento do comércio, as principais instituições econômicas baseavam-se em uma concepção eminentemente feudal: limitadora do lucro e imposta pela Igreja.

  À medida em que desenvolvia-se o comércio e crescia-se as corporações, passou a haver um processo de concentração de riqueza. Nas corporações (formada por mestres, companheiros ou oficiais e aprendizes) cada vez menos via-se qualquer tipo de mobilidade social. Isto é, a riqueza passara a se concentrar nas mãos daqueles que lideravam as corporações: os mestres e suas famílias. É por esse motivo, que no fim da Idade Média, observamos o surgimento de famílias extremamente ricas e poderosas, tais como os Médicis e os Sforza, na Itália. Por outro lado, os subalternos nas corporações dificilmente tornavam-se mestres e viam-se obrigados a serem empregados por toda a vida.

Baixa Idade Média – Renascimento Urbano julho 9, 2011

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  Como consequência imediata da revolução comercial, a vida no feudalismo foi progressivamente tornando-se urbana. Os feudos foram transformando-se em burgos, verdadeiras fortalezas, pólos comerciais, símbolos de uma nova sociedade, onde o caráter estamental vinha dando lugar a estrutura de classes.

  O Renascimento Urbano caracteriza-se justamente por essa mudança na estrutura social. Uma sociedade que antes era estritamente agrária e estamental vinha paulatinamente se transformando em urbana, sob a égide do comércio e da mobilidade social. Contudo, como, inicialmente, as cidades se constituíam no interior dos feudos, os comerciantes viam-se submetidos ao jugo dos senhores feudais, tendo, portanto, que pagar-lhes impostos. Isso, por sua vez, dificultava o crescimento do comércio, uma vez que elevava os custos. Assim, inicia-se o movimento comunal, uma tentativa dos burgueses, entre os séculos XI e XIII, de emanciparem os burgos da tutela feudal.

  As cidades que se emancipavam procuravam assegurar seus direitos mediante as cartas de franquia. Tais cartas davam autonomia aos comerciantes na gestão da cidade, garantindo-lhes a possibilidade de arrecadar impostos e usá-los em prol da cidade, autonomia administrativa e judiciária, além da formação de uma milícia.

Baixa Idade Média – O renascimento Comercial julho 8, 2011

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  As cidade italianas foram as principais beneficiadas com a retomada do comércio entre oriente e ocidente a partir da reabertura do mar Mediterrâneo. A posição geográfica privilegiada garantiu aos comerciantes italianos a primazia na distribução das mercadorias orientais na Europa.

  Os comerciantes se reuniam nas feiras, pontos de comércio temporário onde aconteciam a negociação de mercadorias. Entre os séculos XIII e XIV, a principal feira ocorria em Champanhe, na França. O retorno das transações financeiras resultou no reaparecimento da moeda, no impulso à atividade creditícia e na criação das letras de câmbio, iniciando a atividade bancária. A economia europeia passa do amonetarismo, presente no feudalismo, para o monetarismo, inclusive com a existência de diversos tipos de moedas. Nesse contexto, a terra deixa de constituir a única expressão de riqueza e a sociedade é cadas vez menos estamental (sociedade estamental – que não prevê mobilidade social). Deflagra-se o surgimento de uma nova classe social, que iria conduzir o progresso do mundo dali em diante: a burguesia.

  No século XIV, a feira de Champanhe entra em crise, em função da Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453) entre França e Inglaterra e da peste negra (ou bulbônica), que havia se disseminado naquela região. Outra feira ganha destaque: Flandres, na Bélgica. No entanto, para chegar em Flandres os mercadores tinham de passar dentro da propriedade de senhores feudais, tendo que lhes pagar uma determinada quantia, o que tornava caro a viagem. Por esse motivo, os italianos adotaram uma nova rota comercial. Navegando pelo atlântico, passando pela Ibéria, chegavam à Flandres. Tal rota acabou por beneficiar o comércio na Ibéria, sobretudo em Portugal, visto que os navegadores lá paravam para se reabastecerem (isso foi importante na acumulação de recursos por Portugal que resultou, mais tarde, no processo de expansão marítima).

 

Movimento das Cruzadas julho 8, 2011

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  As cruzadas foram expedições militares realizadas entre os séculos XI e XIII, lideradas pela Igreja Católica, cujo objetivo era retomar as terras consideradas sagradas pela cristandade que haviam sido tomadas pelos muçulmanos. Objetivavam, portanto, por fim ao cerco territorial que os muçulmanos vinham impondo aos cristãos na Europa.

  A Igreja assumiu a liderança do movimento por buscar reafirmar-se no oriente e reunificar as igrejas ortodoxa e apostólica romana, que haviam se separado no Cisma do oriente, no início do século XI, em 1054.

  Além dos motivos religiosos, outros fatores influenciaram na organização das cruzadas: o crescimento demográfico europeu e a persistência do direito de primogenitura. O crescimento demográfico, que gerou um excedente populacional, culminou na necessidade de expansão territorial pelos senhores feudais. O direito de primogenitura garantia apenas ao primeiro filho do senhor feudal a herança de terras e riquezas. Cabia aos outros filhos – nobres – tornarem-se membro do clero, transformarem-se em vassalo ou partir pelo mundo como cavaleiro, em busca de aventuras e conquistas.

  Assim, tanto a  população marginalizada socialmente (o excedente populacional) quanto os nobres sem feudo viam nas Cruzadas uma possibilidade de enriquecerem, ou mesmo de se aventurarem pelo mundo.

  É preciso ressaltar que as Cruzadas também tiveram um viés comercial. Os negociantes italianos apoiaram as Cruzadas esperando pela reabertura do mar Mediterrâneo, o que iria deflagrar na retomada do comércio entre ocidente e oriente, além de garantir-lhes entrepostos e vantagens comerciais no oriente. E, de fato, foi o que ocorreu. Na Quarta Cruzada (1202-1204) houve a tomada do mar Mediterrâneo pelos italianos, reiniciando o comércio com o oriente.

  As Cruzadas, embora tenham se iniciado com um viés puramente espiritual, acabaram se desvirtuando, assumindo um papel notadamente comercial, sobretudo pela influência dos negociantes italianos.

Baixa Idade Média – Crescimento Demográfico julho 8, 2011

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No século X as guerras que haviam assolado a Europa, notadamente as invasões bárbaras, já haviam terminado. Ao mesmo tempo, por viverem isolados nos feudos, os servos e os senhores feudais estavam menos sujeitos às epidemias. Deste modo, melhoraram-se as condições de vida do homem feudal, possibilitando a melhoria do cultivo e a possibilidade de crescimento demográfico. De fato, foi o que ocorreu. A partir do século X a taxa de natalidade cresceu substancialmente enquanto a de mortalidade se mantinha estável. Há, portanto, uma explosão demográfica na Europa.

A expansão demográfica promove o desequilíbrio na oferta e demanda de alimentos. A primitiva e ineficiente produção agrícola feudal não consegue suprir as necessidades de uma sociedade em expansão. Surge, no interior dos feudos, o excedente populacional. Dada a insuficência de recursos para prover o excedente populacional, inicia-se o processo de marginalização social. Os senhores feudais expulsam de suas terras a população excedente. Tal população se desloca, em sua maioria, para antigos centros urbanos, passando a viver do comércio, criando mercados latentes, verdadeiros pólos comerciais. Outros, passam a viver do saque.

Note-se que o crescimento demográfico iniciado no século X exigia melhores colheitas, estimulando o aperfeiçoamento e/ou a criação de novas técnicas. É nesse período que surge, por exemplo, o arado. Contudo, o desenvolvimento tecnológico se esbarrava na falta de motivação do servo, uma vez que, para ele, não haveria benefícios. Para o servo, o desenvolvimento técnico lhe traria mais trabalho, na medida em que ele se via obrigado a pagar tributos ao senhor feudal. Desse modo, o crescimento demográfico não é acompanhado por um aumento na oferta. Os senhores feudais buscam pela expansão territorial. Reiniciam-se as guerras de conquista, utilizando-se do excedente populacional como “soldado” e posterior ocupante do território conquistado. É nesse contexto que se inseriram a a participação de muitos cavaleiros (nobres) na Guerra de Reconquista, contra os árabes na península ibérica. Também nesse contexto estão as Cruzadas, iniciadas no século XI, se estendendo até o século XIII, sob liderança da Igreja Católica.

Baixa Idade Média – Cruzadas

Baixa Idade Média – Renascimento comercial

Baixa Idade Média – Renascimento Urbano

As corporações

A baixa Idade Média – Introdução julho 8, 2011

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A baixa Idade Média compreende o período que se estende do século X ao XV. Uma série de transformações em progresso culminaram na crise do feudalismo e início do capitalismo.

No plano econômico, a economia auto-suficiente do feudo foi dando espaço ao comércio.

No plano social, a sociedade hierarquizada e estamental foi sendo progressivamente desestruturada, à medida em que surgia uma nova classe social: a burguesia.

Politicamente, os senhores feudais, que detinham um enorme poder em seus feudos, foram progressivamente perdendo espaço para o poderio centralizador do rei, num processo que resultaria na criação dos Estados Nacionais.

Baixa Idade Média – Crescimento Demográfico

Baixa Idade Média – Cruzadas

Baixa Idade Média – Renascimento Comercial

Baixa Idade Média – Renascimento Urbano

As corporações