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Feudalismo: economia e propriedade julho 4, 2011

Posted by portaldoestudante in História.
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  O modo de produção feudal baseava-se nas relações de reciprocidade no campo. O senhor, que detinha a posse da terra (senhores feudais, clero e nobreza), conferia proteção e o direito de viver daquela terra ao servo camponês. Este, por sua vez, detinha obrigações, dentre as quais a maioria consistia na determinação de parte da produção ao senhor. Deste modo, é fácil perceber que os ganhos do senhor consistiam na expropriação do fruto do trabalho do servo, mediante obrigações/impostos tais como a Corvéia, Talha etc. Neste cenário de expropriação, o servo não se via motivado a aumentar a produção, isto é, a inovar no sentido de melhorar as técnicas e elevar a produtividade, uma vez que se o fizesse, isto se refletiria em mais trabalho para o servo e mais ganhos apenas para o senhor. Por esse motivo, o progresso técnico na Idade Média é ínfimo, sendo a principal técnica utilizada a rotação de cultura.

  Assim, o modo de produção feudal, que se resume às relações produtivas no campo (portanto é uma economia estritamente agrária), davam-se em uma vila (grande propriedade rural) isolada, autônoma e auto-suficiente, onde o comércio era praticamente inexistente e a economia amonetária.

O feudo era dividido em:

Manso senhorial, que era propriedade particular do senhor feudal, lugar no qual erigia-se o castelo;

Manso servil, parte da propriedade arrendada aos servos, onde eles viviam e trabalhavam;

Manso comunal, de uso coletivo. Tanto o senhor quanto os servos usufruiam do manso comunal no qual, geralmente, localizavam-se o bosque e o pasto.

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