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Tipos de solo maio 21, 2009

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Latossolo

Latossolo

Latossolo →  Principal tipo de solo do Brasil, presente principalmente no cerrado. São solos profundos e intensamente lixiviados, sendo, portanto, rico em ferro e alumínio. Consequentemente, são pobres nutricionalmente e ácidos, o que é resolvido pela adubação e calagem (adição de pó calcário para diminuir a acidez). Já foi considerado impróprio para a agricultura, no entanto, seu fácil manejo devido ao seu relevo suave e sua alta porosidade transformaram o cerrado brasileiro no principal núcleo de grãos do país.

OBS: Lixiviação → Solos que submetidos a intensas chuvas têm seus sais minerais dissolvidos e transportados a outros locais. Apenas os sais menos solúveis em água, como o ferro e o alumínio permanecem.

Argissolo → Solo rico em argila e bastante susceptível a erosão.

Cambissolo → Presente em locais de relevo movimentado (grande atuação do intemperismo químico e físico). Solo raso com uma pequena camada superficial composta por matéria orgânica. Abaixo se localiza a rocha parcialmente fragmentada e, por fim, a rocha sã.

Cambissolo

Cambissolo

Neossolo litólico → Solo bastante raso, presente em locais onde o intemperismo quimíco é pouco eficiente, como nos desertos e semi-áridos.

Neossolo Litólico

Neossolo Litólico

Geografia – Localização e orientação abril 15, 2009

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Desde sempre o homem deu grande importância à sua localização no território. Conhecimentos sobre localização e orientação são bastante válidos no traçado de rotas marítimas, em movimentações nos campos de batalha, na implantação no lugar certo de indústrias, lojas, empreendimentos etc. Para tanto, é imprescindível conhecimentos a respeito de latitude, longitude, da disposição terrestre, projeções cartográficas e sensoriamento remoto.

O planeta Terra é uma geóide, uma espécie de elipse alongada. A esfericidade do planeta é responsável pela existência de diferentes zonas climáticas (temperada, polar, tropical). A Terra também é inclinada em relação ao seu eixo. Tal inclinação ocasiona as diferentes estações do ano. O movimento de translação, juntamente com a inclinação, faz com que ocorra os solstícios e equinócios, além de proporcionar diferentes durações do dia e da noite ao longo do ano. Solstício corresponde à diferente iluminação terrestre entre os hemisférios norte e sul. Nessa época, o hemisfério norte (ou sul) recebe mais energia solar do que o outro. Dessa forma, quando é verão no norte, no sul é inverno e vice-versa. Nos equinócios, ambos os hemisférios recebem luz por igual. E os raios solares incidem perpendicularmente à linha do equador, situada na ZCIT (zona de convergência intertropical). Essa é a única área da Terra em que os raios solares incidem perpendicularmente. A ZCIT corresponde a área mais quente do planeta.

As coordenadas geográficas são linhas imaginárias traçadas no globo terrestre denominadas longitudes e latitudes. Sua função é localizar qualquer coisa (pessoas, objetos, animais, fenômenos naturais etc) na superfície. No entanto, quando se fornece apenas latitude e longitude, a coordenada não fica tão clara e objetiva. A identificação de minutos( ‘ ) e segundos ( ” ) contribui, mas o ideal seria a localização em quilômetros, metros e/ou centímetros, como fazem os GPS’s.

A rotação terrestre, por sua vez, ocasiona o dia e a noite, gerando diferenciação de horários nas diferentes regiões da Terra. Os fusos horários são meridianos imaginários traçados na Terra com o objetivo de padronizar a hora global. Dessa forma, convencionou-se que a cada fuso trancorrido em direção a leste aumenta-se uma hora. A Oeste diminui-se uma hora. Vale ressaltar que cada fuso corresponde a 15°. Dividindo-se o número total de fusos (360) por 15, tem-se 24. Sendo assim, cada fuso horário (15°) corresponde a 1 hora.

O horário de verão, adotado em diversos países, é uma medida econômica, que tem por objetivo evitar a sobrecarga nos sistemas de produção e distribuição de energia nos horários de pico, diminuindo as chances de ocorrência de “apagões”. Além disso, gera uma pequena economia aos cidadãos. No Brasil, o horário de verão é adotado nos estados do sul, sudeste e centro-oeste. No norte e nordeste, como não há uma significativa variação do fotoperíodo ao longo do ano, tal medida não é imposta. Em regiões localizadas na linha do Equador ou próximas a ela, o horário de verão não seria eficaz, justamente em função dessa pouca variação do fotoperíodo.

Em relação a cartografia é importante ressaltar que existem dois tipos de mapas: topográficos e temáticos. Os mapas topográficos geralmente são mais detalhados, em função das grandes escalas adotadas. Sua função é representar, num plano, fenômenos horizontais, como áreas urbanas, agrícolas e populações e verticais, como a amplitude do relevo. Servem de base para os mapas temáticos, cujo objetivo é demonstrar um único tema, específico, tal como população, relevo, área urbana, rural etc. São geralmente menos detalhados e, portanto, apresentam pequenas escalas. Qualquer projeção cartográfica apresenta distorção da realidade, exceto as plantas. Essas, por serem excessivamente detalhadas e representarem uma área muito pequena, a ponto de não se considerar a esfericidade da Terra, é a única projeção não distorcida.

Os três principais tipos de projeções cartográficas são: conforme, equivalente e azimutal (ou equidistante).

A conforme, cujo idealizador foi Mercator, apresenta os ângulos formados pela inclinação da Terra idêntico a realidade. No contexto de sua idealização, a Europa vivia um período de expansão marítima. Conquistando terras e dominando povos, os países europeus passaram a se firmar como potências. Na projeção conforme, a Europa é posta no centro da Terra, superior e maior que todos os demais países. Tal distorção evidencia a visão de mundo eurocêntrica de Mercator, representando cartograficamente o etnocentrismo europeu.

Na projeção equivalente, onde há proporcionalidade de áreas, há grande distorção da realidade. Os países de baixa latitude (subdesenvolvidos) apresentam área bem maior que os de alta latitude (desenvolvidos).  Idealizada por Peters,  a projeção equivalente, embora não rompesse totalmento com o eurocentrismo, reperesentava, cartograficamente, os anseios dos países recém-independentes e subdesenvolvidos no pós Segunda Guerra Mundial: receberem o mesmo tratamento que os países ricos.

A projeção azimutal ou equidistante é atualmente a mais utilizada, sobretudo para fins didáticos e traçados de rotas marítimas, em função das distâncias representadas corresponderem a realidade.

O sensoriamento remoto, bastante eficaz na localização e orientação terrestre, é o conjunto de técnicas aplicadas na captação e registro de imagens  distantes. A captação se dá através de diversos sensores.

SIG, Sistema de Informação Geográfica, corresponde à junção de mapas, tabelas e informações  diversas armazenadas por um banco de dados computadorizado e GPS (Sistema de Posicionamento Global). Constitui um excelente mecanismo de planejamento urbano e rural.

Globalização julho 28, 2008

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Nome dado ao amplo processo de interligação econômica e cultural que marcou o mundo no fim do século XX, devido sobretudo ao crescimento vertiginoso dos principais centros nervosos das sociedades modernas: os mercados financeiros e as redes de informação

 A repercussão instantânea, na América do Sul, de crises financeiras na Ásia, a fabricação de produtos de prestigiosas marcas européias ou americanas na Malásia, Tailândia etc. e a formação de cadeias de televisão mundiais são aspectos de uma mesma tendência, a globalização, que caracterizou o mundo no fim do século XX.

 Entende-se por globalização o processo de interligação econômica e cultural, em nível planetário, que ganhou intensidade a partir de 1980, devido sobretudo ao crescimento vertiginoso dos principais centros das sociedades modernas. O fenômeno decorre basicamente da expansão dos sistemas de comunicação por satélites, da revolução da telefonia e da presença da informática na maior parte dos setores de produção e de serviços, inclusive por meio de redes planetárias como a internet. Impulsionada por notáveis transformações tecnológicas e por uma onda de simpatia pelas teses ditas neoliberais, o fenômeno da globalização se consolidou com a queda dos regimes comunistas na Europa e a abertura econômica na China.

 No plano econômico, a globalização se traduz por maior abertura no comércio externo e por uma rapidez sem precedentes no movimento de capitais, permitindo a investidores colocar dinheiro num país e retirá-lo em segundos. Essa instantaneidade no funcionamento do mercado faz com que uma crise local, como a do México em 1994 e a dos países asiáticos em 1997, derrube as cotações das principais bolsas e tenha reflexos imediatos em vários países. O grande número de fusões ocorridas a partir de 1995 e o predomínio de gigantescas empresas transnacionais fazem parte do mesmo processo.

 Na década de 1990, eram muitas as vozes que deploravam os efeitos da globalização, acusada de gerar desemprego em várias regiões, além de ameaçar a ordem mundial por reduzir o poder de decisão dos países e organismos internacionais em face do poder das grandes empresas e corporações financeiras.

Modelo Econômico – Brasil junho 11, 2008

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  A economia-mundo baseia-se nas importações e exportações. Normalmente, os países subdesenvolvidos caracterizam-se por exportar matéria-prima (baixo preço) e importar produtos manufaturados (elevado preço) de países desenvolvidos. Isso não foi diferente no Brasil durante e após a Revolução Industrial, onde a exportação cafeeira constituía a principal fonte de renda do país. O nosso principal produtor de café era o estado de São Paulo. Esse modelo de exportação gerava capital para que se importasse produtos manufaturados fazendo, assim, a economia girar.

 Durante as crises de superprodução do café, vários trabalhadores rurais iam para a cidade em busca de emprego e de uma vida melhor, gerando mão-de-obra barata à disposição. Além disso, as importações e exportações caiam assustadoramente. Foi em meio a uma dessas crises que o país vivenciou os efeitos da famosa Queda da bolsa de Nova York em 1930 (Grande Depressão). Todo o mercado mundial foi retraído e os preços das matérias-primas desabaram. A economia brasileira viu o chão abrir sobre os seus pés. Não mais exportava nem importava, pois não tinha renda (gerada pelo café). Foi a partir de então que o Brasil viu-se obrigado a produzir. As indústrias que surgiram durante o auge do café, devido ao capital excedente de sua exportação tinham, agora, um ambiente livre de concorrência estrangeita e podiam florescer livremente. Houve, então, a substituição das importações. Os brasileiros não mais optavam por produtos estrangeiros (caros e de difícil acesso). 

  A passagem da exportação de produtos primários para a produção industrial foi motivada por Getúlio Vargas, que protegeu as indústrias nacionais por meio de aumentos das taxas alfandegárias e criação de estatais, com a função de servir como indústria base para as empresas privadas emergentes. Mais tarde, com Juscelino Kubitschek a economia nacional foi aberta para investimentos estrangeiros, com o intuito de modernizar a nossa economia. 

  Como já era de se esperar, as indústrias no Brasil ficaram concentradas no centro-sul e sudeste (principalmente São Paulo), devido ao café, que forneceu infra-estrutura ferroviária, capital de investimento e mercado consumidor.

  Um dos grandes problemas do Brasil é o transporte de mercadorias sendo realizado, quase que totalmente, por vias rodoviárias. Esse meio de transporte encarece o preço final do produto e “sobrecarrega” as rodovias nacionais, ocasionando danos às ruas, avenidas… do país. A melhor opção seria as ferrovias, porém, no Brasil, essas estão em condições precárias, além de não se ter uma malha ferroviária de grande porte (tamanho). Outro fator prejudicial é a concentração de infra-estrutura de transporte no centro-sul e sudeste do país  

Dinâmica Climática abril 7, 2008

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A zona de convergência intertropical corresponde ao espaço entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Representa a área mais quente do globo terrestre, devido a convecção (transmissão de calor) das massas de ar. Abrange parte da américa do sul e, portanto, do Brasil. Está em constante mudança de localização, acompanhando a movimentação aparente do sol. Nos países cituados na ZCIT (zona de convergência intertropical) a amplitude térmica anual é menor que a diária. Fator esse que não ocorre nas zonas Temperadas e Glaciais.

OBS: Amplitude térmica anual é a diferença entre a temperatura mais quente do ano e a menor temperatura do ano. O mesmo com a amplitude térmica diária, porém levando-se em consideração as temperaturas do dia. 

O território brasileiro caracteriza-se por temperaturas altas, exceto no sul e serras do sudeste, que apresentam temperaturas mesotérmicas ( baixas); clima tropical e amplitude térmica anual inferior a diária. 

O Brasil caracteriza-se por regiões chuvosas, relativamente chuvosas, e de escassez de água. O fator determinante dos regimes de chuva é a circulação atmosférica. A célula de Hadley é o circuito de massas de ar presente no Brasil. É composta pelos ventos alísios e contra-alísios, sendo que o primeiro converge, de maneira ascendente, para o equador e o segundo, de maneira descendente, para a região subtropical.

O movimento convectivo (transmissão de calor) dos ventos alísios é representado pela MEC (massa equatorial continental). Essa massa parada e úmida (decorrente da evaporação) causa as chuvas torrenciais (dura pouco tempo, porém são fortes) de verão. A mec atua, principalmente, no norte e centro-oeste do Brasil. No amazonas a convecção dessa massa causa chuva todos os dias. Ela possui ampla atuação no verão brasileiro, exceto no sul, e é restrita ao norte no inverno. Os ventos contra-alísios, por sua vez, são representados pela mta (massa tropical atlântica), um vento seco que possui atuação restrita ao sul no verão e grande atuação no inverno, principalmente, no sul e sudeste. Além da mta, no inverno, se tem a mpa (massa polar atlântica), que não faz parte da célula de Hadley. Tanto a mta quanto a mpa não causam chuvas, exceto quando são forçadas (chuvas orográficas), pois não possuem umidade. A chuva é causada pela massa que sobe carregada de umidade e condensa (do vapor para o líquido). 

As chuvas orográficas ocorrem quando a mta, ao percorrer o oceano, rumo a região subtropical acaba ganhando umidade e ao se deparar com as chapadas (espécie de planalto com escarpas, ou seja, declive acentuado) são obrigadas a subir, condensando e gerando, assim, precipitações.

Constantemente ouvimos falar na previsão do tempo sobre frente fria. Essa é uma das atuações da mpa no Brasil. Essa massa entra na américa do sul e faz com que o ar quente, embaixo, vá para cima e ela, a mpa, passa a ficar embaixo, gerando a frente fria. Em locais onde a temperatura é muito quente esse fenômeno é chamado de friagem.

O clima de um determinado local pode ser denominado levando-se em conta as características pluviométricas da região. Os climas úmidos são aqueles onde se tem um elevado nível de precipitação, os subúmidos possui um relativamente alto nível de precipitação e o semi-árido apresenta escassez de água.

Dois fatores que influenciam bastante no clima são a latitude e altitude. O primeiro por fazer referência á quantidade de energia solar que entra num determinado local, o segundo por se ter em lugares mais altos temperaturas menores que em lugares mais baixos. O clima também exerce influências, principalmente no que diz respeito ao relevo e solo. Se for um lugar quente, com muita chuva, como no clima úmido, pode ocorrer lixiviação, ou seja, a chuva transporta os elementos das rochas em decomposição, gerando solos ácidos, com pouca fertilidade. Um lugar com secas como nos climas árido e semi-árido há ocorrência de salinização, um processo no qual os sais afloram à superfície, tornando o solo infértil.

CLIMAS:

Clima equatorial: Característico do norte do Brasil, apresenta temperaturas elevadas o ano todo, não chegando a temperaturas exageradas. Possui profunda atuação da mec, alta umidade relativa do ar e, por isso, chove muito. Praticamente não há diferenciação entre inverno e verão, não há seca. A amplitude térmica anual é menor que a diária.

Clima tropical: Temperaturas elevadas, chuvas torrenciais no verão, sob a atuação da mec, seca no inverno, sob atuação da mta. Amplitude térmica anual menor que a diária. No inverno a seca e a baixa umidade relativa do ar gera queimadas. Clima característico de parte do sudeste e centro-oeste brasileiro.

Clima semi-árido: Marcante no nordeste (não correspondendo à área litorânea do nordeste), possui prolongadas estiagens devido a fraca atuação da mec, muito quente, apresente chuvas torrenciais de verão, podendo ser tão forte a ponto de causar inundação.

Clima tropical atlântico: Característico do litoral nordestino, não apresenta seca, alto nível de precipitação, calor. No inverno a atuação da mpa causa instabilidade e precipitação.

Tropical de altitude: São Paulo e regiões altas apresentam esse clima, caracterizado por temperaturas baixas, chuvas torrenciais de verão, pouca chuva no inverno. Não há seca. As chuvas torrenciais podem gerar deslize de terras.

Subtropical: Presente no sul, com temperaturas bem baixas, chuvas causadas por instabilidade da mpa. Influência restrita da mec no verão e ampla atuação da mpa no inverno. Chove bastante.

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Trabalhos Prontos abril 6, 2008

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Geografia – O território Nacional março 12, 2008

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Território é um espaço submetido a um poder político. Nesse território existem propriedades privadas, onde o proprietário pode utilizá-la para fazer empreendimentos econômicos ou comercializá-la. Porém, não cabe a ele o domínio político do seu patrimônio, isso é exercido pelo Estado, através de leis. O patrimônio privado e a soberania pública constituem a base do território nacional.

As fronteiras são extremamente importantes na constituição do território. São elas que delimitam a atuação da soberania estatal. Para se criar uma fronteira, é preciso estabelecer três etapas:

Definição, que é uma operação conceitual onde se chegará a um acordo sobre os princípios gerais que levarão à formação da fronteira; delimitação, um processo cartográfico, no qual será marcado no mapa os limites fronteiriços; demarcação, uma operação física, onde são colocados marcos nas fronteiras.

A maior parte das fronteiras brasileiras foram criadas no período Imperial e na “era Rio Branco”. A menoria emergiu do período colonial. A “era Rio Branco” constitui um período marcado pela figura do Barão do Rio Branco, responsável pela política externa durante o início do período republicano brasileiro. A sua obra de fronteiras definiu grande parte das delimitações do território brasileiro. Defendeu o Brasil nos Arbitramentos internacionais, que era um modo de resolver os conflitos fronteiriços, por meio da escolha de um Terceiro Estado, neutro, que resolvia o problema. O seu principal feito foi a “questão do Acre”. Na época o Acre pertencia a Bolívia. Mas com a “corrida da borracha” inúmeros seringueiros brasileiros foram para o local. Chegaram até mesmo a conseguir uma efêmera independência. Para contra-atacar, a Bolívia assinou um acordo com um cartel de empresas norte-americanas, dando a elas o direito de exploração do Acre. Os seringueiros se revoltaram. O exército boliviano foi posto de prontidão. É nesse período que entra a figura do barão do Rio Branco, onde por meio de negociações diplomáticas, conseguiu tomar o Acre para o Brasil, através do tratado de Petrópolis. Em troca, o Brasil pagaria uma certa quantia e construiria a ferrovia madeira-mamoré, que escoaria a exportação boliviana para as partes navegáveis dos rios amazônicos.

Durante a formação das fronteiras brasileiras, o Brasil se apoiou no mito das “fronteiras naturais”, segundo o qual os limites do território já estariam preestabelecidos devido aos cursos dos rios e outros fatores naturais que constituem as fronteiras. Embora apresente certa semelhança, os limites fronteiriços brasileiros não estão ligados ao “natural”, mas sim a processos históricos e políticos.

O Brasil é “cortado” por quatro fuso horários. No entanto, o sistema de horas legais vigente no país é bastante prático, pois modifica, de certa forma, a posição do fusos, de modo que um mesmo estado não tenha horários diferentes ao longo do seu território.

Atualmente, o Brasil é um Estado Federal, ou seja, as unidades federais (estados) possuem autonomia, expressa pela constituição própria, embora esteja submetida à constituição nacional, o direito de eleger o seu próprio governante e fazer assembléias. O poder legislativo brasileiro possui um sistema bicameral, onde se tem a câmara baixa, que é a Câmara Federal, composta por deputados que representam o povo e a câmara alta, corresponde ao Senado Federal, composto por senadores, que representam os estados.

Ao longo de sua história, os estados que compõem o território brasileiro sofreram desmembramento, isto é, uma parte de um grande estado se emancipou e passou a constituir uma outra unidade federal. Isso acontece devido a valorização econômica, o crescimento demográfico vivido pela parte do estado que busca a sua emancipação. Além disso, um território muito grande se torna difícil de ser governado. Com a separação, o novo estado ganha autonomia e um sistema de administração que facilitam o planejamento do desenvolvimento econômico. E a elite regional ganha mais poder ainda. É bom ressaltar que um grande território não é sinônimo de grande população, principalmente no que diz respeito aos estados. O que atrai a massa populacional é oportunidade de emprego, boas redes de hospitais, educação, infra-estrutura e desenvolvimento econômico. Um exemplo está na comparação entre o Amazonas e São Paulo. A população paulista é muito maior que a amazonense.

Durante o período da Ditadura, Getúlio Vargas, criou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a finalidade de reunir informações, através de pesquisas, sobre o território brasileiro, para melhor planejar o desenvolvimento econômico e social das regiões pouco populosas do Brasil. Foi a partir de então que criou-se as macrorregiões geográficas, que dividem o país em sudeste, nordeste, norte, sul e centro-oeste. Os agrupamentos foram feitos mediante características semelhantes, como a economia, a população e os fatores naturais. Como era muito generalizado, não serviu para a verdadeira finalidade da divisão: a obtenção de dados para o planejamento. Portanto, fez-se uma nova divisão, as mesorregiões geográficas, onde se punha, em um mesmo grupo, regiões com estruturas de produção e características naturais semelhantes. Também era muito generalizada e, por isso, criou-se as microrregiões geográficas, que são os municípios. O agrupamento se dá pelo grau de influência dos centros urbanos e o modo de utilização do solo dominante.

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