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Com mais visibilidade, radar aponta 1.123 km² de desmatamento na Amazônia junho 3, 2008

Posted by portaldoestudante in Notícias.
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Em abril, Amazônia Legal estava com 53% da área encoberta por nuvens.
Em março de 2008, área desmatada era de 145 km² e 78% da região estava encoberta

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou, na tarde desta segunda-feira (2), os dados sobre o desmatamento na Amazônia Legal, referentes a abril deste ano. De acordo com o sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo real), houve um aumento dos alertas de desmatamento na região. Em março de 2008, foram 145 km² de alerta de desmatamento, em abril, este número passou para 1.123 km² (área equivalente à cidade do Rio de Janeiro – 1.182 km²).

 

Segundo o Inpe, o aumento foi apontado em função do maior poder de visualização do satélite. Em março, 78% da Amazônia Legal estava encoberta por nuvens e, em abril, só 53% da região estava sob nuvens.

O Deter foi concebido como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. “São mapeadas áreas de corte raso e áreas de processo de desmatamento por degradação florestal. Por conta da resolução limitada do sistema, é possível detectar, apenas, polígonos de desmatamento maiores de 25 hectares. Devido a cobertura de nuvens, nem todos os desmatamento maiores de 25 hectares são identificados pelo sistema”, disse João Vianei Soares, coordenador geral de observação da Terra.

Mato Grosso e Roraima são os dois estados com maior área desmatada, segundo o Inpe. Em março, Mato Grosso tinha 112,4 km² de alerta de desmatamento, sendo 69% de sua área coberta por nuvens. Roraima, que permitia boa visualização, teve 18,8 km² de alerta de desmatamento.

Em abril, Mato Grosso apresentou 794,1 km² de alertas de desmatamento, com apenas 14% de sua área encoberta por nuvens. Roraima teve 284,8 km² de alerta de desmatamento, com 18% de sua área encoberta.

 

 Mais tecnologia

Na tentativa de corrigir as limitações de resolução do sistema Deter, o Inpe está desenvolvendo, em uma parceria internacional, um satélite de observação avançada, com imagens de radar. A tecnologia deve ser a mesma utilizada pelo satélite japonês Alos (Advanced Land Observing Satellite), que não tem seu monitoramento prejudicado por condições climáticas.

  Sem área preservada

Gilberto Câmara, diretor do Inpe, disse que foi indicado uma tendência de crescimento do desmatamento no fim do ano passado. “Hoje, com base nesses números, podemos dizer que essa tendência continua. Em termos de percentual de território, Rondônia é o estado mais devastado, não tendo mais área legal a ser desmatada. Ainda em termos de percentagem, o Amazonas é o estado mais preservado”.

 Segundo ele, o desmatamento ocorre por conta de processos de ocupação. Os estados de Rondônia, Mato Grosso e Pará são os mais atingidos por serem uma região de melhor acesso.

 

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