jump to navigation

De José Saramago para o Fórum Social Mundial junho 28, 2010

Posted by portaldoestudante in Notícias.
Tags: , ,
1 comment so far

(Por José Saramago)

Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um facto notável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a vossa atenção para este importante acontecimento histórico porque, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato, saltar-vos-á ao rosto não tarda.

Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos cultivos, entregue cada um aos seus afazeres e cuidados, quando de súbito se ouviu soar o sino da igreja. Naqueles piedosos tempos (estamos a falar de algo sucedido no século XVI), os sinos tocavam várias vezes ao longo do dia, e por esse lado não deveria haver motivo de estranheza, porém aquele sino dobrava melancolicamente a finados, e isso, sim, era surpreendente, uma vez que não constava que alguém da aldeia se encontrasse em vias de passamento. Saíram portanto as mulheres à rua, juntaram-se as crianças, deixaram os homens as lavouras e os mesteres, e em pouco tempo estavam todos reunidos no adro da igreja, à espera de que lhes dissessem a quem deveriam chorar. O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se. Instantes depois a porta abria-se e um camponês aparecia no limiar.

Ora, não sendo este o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreende-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava o sineiro e quem era o morto. “O sineiro não está aqui, eu é que toquei o sino”, foi a resposta do camponês. “Mas então não morreu ninguém?”, tornaram os vizinhos, e o camponês respondeu: “Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei a finados pela Justiça, porque a Justiça está morta.”

Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar (algum conde ou marquês sem escrúpulos) andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das extremas das suas terras, metendo-os para dentro da pequena parcela do camponês, mais e mais reduzida a cada avançada. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às autoridades e acolher-se à protecção da justiça. Tudo sem resultado, a espoliação continuou. Então, desesperado, decidiu anunciar urbi et orbi (uma aldeia tem o exacto tamanho do mundo para quem sempre nela viveu) a morte da Justiça.

Talvez pensasse que o seu gesto de exaltada indignação lograria comover e pôr a tocar todos os sinos do universo, sem diferença de raças, credos e costumes, que todos eles, sem excepção, o acompanhariam no dobre a finados pela morte da Justiça, e não se calariam até que ela fosse ressuscitada. Um clamor tal, voando de casa em casa, de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, saltando por cima das fronteiras, lançando pontes sonoras sobre os rios e os mares, por força haveria de acordar o mundo adormecido… Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço popular foi ajudar o camponês a repor as extremas nos seus sítios, ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à triste vida de todos os dias. É bem certo que a História nunca nos conta tudo…

Esses sinos novos são os múltiplos movimentos
de resistência e acção social que pugnam por uma nova justiça distributiva e comutativa

Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino, uma campânula de bronze inerte, depois de tanto haver dobrado pela morte de seres humanos, chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante em que vos falo, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira quotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais exacto e rigoroso sinónimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em acção, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste.

Mas os sinos, felizmente, não tocavam apenas para planger aqueles que morriam. Tocavam também para assinalar as horas do dia e da noite, para chamar à festa ou à devoção dos crentes, e houve um tempo, não tão distante assim, em que o seu toque a rebate era o que convocava o povo para acudir às catástrofes, às cheias e aos incêndios, aos desastres, a qualquer perigo que ameaçasse a comunidade. Hoje, o papel social dos sinos encontra-se limitado ao cumprimento das obrigações rituais e o gesto iluminado do camponês de Florença seria visto como obra desatinada de um louco ou, pior ainda, como simples caso de polícia.

Outros e diferentes são os sinos que hoje defendem e afirmam a possibilidade, enfim, da implantação no mundo daquela justiça companheira dos homens, daquela justiça que é condição da felicidade do espírito e até, por mais surpreendente que possa parecer-nos, condição do próprio alimento do corpo. Houvesse essa justiça, e nem um só ser humano mais morreria de fome ou de tantas doenças que são curáveis para uns, mas não para outros. Houvesse essa justiça, e a existência não seria, para mais de metade da humanidade, a condenação terrível que objectivamente tem sido. Esses sinos novos cuja voz se vem espalhando, cada vez mais forte, por todo o mundo são os múltiplos movimentos de resistência e acção social que pugnam pelo estabelecimento de uma nova justiça distributiva e comutativa que todos os seres humanos possam chegar a reconhecer como intrinsecamente sua, uma justiça protectora da liberdade e do direito, não de nenhuma das suas negações.

Tenho dito que para essa justiça dispomos já de um código de aplicação prática ao alcance de qualquer compreensão, e que esse código se encontra consignado desde há cinquenta anos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aqueles trinta direitos básicos e essenciais de que hoje só vagamente se fala, quando não sistematicamente se silencia, mais desprezados e conspurcados nestes dias do que o foram, há quatrocentos anos, a propriedade e a liberdade do camponês de Florença. E também tenho dito que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tal qual se encontra redigida, e sem necessidade de lhe alterar sequer uma vírgula, poderia substituir com vantagem, no que respeita a rectidão de princípios e clareza de objectivos, os programas de todos os partidos políticos do orbe, nomeadamente os da denominada esquerda, anquilosados em fórmulas caducas, alheios ou impotentes para enfrentar as realidades brutais do mundo actual, fechando os olhos às já evidentes e temíveis ameaças que o futuro está a preparar contra aquela dignidade racional e sensível que imaginávamos ser a suprema aspiração dos seres humanos.

Acrescentarei que as mesmas razões que me levam a referir-me nestes termos aos partidos políticos em geral, as aplico por igual aos sindicatos locais, e, em consequência, ao movimento sindical internacional no seu conjunto. De um modo consciente ou inconsciente, o dócil e burocratizado sindicalismo que hoje nos resta é, em grande parte, responsável pelo adormecimento social decorrente do processo de globalização económica em curso. Não me alegra dizê-lo, mas não poderia calá-lo. E, ainda, se me autorizam a acrescentar algo da minha lavra particular às fábulas de La Fontaine, então direi que, se não interviermos a tempo, isto é, já, o rato dos direitos humanos acabará por ser implacavelmente devorado pelo gato da globalização económica.

Continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica

E a democracia, esse milenário invento de uns atenienses ingénuos para quem ela significaria, nas circunstâncias sociais e políticas específicas do tempo, e segundo a expressão consagrada, um governo do povo, pelo povo e para o povo? Ouço muitas vezes argumentar a pessoas sinceras, de boa fé comprovada, e a outras que essa aparência de benignidade têm interesse em simular, que, sendo embora uma evidência indesmentível o estado de catástrofe em que se encontra a maior parte do planeta, será precisamente no quadro de um sistema democrático geral que mais probabilidades teremos de chegar à consecução plena ou ao menos satisfatória dos direitos humanos. Nada mais certo, sob condição de que fosse efectivamente democrático o sistema de governo e de gestão da sociedade a que actualmente vimos chamando democracia. E não o é. É verdade que podemos votar, é verdade que podemos, por delegação da partícula de soberania que se nos reconhece como cidadãos eleitores e normalmente por via partidária, escolher os nossos representantes no parlamento, é verdade, enfim, que da relevância numérica de tais representações e das combinações políticas que a necessidade de uma maioria vier a impor sempre resultará um governo.

Tudo isto é verdade, mas é igualmente verdade que a possibilidade de acção democrática começa e acaba aí. O eleitor poderá tirar do poder um governo que não lhe agrade e pôr outro no seu lugar, mas o seu voto não teve, não tem, nem nunca terá qualquer efeito visível sobre a única e real força que governa o mundo, e portanto o seu país e a sua pessoa: refiro-me, obviamente, ao poder económico, em particular à parte dele, sempre em aumento, gerida pelas empresas multinacionais de acordo com estratégias de domínio que nada têm que ver com aquele bem comum a que, por definição, a democracia aspira. Todos sabemos que é assim, e contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica.

E não nos apercebemos, como se para isso não bastasse ter olhos, de que os nossos governos, esses que para o bem ou para o mal elegemos e de que somos portanto os primeiros responsáveis, se vão tornando cada vez mais em meros “comissários políticos” do poder económico, com a objectiva missão de produzirem as leis que a esse poder convierem, para depois, envolvidas no açúcares da publicidade oficial e particular interessada, serem introduzidas no mercado social sem suscitar demasiados protestos, salvo certas conhecidas minorias eternamente descontentes…

Que fazer? Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até à consumação dos séculos, esse não se discute. Ora, se não estou em erro, se não sou incapaz de somar dois e dois, então, entre tantas outras discussões necessárias ou indispensáveis, é urgente, antes que se nos torne demasiado tarde, promover um debate mundial sobre a democracia e as causas da sua decadência, sobre a intervenção dos cidadãos na vida política e social, sobre as relações entre os Estados e o poder económico e financeiro mundial, sobre aquilo que afirma e aquilo que nega a democracia, sobre o direito à felicidade e a uma existência digna, sobre as misérias e as esperanças da humanidade, ou, falando com menos retórica, dos simples seres humanos que a compõem, um por um e todos juntos. Não há pior engano do que o daquele que a si mesmo se engana. E assim é que estamos vivendo.

Não tenho mais que dizer. Ou sim, apenas uma palavra para pedir um instante de silêncio. O camponês de Florença acaba de subir uma vez mais à torre da igreja, o sino vai tocar. Ouçamo-lo, por favor.

Fuvest vai antecipar lista de aprovados para a quarta-feira (3) fevereiro 2, 2010

Posted by portaldoestudante in Notícias, Provas de vestibular.
Tags: , , , ,
add a comment

A Fuvest, fundação que organiza o vestibular da USP (Universidade de São Paulo), vai antecipar os resultados do processo seletivo. A lista de aprovados, que seria divulgada no dia 4, sairá no dia 3, às 16h, segundo informou o coordenador de comunicação, José Coelho Sobrinho.

Segundo ele, a antecipação foi possível porque os resultados já estão prontos e a correção terminada.

Neste ano, a Fuvest convocou 428 corretores, quase o dobro do número do exame anterior, para corrigir as provas da segunda fase do vestibular 2010. Nesta edição, a USP promoveu mudanças no vestibular. Os candidatos passaram a responder questões de todas as disciplinas e não apenas perguntas das matérias relacionadas à carreira como anteriormente.

Passaram pelas mãos dos corretores cerca de 850 mil folhas de prova dos cerca de 34,5 mil candidatos que realizaram as provas da etapa final de seleção. Estão em disputa 10.812 vagas, sendo 10.622 na USP (Universidade de São Paulo), cem no curso de medicina da Santa Casa e 90 na Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Participaram dessa edição, ainda, 2.380 treineiros

2ª fase

A segunda fase da Fuvest 2010 foi encerrada no dia 5 de janeiro, com 12 questões de disciplinas específicas de acordo com a opção de carreira do vestibulando.

  • Correção da segunda fase da Fuvest 2010
  • Segunda fase da Fuvest termina sem cobrar todo o programa
  • Dos 128.144 inscritos no processo seletivo, 35.588 candidatos foram convocados para a segunda fase.

    Leitura obrigatória para 2011

    Nesta sexta (22), a Fuvest também confirmou a lista de livros obrigatórios para o exame de 2011. Será mantida a mesma seleção de 2010.

  • Auto da barca do inferno – Gil Vicente;
  • Memórias de um sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida;
  • Iracema – José de Alencar;
  • Dom Casmurro – Machado de Assis;
  • O Cortiço – Aluísio Azevedo;
  • A cidade e as serras – Eça de Queirós;
  • Vidas secas – Graciliano Ramos;
  • Capitães da areia – Jorge Amado;
  • Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.
  • Como Fazer Curriculo | Veja Exemplos de Curriculo janeiro 11, 2010

    Posted by portaldoestudante in Uncategorized.
    Tags: , , ,
    8 comments

    Retirado de : www.criarfazergratis.com

    Se você chegou até este site, é porque deve estar procurando emprego, e por isso decidiu saber mais sobre como fazer um curriculo, fez certo, pois aqui lhe daremos várias dicas, sobre curriculo. Dentre elas vários modelos de Curriculum Vitae pronto.

    O que é um Curriculum Vitae?

    A palavra Curriculum Vitae vem do Latim e tem o significado de “hístoria da vida” como o nome indica é para colocar alguns relatos sobre sua vida profissional e fatos importantes de sua vida pessoal.

    Como preencher seu Curriculo

    Informações Pessoais

    Você deve inserir os dados pessoais, mas nada de documentos, por exemplo, Nome, idade, telefone, email e endereço onde mora.

    Coloque os lugares onde você estudou, sempre dê preferencia para a escola mais recente.

    Você também deve incluir os cursos que fez, cursos mais recentes, ou que contribuiram realmente de alguma maneira para alguma experiencia em sua vida prossifional

    Experiência Profissional

    Aqui você deve colocar as empresas mais recentes onde trabalhou, alguns dados importantes para se incluir são o nome da empresa, cargo que você ocupava, e suas conquistas na empresa com tal cargo.

    Atividades pessoais

    Nos dias de hoje, as empresas procuram por pessoas responsáveis, eficazes, sociaveis etc. Por isto é muito importante que descreva todas suas atividades diarias, como esportes que pratica, serviços voluntarios.

    Coisas pessoais, como seu carrinho de controle remoto a gasolina, não interessam para a empresa, evite isso!

    Referências

    Se você fez um ótimo trabalho, na empresa onde trabalhava, prefira colocar alguns contatos para refêrencia, como telefone da empresa onde trabalhou, para que possam contatar o seu chefe por exemplo..

    Modelos de Curriculo Prontos

    Existem vários modelos de curriculo disponiveis na internet, modelos prontos de curriculo!
    e o blog criarfazergratis.com decidiu selecionar dois deles pra você, para que você possa ter como exemplo na hora de fazer o seu próprio curriculo.

    Encontramos no site efetividade.net um modelo super interessante de curriculo:

  • Modelo curriculo efetividade.net para Word
  • Modelo de Curriculum Vitae:

  • Modelo de curriculum vitae para Word
  • Nova data do Enem pode ser divulgada amanhã outubro 4, 2009

    Posted by portaldoestudante in Notícias, Provas de vestibular.
    Tags: , , , ,
    add a comment

    São Paulo – A nova data da prova do Enem vai ser decidida amanhã em uma reunião de representantes do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com reitores das universidades e de instituições federais.

     

    Técnicos do ministério avaliam que devem aplicar o teste só na segunda quinzena de novembro porque precisam refazer toda a logística de impressão, embalagem e distribuição e também corrigir as falhas de segurança detectadas na estratégia do exame.

     

    O MEC quer organizar as datas do Enem e dos vestibulares das universidades para que os alunos possam manter a expectativa de realizar as provas que desejarem e, ao mesmo tempo, as instituições não percam a chance de usar a nova prova do exame do ensino médio como teste de acesso direto ao ensino superior.

     

    A nova prova do Enem, informou ontem o diretor do Inep, Reynaldo Fernandes, já está pronta – um exame de reserva também já está montado e guardado em um cofre do instituto, em Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    A um mês dos vestibulares, saiba o que fazer se você estudou muito, mais ou menos ou pouco setembro 11, 2009

    Posted by portaldoestudante in Notícias, Provas de vestibular.
    Tags: , , , ,
    add a comment

    A menos de um mês do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 e com os principais vestibulares chegando, como a Fuvest e a Unicamp, ainda há tempo para se estudar melhor? Talvez realizando uma leitura a mais, ou conhecendo um novo conteúdo?

    Você se sente seguro do estudo realizado durante o ano ou ainda há aquela culpa de não ter estudado o suficiente? Veja dicas de como aproveitar melhor esse tempo para se preparar de acordo com seu perfil.
    No segundo ano de pré-vestibular em busca de uma vaga no curso de engenharia ambiental na Poli (Escola Politécnica da USP), Álvaro Ferro Caetano, 19, diz estar confiante. “Este ano consegui estudar. Não pude fazer tudo, mas fiz bastante”, diz.

    Durante o ano, Álvaro buscou balancear estudos com atividades físicas. “Joguei handbol e isso me ajudou muito. Não me arrependo de nada”, afirma. “Pretendo continuar no ritmo até o fim do ano, fazer uma revisão e o máximo de lição possível”, diz.

    Ainda dá tempo de estudar para o vestibular? Opine

    De acordo com os especialistas ouvidos pelo UOL Educação, a ideia de Álvaro é boa. Confira as recomendações para quem estudou muito, mais ou menos ou quase nada:

    Estudou muito – De acordo com a coordenadora do serviço de orientação vocacional da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara, Maria Beatriz Loureiro de Oliveira, quem já estudou deve fazer uma revisão sem muita culpa.

    “É preciso se organizar por dia. Se determinar que vai estudar três horas, mas só conseguir estudar uma hora e meia, não tem problema. O importante é que já conseguiu ver algo”, avalia.

    “Para quem estudou bastante, a hora é de manter o ritmo de estudo, sem afobação. Com calma e tranquilidade”, concorda o coordenador do curso Anglo, Alberto Francisco do Nascimento.
    Para o professor, é importante criar uma rotina de revisar todas as disciplinas. Isso porque, na primeira fase dos vestibulares caem todas as matérias. Então, mesmo que você já esteja seguro em matemática, por exemplo, vale a pena dedicar um pouco de seu tempo à matéria. Mesmo que seja menos tempo do que para as demais.

    Estudou muito mas está com culpa – Segundo Maria Beatriz, normalmente os vestibulandos têm muita consciência do quanto estudaram. Mas tem sempre um mais estressado – normalmente porque vai concorrer a uma vaga em carreira disputada como medicina.

    Nesses casos, a recomendação é tentar baixar a ansiedade. Pode ser que a cobrança da família esteja atrapalhando ou pode ser o próprio rigor. Fica a dica: “Vestibular tem todo o ano. O jovem não pode achar que este é o derradeiro”, diz a professora.

    Estudou mais ou menos – Segundo Nascimento, ainda é possível aprender conteúdo. Então, se você teve alguma dedicação durante o ano, pode tentar recuperar o conteúdo. Como? “Acelerando, mas sem se desgastar, sem virar noite”, diz.

    Já Maria Beatriz pondera: será mesmo que o vestibular é a questão mais importante para quem não se dedicou tanto assim aos estudos? Sua orientação é tomar consciência do que atrapalhou o processo e não repetir os problemas.

    Nem pegou nos livros direito – “Quem não estudou precisa se liberar da culpa. O que deve ter acontecido é que esse candidato tinha outras questões internas, dúvidas sobre o caminho a seguir ou pouca ajuda a se organizar”, afirma Maria Beatriz.

    Segundo a orientadora, é bobagem querer recuperar todo o tempo sem estudos ou procurar “atalhos” para o ensino superior. “Às vezes, as pessoas apelam e vão para uma faculdade sem qualidade, o que também não vale a pena”, aponta.
    Vote no Portal do Estudante no TOP30. Clique aqui para votar

    Educação deve ser o setor que mais crescerá nas próximas duas décadas dezembro 24, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    add a comment

           2nota-alta

    A educação já movimenta 90 bilhões de reais por ano no Brasil e deve ser o setor que mais crescerá no mundo nas próximas duas décadas

    Três de março de 2002, 6h50 da manhã. É a segunda vez em três semanas que o mexicano Jorge Klor de Alva, presidente mundial da Apollo International, desembarca no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ele está abatido e com os olhos pequenos – não se sentiu muito bem no vôo da Swissair que o trouxe de Nova Délhi para São Paulo. “Estamos abrindo nossa primeira universidade na Índia”, diz Klor de Alva, que tem dois doutorados (um em direito e outro em antropologia e história) e já foi professor em Princeton e na Universidade da Califórnia.

    “Chegar aqui é levar um choque. Perto da Índia, o Brasil parece um gigante, com um potencial enorme”, diz Klor de Alva. “Mas nunca conseguirá cumprir essa promessa sem educação.” Para ele, mais que uma constatação, trata-se de uma oportunidade para expandir ainda mais seu negócio. A Apollo International é a empresa parceira para investimentos estrangeiros do Apollo Group, maior grupo empresarial de ensino dos Estados Unidos. Com 150 000 alunos e 160 campi, o Apollo Group é uma potência que faturou 770 milhões de dólares no ano passado e tem um valor de mercado de 7,2 bilhões na Nasdaq.

    A Apollo International mantém escolas na Holanda e na Alemanha e tem planos para entrar no Chile, no México e na China. Desde junho de 2001, é sócia do Pitágoras, de Minas Gerais. Criado em 1966 pelo professor Walfrido dos Mares Guia e quatro sócios como um cursinho pré-vestibular em Belo Horizonte, o Pitágoras se transformou num dos maiores grupos de ensino do Brasil. Foi Mares Guia quem procurou Klor de Alva há pouco mais de dois anos. “Havia previsto apenas uma hora na agenda para falar com ele, mas a conversa foi tão boa que durou três dias”, diz Klor de Alva, que mora desde criança nos Estados Unidos e está pensando em comprar uma casa ou um apartamento em Minas Gerais. Em agosto passado, ele e Mares Guia abriram uma faculdade que vem sendo vista como um dos maiores experimentos já feitos em educação no país. “Vamos dar escala a um modelo pedagógico e empresarial que permitirá levar uma formação cultural forte e ao mesmo tempo profissionalizante para a massa”, diz Mares Guia. Com isso ele espera elevar o faturamento do Pitágoras dos atuais 75 milhões para 400 milhões de reais em 2010.

    A educação como negócio

    O mexicano Klor de Alva e o mineiro Mares Guia são exemplos de empresários que apostam numa revolução que está gestando uma das principais fronteiras de negócios do futuro. Trata-se da transformação da educação – encarada tradicionalmente apenas como uma instituição – numa atividade que produza receitas, crie empregos e gere lucros. O grande profeta dessa revolução é Peter Drucker, o maior pensador da administração moderna. “A educação será a indústria de maior crescimento nos próximos 20 anos, acompanhada apenas pela saúde”, afirma Drucker.

    Na verdade, esse futuro já chegou. Os Estados Unidos gastam anualmente, computados os desembolsos públicos e privados, quase 1 trilhão de dólares com ensino e formação de sua população, em todos os níveis. Somente o mercado da educação continuada para adultos responde por 6% do PNB americano e se aproxima rapidamente disso em outros países desenvolvidos. No Brasil, a conta da educação representa cerca de 9% do PIB, ou 90 bilhões de reais, segundo estimativas da Ideal Invest, consultoria paulista especializada em negócios do ensino. É um valor próximo do que movimentam – juntos – os setores de telecomunicações e energia. Em 2002, o setor privado deverá ser responsável por 44 bilhões desse total. Só o faturamento das instituições privadas de ensino superior aumentou de cerca de 3 bilhões em 1997 para 10 bilhões de reais no ano passado.

    Segundo o nonagenário Drucker – que paralelamente ao estudo da sociedade do futuro vem se dedicando à produção de programas de ensino para comercialização na internet -, o crescimento jamais visto da indústria da educação acontecerá não apenas por uma questão demográfica mas principalmente por causa da sociedade do conhecimento. Trata-se de uma era em que os ativos físicos, como instalações ou máquinas, perderam importância para o ativo intelectual. Nela, o conhecimento se move de modo ainda mais fluido do que o dinheiro e é um bem tão indispensável quanto vendável. “O conhecimento tornou-se o principal recurso econômico e o único marcado pela escassez”, afirma Drucker. “E, como ele se torna rapidamente obsoleto, os trabalhadores que o utilizam precisam retornar regularmente à escola.”

    Se no tempo de nossos pais ou avós a educação escolar terminava quando começava o trabalho, na sociedade do conhecimento ela não tem fim. Isso porque a sobrevivência profissional dos trabalhadores do conhecimento – que já representam dois quintos do total da força de trabalho nos Estados Unidos – depende sobretudo de educação, formal e continuada. A primeira serve para que se qualifiquem. A segunda, para que consigam manter-se atualizados – tarefa difícil mesmo para os profissionais mais instruídos, com pós-graduações e Ph.Ds. “Dar seqüência à formação de adultos será uma grande área de crescimento na sociedade do futuro”, diz Drucker. Essa formação, acredita ele, não será oferecida apenas pelas instituições tradicionais, que pela pressão de demanda ou por questões geográficas podem se tornar insuficientemente acessíveis. Ela acontecerá também por meios alternativos – de cursos online a seminários de fim de semana – e nos mais variados lugares – na sala de aula da universidade, no trabalho, em casa.

    Vote no Portal do Estudante no TOP30. Clique aqui para votar!

    Depois de nova lei de estágio, número de vagas diminui 40% no país, segundo levantamento novembro 14, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , ,
    add a comment

    Em 45 dias, desde que a nova lei de estágio foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número de vagas oferecidas no País caiu 40%, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres).

    A queda verificada é o dobro previsto pela Abres, no início das discussões da nova legislação.
    A oferta caiu de 55 mil postos mensais para 33 mil. O motivo, segundo a entidade, é o desconhecimento das novas regras, que têm assustado e confundido as empresas e as instituições de ensino superior.

    No Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), no período, foram registrados cerca de 30 mil atendimentos para solucionar dúvidas de empresários, instituições de ensino e estudantes.

    A burocracia exigida para adaptar contratos e modificar as propostas pedagógicas dos cursos torna o processo mais lento. “Acreditamos que levará cerca de dois anos para que a situação se normalize e a oferta volte ao normal”, afirma Seme Arone Júnior, presidente da Abres.

    “Isso porque as faculdades não se prepararam e as empresas estão com medo. Há muita falta de informação”, diz ele.

    Arone Júnior acredita que a lei, apesar da confusão inicial, será benéfica para os estagiários, que terão mais garantias de respeito ao seu desenvolvimento educacional.

    Um dos pontos da lei que provocaram confusão e empacaram os estágios foi a determinação de que os estágios não obrigatórios constem do projeto pedagógico dos cursos de graduação.

    Desse modo, se a instituição ainda não atualizou seu projeto – e em algumas isso é um processo demorado, que depende de votação em conselhos universitários, por exemplo -, ela não poderá assinar ou renovar o contrato de estágio do aluno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    As 7 lições para ensinar seu filho a usar o dinheiro novembro 7, 2008

    Posted by portaldoestudante in Sem categoria.
    Tags: , , , ,
    add a comment

    Por Içami Tiba

    Retirado do site www.uol.com.br

    Lidar com o dinheiro é fundamental na vida moderna. Com ele pode-se conseguir saúde, alimentação, moradia, conforto, qualidade de vida, diversões, viagens, estudos, pesquisas, negócios, etc. O difícil é encontrar onde o dinheiro não seja importante.

    Frases como “Sou pobre mas sou feliz” e “Dinheiro não compra felicidade” podem ser facilmente questionadas. Dinheiro não é tudo, mas a tudo ajuda.

    O dinheiro é importante para todas as pessoas. Pode significar desde a sobrevivência para quem o tem de menos (caquéticos) até uma doença mórbida (podre de rico) para quem o tem demais. A grande questão é saber como lidar bem com ele. E isso não é nada fácil, principalmente porque “dinheiro não agüenta desaforo”, isto é, perde quem não o respeita, como perdem os filhos nobres de pais ricos, como ganham os netos pobres que querem ficar ricos.

    É quase impossível encontrar hoje algum adulto que nunca tenha tido um dinheiro em suas mãos. Uns poucos com muito dinheiro e muitos outros com tão pouco. Entre tanta matéria que passa pelas nossas mãos, o dinheiro talvez seja o que mais muda de mãos. Dá para calcular por quantas mãos já passou o dinheiro que hoje está nas suas?

    Se o dinheiro nos é tão importante por que não nos ensinam desde criança a lidar com ele?

    Aqui vão algumas dicas que dão base para uma boa educação financeira:

    1. Não usar um dinheiro que não é seu, mesmo que esteja com você. Se o seu filho lhe pede dinheiro para lanche na escola, ele não deve comprar figurinhas. Poder ele tem porque tem o dinheiro em suas mãos, mas NÃO DEVE pois é destinado ao lanche. Ao comprar figurinhas, o filho pratica um desvio de verbas. O filho falhou na sua responsabilidade que o pai lhe confiou.

    2. Quem gasta antes de receber (vales de mesadas, cheques pré-datados, pagamentos em parcelas com juros, etc.) além de receber menos do que espera, terá mais despesas que receitas. É prisioneiro financeiro da dívida

    3. Recebeu? Pague tudo o que deve. O que sobrar é seu lucro. Você é dono da sua vida financeira. Tenha reservas suficientes para agüentar invernos porque estes são programáveis e não imprevistos;

    4. Nunca compre sob impacto emocional (impulso). O que é visto como oportunidade ou barato, torna-se absurdamente caro se não for útil para você;

    5. Nunca compre o que não couber no seu bolso ou planejamento financeiro. A vida é muito mais cara para quem deve do que quem tem suas finanças equilibradas;

    6. Quem não arca com as responsabilidades financeiras, que nem sabe de onde lhe vem o dinheiro, que não se preocupa com o futuro nem com o custo da sua vida é príncipe, um herdeiro esperador. Lembre-se que existe um príncipe muito famoso que cresceu, casou, teve filhos, separou, casou outra vez e continua esperando ser rei. É bem capaz que faleça antes da rainha, então, “seria a rainha a receber a herança do príncipe?”;

    7. Com seu dinheiro em mãos você faz os melhores negócios para ter cada vez mais dinheiro com você, um sucessor empreendedor. Corrigindo o erro é que se aprende mas a sabedoria vem da prática de acertos.

    Vote no Portal do Estudante no TOP30. Clique aqui para votar!

    Dificuldade em matemática é comum no país outubro 17, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: ,
    5 comments

    Por que a matemática continua sendo o ponto fraco da educação brasileira e as idéias dos especialistas para que nossas crianças se apaixonem por ela

    Na extensa lista de mazelas da educação brasileira, uma em particular vem tirando o sono dos especialistas: o déficit no aprendizado da matemática. No principal exame internacional de avaliação de estudantes, o Pisa, sigla para Programme for International Student Assessment, o Brasil ficou na lanterna no ensino de matemática, entre 41 países participantes, no teste realizado em 2003, e em 54º lugar, entre 57 países, em 2006. A prova avalia estudantes com 15 anos. Estudos com alunos brasileiros em outras etapas da vida escolar confirmam essa tendência. O último teste aplicado pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostrou que 80% dos alunos de 4ª série, 87% dos de 8ª série e 87,3% dos de 3ª série do ensino médio não atingiram a pontuação mínima adequada. Ou seja, na média, um aluno da 8a série no Brasil não consegue analisar gráficos de colunas, acha difícil lidar com conversão de medidas e não tem a menor idéia de como efetuar cálculos de juros. Pelos padrões internacionais, já deveriam saber tudo isso.

    As más notas são um sintoma eloqüente, mas ainda não dão a dimensão exata da gravidade da doença. Ignorar os conteúdos básicos da matemática significa estar despreparado para a cidadania. Afinal, lidamos com números ao fazer uma receita de bolo, planejar o orçamento doméstico, decidir se é melhor comprar um eletrodoméstico a prazo ou à vista ou mesmo ao tentar compreender as preferências dos eleitores em uma eleição democrática. Mas o aprendizado da matemática tem um papel ainda maior, conforme explica a pesquisadora Inés María Gómez Chacón, professora titular da Universidade Complutense de Madri: é essencial para a formação das estruturas de pensamento das crianças e dos jovens. “Matematizar é um exercício de gerar nexos com a realidade”, diz ela. Outro especialista de renome, João Pedro Ponte, catedrático em ciências da educação da Universidade de Lisboa, complementa: “Contribui certamente para o desenvolvimento de um pensamento rigoroso e para a compreensão do que é e do que não é um argumento válido”. Ou seja: vêm aí gerações inteiras de crianças e jovens que terão maior dificuldade de inserção no mundo globalizado, onde a chave-mestra é a capacidade de aprender continuamente.

    A situação é mais grave nas camadas menos favorecidas e no sistema de ensino público, mas está longe de se concentrar nesses estratos sociais. Em 2007, pela terceira vez, o Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, ouviu pessoas de todas as faixas etárias buscando mapear o analfabetismo funcional – num paralelo com o mundo das letras, esse conceito identifica pessoas que sabem ler palavras, mas são incapazes de escrever uma carta. A constatação do trabalho é dramática: pouco menos da metade da população com idade entre 15 e 64 anos, com ensino médio e superior completos, pode ser considerada plenamente alfabetizada em matemática. “Comparando com resultados de anos anteriores, o dado preocupante é que não houve uma melhora significativa”, diz Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro. “É uma catástrofe.”

    Para compreender as origens do problema, é preciso separar as dificuldades específicas do ensino da matemática das deficiências estruturais do ensino brasileiro, como professores desvalorizados, mal formados e sem condições adequadas de trabalho. Há pelo menos duas ordens de questões: as metodológicas, ou seja, aquelas relacionadas a o quê e como ensinar, e outras diretamente ligadas a um preconceito socialmente difundido de que matemática é para “iluminados”. Nesse ponto, os Parâmetros Curriculares Nacionais, criados pelo Ministério da Educação há dez anos para oferecer um norte pedagógico aos professores das diferentes regiões do país, são modernos: prevêem a utilização de estratégias como o uso de jogos e uma aproximação amigável com o universo dos números. “Mas há uma grande distância entre a teoria e aquilo que efetivamente chega à sala de aula”, diz a pesquisadora Kátia Smole, uma das autoras do PCN na área da matemática. Nas escolas brasileiras, desde o ensino fundamental, os alunos deparam com um conhecimento desconectado da realidade. “Como a matemática é apresentada por meio de uma linguagem sofisticada e nada natural, há obstáculos de decodificação”, explica Antonio José Lopes, doutorando pela Universidade Autônoma  de Barcelona e autor de livros didáticos. Para Maria Tereza Carneiro Soares, da
    Faculdade de Educação da Universidade Federal do Paraná, consultora do Pisa, esse é um dos motivos para o insucesso dos alunos brasileiros no Pisa, que cobra um conhecimento matemático cotidiano e indispensável para o mundo do trabalho.

    O que se busca hoje é tirar da educação matemática o excesso de formalismo da linguagem – apresentada como se fosse uma sucessão de fórmulas, regras e enunciados –, de maneira a aproximá-la da vida real, passando a ter mais sentido para o aluno. Pode ser muito prazeroso descobrir quanto de matemática existe na confecção de uma pipa ou participar de jogos nos quais a compreensão das regras passa pelos princípios matemáticos fundamentais. É essa distância entre modos de ensinar a matemática que separa, por exemplo, o jovem Mateus Henrique Pedroso Cárdia, 11 anos, de sua mãe, a professora de educação infantil Sílvia Helena, que não consegue ajudá-lo nas questões envolvendo números. “No meu tempo de escola, era uma matéria difícil, teórica”, diz ela. No colégio de Mateus, os professores sempre traçaram paralelos entre a vida concreta e o conhecimento teórico. “O resultado é que eu sempre tive dificuldades, mas o Mateus adora; ele me apresenta uma dúvida e logo encontra, pelos próprios caminhos, a solução.”

    Uma ciência para poucos Essa visão sobre a matemática está por toda parte. A  pesquisadora Inés Gómez Chacón, autora do livro MATEMÁTICA EMOCIONAL (ARTMED), analisou o grande impacto das emoções no aprendizado dos números. Para ela, boa parte da dificuldade se explica pelo grau de ansiedade e pela auto-estima dos estudantes. Quanto mais autoconfiantes, melhor o desempenho com números; já a baixa auto-estima leva a um medo excessivo de cometer faltas, a uma diminuição no grau de atenção, na memorização e até mesmo na eficácia do raciocínio. Com base nisso, propõe novas condutas em sala de aula, mostrando ao aluno que suas idéias são importantes e que a matemática não é um mundo de certezas, mas também um conhecimento experimental. O estudo mostra ainda a importância do papel dos pais no fortalecimento da auto-estima da criança.

    Aprender os números não é uma capacidade inata, lembra a pesquisadora Kátia Smole. O aluno precisa aprender que existem muitos caminhos, e não apenas aquele que o professor ensina. “Por outro lado, há alunos talentosos e fascinados pelos desafios da matemática, mas muitas vezes os professores nem atentam para isso, pois estão centrados nos procedimentos e nas técnicas”, afirma ela. Não pode haver trajetória melhor do que a do pintor Antonio Peticov. O artista repetiu cinco vezes de ano, em grande parte por suas dificuldades com o aprendizado dos números. Hoje, tornou-se famoso em muitos países porque sua arte incorpora conceitos matemáticos, como a Regra de Ouro. Baseada em uma seqüência algébrica conhecida como Número de Fibonacci e muito utilizada no Renascimento, estabelece proporções geométricas de modo, por exemplo, a guiar a atenção do espectador para certa seção da obra. Por esse talento, Peticov foi convidado a integrar a Lewis Carroll Society, que reúne especialistas em matemática das mais diversas áreas. “Há matemática em tudo, na arte e na vida”, diz ele.

    Mais de 80% dos professores se sentem desvalorizados outubro 15, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , , ,
    add a comment

    Brasília – Mais de 80% dos professores se sentem desvalorizados pela sociedade. O cenário não muda dentro da escola, onde 75% acha que a administração do colégio ou mesmo da secretaria de educação de sua cidade não reconhecem a importância da categoria. A constatação é da pesquisa “A Qualidade da Educação sob o Olhar do Professor”, da Fundação SM e da Organização dos Estados Ibero-americanos. Mais de 8 mil professores em 19 Estados participaram do estudo. “O fato de não serem valorizados [professores] como profissionais, sem perspectiva de bons salários ou de uma carreira, leva a um processo de desvalorização. Os jovens não procuram o magistério o que cria um efeito dominó”, comenta o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão.
    Apesar da avaliação negativa sobre o reconhecimento da profissão, 67% dos professores disseram que não mudariam de profissão. “Esse percentual é muito bom. É mesmo uma profissão que envolve. Você está sempre em contato com o que tem de novo no mundo, que são as crianças e os jovens. Isso é importante, é gostoso”, conta Leão.

    Grau de satisfação
    Outro tema avaliado pela pesquisa foi o grau de satisfação dos professores referente aos diferentes aspectos da escola, desde a infra-estrutura até o relacionamento com as famílias dos estudantes. Para 81,3% dos entrevistados, a relação do professor com seus alunos é o que traz mais satisfação.

    Em todos os pontos avaliados, o nível de contentamento dos professores da rede particular é sempre maior do que os da pública. Sobre as instalações, equipamentos e materiais que a escola dispõe para otimizar as aulas, 84,1% dos professores da rede privada dizem estar satisfeitos, contra 47,3% da rede pública.

    A professora Margarete Lopes vive as duas realidades. Ela dá aula de artes visuais em uma escola pública de Taguatinga – cidade do Distrito do Federal, distante 20 quilômetros de Brasília – e em um colégio particular da cidade. Projetores, DVD, televisão e Internet são alguns dos recursos que ela dispõe para dinamizar o ensino na instituição privada.

    “Os recursos digitais influenciam muito no processo de aprendizado, porque hoje, em qualquer nível social, o estudante tem acesso a essas tecnologias. Se a escola também oferece esses meios, o resultado é mais positivo, atrai o aluno”, avalia a professora. Na escola de Taguatinga, os recursos são mais limitados. “A gente tem projetor, TV, laboratório de informática, mas é um aparelho e eu não sou a única querendo usar”, explica.

    Além da questão estrutural, Margarete acredita que para melhorar a qualidade do ensino nas escolas públicas é preciso que toda a sociedade se comprometa com a causa, além da vontade do governo. “A escola pública pode melhorar bastante a partir do momento em que as políticas educacionais sejam verdadeiramente compromissadas”, acredita.

    Prefeitura instalará câmeras em túneis, pontes e escolas setembro 14, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , , , , ,
    add a comment

    CATIA SEABRA
    da Folha de S.Paulo

    A Prefeitura de São Paulo quer colocar cerca de 8.500 câmeras na cidade para aumentar a vigilância no interior e nos arredores de escolas, túneis, pontes e equipamentos de saúde –como hospitais, AMAs e postos de saúde. O número será adicionado às 3.752 câmeras que existem hoje no município –algumas das atuais podem vir a ser substituídas.

    O serviço, cuja licitação vai ser aberta em 24 de setembro, deve ser executado por uma empresa contratada pela prefeitura através de pregão, de acordo com o coordenador de segurança urbana do município, Edson Ortega.

    As câmeras não serão compradas pela administração municipal, ao contrário do que ocorre atualmente -a empresa contratada será responsável pela aquisição e manutenção do equipamento; a prefeitura vai adquirir só os direitos de imagem. Segundo o coordenador, a expectativa é que o serviço reduza em 40% os custos em relação ao modelo tradicional, de compra de câmeras.

    A instalação das câmeras será progressiva, e o contrato deve levar cerca de dois anos para ser concluído. “Esse sistema evita o que ocorre em Londres, onde mais da metade das câmeras não funciona porque está obsoleta”, diz Ortega.

    A instalação de câmeras deve prevenir os furtos de cabos em túneis e pontes -só neste ano, 200 metros de fios foram furtados da área da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira.

    O serviço prevê ainda o uso de câmeras móveis, instaladas em carros ou motos. Segundo a prefeitura, o sistema de visualização das imagens permitirá ao operador das câmeras acompanhar até cem filmagens.

    Criada sem pai setembro 2, 2008

    Posted by portaldoestudante in Uncategorized.
    Tags: , ,
    add a comment

    Texto escrito por Nathanne

    Faça como a Nathanne, participe do Dê a sua opinião! Clique aqui para saber mais.

    A Amazônia, hoje, é uma das formações naturais que melhor exemplifica a destruição natural por conta do aquecimento global. A sua grandiosidade e a variedade de recursos hídricos e a ampla fauna e flora com plantas endêmicas, dão também, uma noção da grande perda que será sofrida, caso providencias necessárias não sejam tomadas.

                No entanto, o governo brasileiro com a finalidade de resolver o problema amazônico, criou um projeto de lei que contraria todas as medidas de preservação ambiental. É claramente absurda a proposta feita pelo governo federal, é algo até sarcástico e difícil de acreditar. Os ecologistas a chamam de “Projeto Floresta Zero”, pois, se for realmente implantado, em algumas décadas existirá somente a lembrança de uma floresta.

                As propostas da lei permitem que 50 por cento da flora sejam utilizadas, em vez dos 20 por cento atuais; as pessoas que um dia, porventura, desmataram a floresta nos último 40 anos, terão as suas dívidas sanadas; e, como uma forma de gratidão, essas mesmas pessoas ficam desobrigadas a recuperar a vegetação dentro do ecossistema que abateram, ou seja, uma pessoa pode ter desmatado na Amazônia, mas, poderá fazer um novo plantio no sul do país, por exemplo.

                Em pouco tempo, se a lei for aprovada, existirá somente a “Savana Amazônica”. Triste? Muito. E é nesse contexto que inicia uma discussão de anos e que se arrastará por muito mais tempo. A Amazônia é brasileira, mas vive sendo assediada pelos estrangeiros. Mas será que esse assédio é realmente ruim como o governo, a mídia e ate mesmo a sociedade brasileira afirma?. Acredito que não. É importante abrir os olhos para novos horizontes. Talvez a presença dos estrangeiros aqui não seja um problema, mas sim uma solução. A Amazônia seria cuidada e preservada. Haveria interesses alem dos brasileiros que é destruir para a agricultura, ou para vender madeira. E será que Amazônia só vale isso? Destruição e mais destruição?.

                A riqueza escondida naquelas árvores é imensurável, o valor daquilo tudo é incalculável, realmente não tem preço toda aquela maravilha. E por isso é preciso pensar no que o governo brasileiro esta fazendo com este tesouro, porque se, aprovando uma lei dessas que parece mais uma sentença de morte para a Amazônia o que mais pode se esperar de um país como esse que entrega com as próprias mãos uma parte tão importante do seu território nas mãos de qualquer um.

                É ridícula essa situação, é ridícula essa lei, e também é ridículo o comportamento da sociedade que deixa o poder publico fazer o que quiser com um bem que não é dele, é nosso. Em 2050 mais da metade da floresta estará destruída. E ai? O que fazer?.A resposta é clara e direta. Nada. O que se pode fazer é agora, lutar pelos direitos e estabelecer limites para que um dia a sociedade não caia em arrependimento.

    Qual animal faz mais sexo? agosto 20, 2008

    Posted by portaldoestudante in Sem categoria.
    Tags: , , , ,
    1 comment so far

    Com a quantidade de espécies no reino animal, é impossível responder com certeza a essa pergunta. Até porque a freqüência não é decisiva – e sequer deve ser relacionada à idéia que nós, humanos, temos do sexo, alerta a professora Marta Fabián, do departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

    “Existem várias estratégias reprodutivas, e muitas incluem a cópula repetida, mas isso não tem qualquer relação com o comportamento humano”. Ou seja, não vamos falar de sexo, mas de reprodução. E, nessas estratégias, algumas espécies chamam a atenção, como o Rei dos Animais.

    Normalmente, o leão macho briga com outro e se torna o chefe de um grupo, ou família, de fêmeas, explica a professora.

    Assim como o urso, o leão então pode acasalar com várias fêmeas em um só dia. Marta lembra que outros animais têm táticas curiosas: entre as hienas, por exemplo, apenas uma das fêmeas do grupo é autorizada a se reproduzir.

    Tudo isso é para garantir que os melhores genes passem para a geração seguinte: sim, é a seleção natural de Darwin que está por trás das estratégias sexuais dos bichos.

    “Os animais que desenvolvem a estratégia que melhor beneficia a espécie prevalecem”. Entre as abelhas domésticas, o processo resultou numa tática curiosa: as rainhas jovens tem um “vôo nupcial”. Saem da colméia e procuram clareiras, áreas com milhares de machos. Ao copular, o macho perde a genitália e parte do aparelho digestivo – morre de fome, conta a professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Betina Blochtein.

    Enquanto isso, a rainha volta para a colméia, onde as operárias retiram o “material”. Ela está pronta para voar – e ser fecundada – de novo. Segundo Betina, estudos mostram que a abelha pode copular até 20 vezes de uma vez. “Mas, também, é uma vez na vida. Depois disso, nunca mais: o material genético que ela recolhe nesse período dura entre 5 e 7 anos”, conta a professora.

    Segundo ela, muitos insetos usam essa tática: têm uma bolsa, chamada de espermateca, que torna desnecessário copular muitas vezes na vida. Muitas vezes ou de uma só vez, o ato sexual no reino animal só serve para uma coisa – eternizar o material genético nas próximas gerações.

    Olimpiadas: China usou cantora falsa em festa de abertura agosto 15, 2008

    Posted by portaldoestudante in Uncategorized.
    Tags: , , , , , ,
    add a comment

    A menina chinesa que supostamente cantou “Ode à Pátria” durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim fez playback porque a verdadeira cantora não era bonita o suficiente para representar a China, admitiu o diretor musical do espetáculo.

    “Queríamos passar uma imagem perfeita e pensamos no que seria melhor para a nação”, declarou Chen Qigang em entrevista à televisão chinesa, que também chegou a ser divulgada no portal Sina.com, antes de ser deletado do site.

    Nesta terça-feira, a imprensa chinesa publica várias fotos de Lin Miaoke, de nove anos, que é tratada como uma “estrela em ascensão”. Porém, não diz nada sobre Yang Peiyi, uma menina gordinha de sete anos com os dentes fora do lugar, mas com grande voz.

    A menina se apresentou na última sexta-feira durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos diante de 91.000 pessoas no estádio Ninho do Pássaro e de bilhões de telespectadores de todo o mundo.

    Retirado do blog www.planetatv.wordpress.com

    USP negocia sua participação no Enade agosto 9, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias, Provas de vestibular.
    Tags: , , , , ,
    add a comment

    A USP abriu, pela primeira vez, uma negociação formal com o Ministério da Educação para passar a participar do Enade, exame que avalia os alunos do ensino superior desde 2004 (substituto do provão).

    A reitora da Universidade de São Paulo, Suely Vilela, enviou ofício no dia 16 de junho à Conaes (comissão do MEC responsável pela avaliação da área) com seis pontos que a instituição entende que devam ser alterados na avaliação.

    Entre as sugestões estão a adoção de um exame universal (hoje fazem a prova apenas uma amostra dos alunos) e alguma forma de valorização às instituições que adotem cursos considerados inovadores.

    Em todo o país, apenas USP e Unicamp não participam da avaliação, cujos resultados da edição 2007 foram divulgados anteontem pelo MEC (25% dos 3.239 cursos ficaram nos patamares mais baixos de qualidade, 27 deles de medicina).

    USP e Unicamp, que discordam da metodologia, entendem que, por serem instituições estaduais, não ficam obrigadas a seguir a legislação federal que instituiu a avaliação.

    “É o início de uma interlocução direta para a adesão da USP”, afirmou ontem à Folha a pró-reitora de graduação, Selma Garrido Pimenta.

    Tanto a pró-reitora quanto o presidente da Conaes, Sérgio Franco, disseram que a universidade ainda não havia feito uma sistematização do pedido para alteração do exame.

    A idéia é que as duas partes discutam os pontos e, com base no resultado dessas negociações, a USP decida se entrará no exame em 2009 –a universidade já decidiu que permanecerá fora neste ano.

    “Sentimos que há uma tendência de a USP e a Unicamp passarem a participar do Enade”, afirmou Franco.

    “Vamos aperfeiçoando a avaliação. E os pontos levantados pela USP contribuem para isso.”

    Mudanças

    Uma das principais críticas das universidades estaduais de São Paulo ao exame é o sistema de amostragem da prova. Segundo Pimenta, a USP pede a alteração desse ponto porque a amostra pode não representar a totalidade do curso.

    Outra alteração sugerida pela instituição é a adoção de algum benefício às instituições que tenham cursos considerados inovadores, como os interdisciplinares. “A nossa intenção é que a diversidade existente em grandes universidades como a USP sejam valorizadas”, disse.

    A instituição também pede que não haja premiação aos alunos com os melhores resultados no Enade (o governo concede bolsas de pós-graduação a esses formandos), revisão da prova aplicada aos ingressantes e adoção de um mecanismo que acabe ou atenue os efeitos do boicote dos alunos.

    Uma das alterações propostas foi acatada já nos resultados divulgados nesta semana: a utilização de dados do cadastro do corpo docente (que avalia, por exemplo, a titulação dos professores) na avaliação.

    Artigo retirado do site www.folha.com.br por FÁBIO TAKAHASHI

     

    Só 25 cursos avaliados no Enade 2007 são considerados ‘top’ agosto 7, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias, Provas de vestibular.
    Tags: , , , , ,
    4 comments
    Essas graduações conseguiram nota 5 nos três conceitos: Enade, IDD e CPC.
    Oito delas são de instituições estaduais e 17 de universidades federais.

    Apenas 25 cursos entre os 3.239 cursos superiores avaliados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade buscar) na edição 2007 alcançaram nota 5 nos três principais conceitos do exame: nota do Enade, IDD (índice de desempenho que mostra o quanto de conhecimento a instituição agregou ao aluno) e conceito preliminar do curso (CPC) – nova modalidade de avaliação que é composto por 40% da nota do Enade, 30% da nota do IDD e 30% da avaliação dos professores e da infra-estrutura da instituição.

     

    Veja aqui a lista completa dos cursos avaliados pelo MEC

     

    Esse percentual representa 0,77% de todos os cursos avaliados. Se excluirmos os 1.110 cursos que ficaram sem conceito no Enade e no CPC porque não tinham estudantes concluintes para fazer a prova em 2007, esse percentual sobe para 1,17% de cursos com nota máxima nos três conceitos. Veja aqui os cursos top.

     

    Isso significa que apenas 25 dos cursos superiores efetivamente analisados podem ser considerados de excelência, sendo que oito deles são de instituições estaduais e 17 de universidades federais. Dos cursos considerados top, um é de agronomia, um é de educação física, quatro são de enfermagem, quatro são de farmácia, um é de fisioterapia, três são de medicina, dois são de medicina veterinária, três são de nutrição, três são de odontologia, um é de serviço social um é de terapia ocupacional e um é de zootecnia. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Ministério da Educação (MEC).

     

    Se levarmos em consideração os cursos que conseguiram nota 5 no Enade e no CPC, o número sobe para 40 graduações, sendo 14 delas estaduais e 26 federais – o que representa 1,23% do total dos cursos avaliados no exame, um número ainda muito baixo.

     

     

     Cursos top

     

    Os 25 melhores cursos no Enade 2007
    Curso  Instituição  Rede Média dos concluintes Enade / IDD / CPC
    Medicina Universidade Federal de Mato Grosso Federal 77,1 5
    Medicina Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre Federal 75,5 5
    Medicina Universidade Federal do Rio Grande do Sul Federal 74,9 5
    Nutrição Universidade Federal de Viçosa Federal 74,0 5
    Odontologia Universidade Federal do Rio Grande do Norte Federal 71,2 5
    Zootecnia Universidade Federal de Viçosa Federal 70,3 5
    Odontologia Universidade Estadual Paulista Estadual 70,3 5
    Nutrição Universidade Federal de Goiás Federal 69,4 5
    Agronomia Universidade Estadual de Ponta Grossa Estadual 68,9 5
    Fisioterapia Universidade Federal do Rio de Janeiro Federal 68,9 5
    Ed. Física Universidade Federal de Viçosa Federal 68,8 5
    Odontologia Universidade Estadual de Ponta Grossa Estadual 67,6 5
    Nutrição Universidade Federal de Alfenas Federal 66,7 5
    Serviço social Universidade Federal de Mato Grosso Federal 64,4 5
    Medicina veterinária Universidade Federal do Rio Grande do Sul Federal 63,1 5
    Medicina veterinária Universidade Federal de Lavras Federal 62,7 5
    Farmácia Universidade Estadual de Ponta Grossa Estadual 60,7 5
    Farmácia Universidade Estadual de Londrina Estadual 59,0 5
    Farmácia Universidade Federal de Alfenas Federal 58,5 5
    Farmácia Universidade Estadual do Oeste do Paraná Estadual 58,3 5
    Enfermagem Universidade Federal de Alfenas Federal 56,2 5
    Enfermagem Universidade Estadual de Londrina Estadual 55,8 5
    Enfermagem Universidade Federal do Triângulo Mineiro Federal 55,6 5
    Terapia ocupacional Universidade Federal do Paraná Federal 55,2 5
    Enfermagem Faculdade de Medicina de S.J. do Rio Preto Estadual 50,7 5

     

     

     O Enade 2007

    O Enade 2007 avaliou 16 áreas de conhecimento, incluindo os cursos de agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, tecnologia em radiologia, tecnologia em agroindústria, terapia ocupacional e zootecnia. A prova foi realizada em novembro do ano passado. Ao todo, 258.342 universitários foram convocados para fazer o exame.

     

    Foram avaliados 3.239 cursos de 753 instituições do país. De acordo com Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, foram convocados 145.380 ingressantes e 112.962 concluintes, além de 1.365 voluntários, 31.104 candidatos irregulares de 2004, 2005 e 2006 e 10.454 inscritos fora do prazo.

     

    A prova é a mesma para ingressantes e concluintes da mesma área e conta com 40 questões de múltipla escolha e dissertativas, 30 específicas do curso e dez de formação geral. Com base no desempenho dos estudantes, os cursos receberão conceitos de 1 a 5.

     

     Exame obrigatório

    O Enade é uma avaliação obrigatória para os alunos selecionados por amostragem pelo Inep. Caso o aluno escolhido pelo Inep não faça a prova, ele perderá o direito de receber o diploma de conclusão de curso.

    A avaliação faz parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e visa avaliar a qualidade do cursos de graduação mediante o desempenho dos estudantes. Também compõem o Sinaes, a Avaliação de Curso e a Avaliação Institucional.

     

    O exame busca medir a contribuição do curso na formação do estudante. Dessa forma, aplica a mesma prova para alunos ingressantes e para alunos concluintes de cada um dos cursos avaliados – medindo, assim, a situação em que o estudante chegou ao curso e a situação em que está saindo, o que permite avaliar o que foi agregado em termos de conhecimento, tanto geral quanto específico.

    Retirado do site www.g1.com.br

     

    Dez dicas para passar sem cursinho julho 29, 2008

    Posted by portaldoestudante in Provas de vestibular.
    Tags: , , ,
    2 comments

    Confira as dicas de quem passou no vestibular sem cursinho:

    - Comece a estudar com antecedência
    – Se possível, faça um vestibular antes daquele em que você realmente quer passar, para saber como são as provas sem a obrigação de ser aprovado
    – Procure também as provas de anos anteriores (muitas estão disponíveis na internet)

    Confira aqui algumas provas de vestibular
    – Dê maior atenção às matérias específicas, às com mais peso para seu curso e às que você tem mais dificuldade
    – Se você tem dificuldades de se organizar diariamente, monte um calendário de estudos
    – Aproveite ao máximo seu tempo dedicado aos livros
    – Na escola, esclareça dúvidas com os professores
    – Estude também por meio de músicas, filmes e livros, tornando a preparação para o vestibular mais divertida
    – Diminua as festas quando estiver mais perto das provas, especialmente as que te deixariam cansado no dia seguinte
    – Reserve momentos para descansar e para fazer outras atividades que não envolvam o estudo, porque todo mundo merece uma folga

    MEC recua e assina acordo com indústria, que promete mais cursos grátis julho 23, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: ,
    3 comments

    O MEC (Ministério da Educação) recuou da intenção de criar um fundo com o dinheiro do “Sistema S” – que reúne entidades como Sesi, Senai e Sesc – e assinou acordo, nesta terça-feira (22) com a CNI (Confederação Nacional da Indústria). Os R$ 8 bilhões resultantes de taxa cobrada sobre folha de pagamento das empresas continuarão administrados pelas entidades, que se comprometeram a aumentar as vagas em cursos técnicos e profissionalizantes gratuitos.

    O documento não estabelece número concreto de vagas que terão de ser abertas. No caso do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), “será possível incrementar a gratuidade em cerca de 50%”, segundo previsão do presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.

    Pelo acordo, Senai e Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) se comprometem a destinar dois terços da receita líquida a cursos técnicos de nível médio e outros programas de formação gratuitos.

    Inicialmente, o MEC havia cogitado usar 100% dessa receita para a educação.

    Questionado sobre o que teria sido um recuo do governo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, discordou: “Por que só dois terços dos recursos e não oferecer 100% de gratuidade? Porque vimos vantagens em destinar parte dos recursos para um financiamento parcial de cursos e assim atender um público maior”.

    Outra exigência inicial do MEC – oferta de cursos gratuitos com, no mínimo, 200 horas de duração – também foi “flexibilizada” no acordo, “porque os técnicos [do Sistema S] nos trouxeram casos específicos de formação profissional em que 160 horas são suficientes”, segundo o ministro.

    Sobre o abandono da idéia do Funtep (Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional), Haddad disse: “Criou-se uma idéia de que seria um fundo público, que mudaria a natureza do caráter do sistema. Mas a idéia era criar uma reserva de recursos dentro do sistema, que é o que estamos fazendo com este acordo”, afirmou.

    O presidente da CNI que, em debates, havia classificado o fundo como uma “tentativa de estatização” do sistema, adotou um discurso mais moderado nesta terça, dizendo que a liderança do setor empresarial na gestão dos recursos continua.

    “O fundo estava sendo formado com a presença de um conselho consultivo de caráter absolutamente deliberativo, o que feria, de certa forma, a autonomia das entidades. Isso nós insistimos em conservar, não porque constitua um privilégio, mas porque o setor empresarial tem conhecimento da natureza do setor produtivo e pode buscar as melhores soluções para as demandas que são apresentadas”, defendeu.

    “O acordo veio quando se fechou essa equação. O desejo de autonomia na gestão estava preservado e o desejo de gratuidade do governo, também”, completou o ministro da Educação.

    Com o acordo, o governo desistiu de enviar ao Congresso proposta anunciada em março que direcionava 40% da arrecadação das entidades a um fundo destinado à manutenção de vagas de educação profissional gratuitas.

    Brasil precisa de 40 vezes mais professores de sociologia para atender nova lei julho 21, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , , ,
    add a comment
    O Brasil precisa de 15 vezes mais professores de filosofia e 40 vezes mais de sociologia para que todas as escolas de ensino médio passem a ter aulas das duas disciplinas.

    A obrigatoriedade foi instituída por lei no mês passado, depois de um debate que durou décadas. Estudo feito pelo MEC (Ministério da Educação) mostra a dificuldade que as escolas terão para se adaptar à nova legislação. Além da falta de docentes dessas áreas, há ainda material didático insuficiente e poucos estudos sobre um currículo atual de sociologia e de filosofia.

    Hoje, o país tem 20.339 professores de sociologia atuando nas escolas; no entanto, só 12,3% deles (2.499) são licenciados na área. O restante se graduou em áreas como história, geografia e português. Em filosofia, o número atual é de 31.118, sendo 23% (7.162) com a licenciatura específica. Isso porque há estimativas de que 17 Estados já tenham aulas dessas disciplinas em pelo menos um ano do ensino médio. Segundo o estudo do MEC, a demanda em cada uma das disciplinas é de 107 680 professores.

    O levantamento mostra também que a quantidade de graduados nas duas áreas nos últimos cinco anos, independentemente da opção por dar aulas ou não, está longe de cobrir o déficit. Foram cerca de 14 mil em filosofia e 16 mil em sociologia. “Não haveria professor suficiente nem para ter apenas um por escola”, diz Dilvo Ristoff, autor do estudo e diretor de Educação Básica Presencial da Capes/MEC, órgão que agora cuida também da formação de professores no País. São 24 mil escolas de ensino médio no Brasil.

    A lei de junho retificou essa decisão e exigiu que sociologia e filosofia integrassem o currículo dos três anos do ensino médio, o que complicou mais ainda a situação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Piso de professores terá custo adicional de R$ 1,8 bi julho 18, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , ,
    1 comment so far
  • R$ 950 é suficiente para um professor?
  • São Paulo – A lei que institui o piso salarial do magistério, sancionada na quarta-feira (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá um custo alto para os cofres municipais e de alguns Estados mais pobres do país, onde muitos professores sobrevivem com salário mínimo.

    Cálculos apresentados nesta sexta (18) pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) prevêem um gasto adicional de, no mínimo, R$ 1,8 bilhão para as prefeituras. Nos Estados o impacto ainda é desconhecido, mas também deve ser elevado, pois professores estaduais também têm salários baixos.

    Além de estabelecer o piso, a nova lei obriga os governos estaduais e municipais a reservarem pelo menos 33% da jornada de seus professores para atividades extraclasse. Ou seja, professores com jornada de 30 horas só podem dar 20 horas semanais de aula. As 10 horas restantes devem ser dedicadas ao planejamento das aulas ou quaisquer outras atividades.

    “Isso vai obrigar as prefeituras a contratarem 16% a mais de professores”, diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Atualmente, pelo Plano Nacional de Educação, os professores têm direito a reservar 20% a 25% de sua jornada para atividades fora de sala de aula.

    Pela nova lei, nenhum professor de 40 horas e escolaridade de nível médio (inclusive aposentado) poderá receber menos de R$ 1.000 a partir de 2009. Isso porque o piso de R$ 950 de 2008 deve ser corrigido pela inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) até o final deste ano, prevista em 6%.

    Como o piso é proporcional à jornada, professores de 20 horas não podem ganhar menos do que R$ 500 pela nova lei.

    Quando o piso foi aprovado pelo Senado, o ministro da Educação garantiu o complemento da União aos Estados e municípios que não puderem pagar o piso aos profissionais. Segundo Haddad, esses recursos serão repassados via Fundeb (Fundo da Educação Básica).

    Malhação Cerebral julho 16, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias, Provas de vestibular.
    Tags: , , , ,
    1 comment so far

    Como anda sua malhação? As pernas estão durinhas, a barriguinha bem definida e o braço bem torneado? Ótimo. E o cérebro? Também está malhadíssimo? A pergunta pode parecer inusitada, mas tem fundamento. Cada vez mais a ciência confirma a importância de se exercitar tal órgão para que as potencialidades de cada um, da memória à coordenação, sejam desenvolvidas ao máximo. 

    Não se trata, é claro, de um trabalho muscular, até porque o cérebro não é um músculo. Na verdade, os pesquisadores defendem que é preciso manter constantemente a atividade dos neurônios (as células nervosas do órgão). 

    Assim, o cérebro fica afiado e não atrofia, como um músculo que não é usado. A malhação, nesse caso, é feita com estímulos frequentes, como aprender um novo movimento de dança, ler sobre um assunto com o qual não se está habituado ou simplesmente mudar o caminho do escritório até a casa. Atitudes como essas, de acordo com os cientistas, são capazes de aumentar o poder de raciocínio, a concentração e até habilidades como desenhar e escrever.

    A mais nova prova de que exercitar a mente é fundamental para a juventude do órgão foi publicada no jornal da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Pesquisadores daquele país mostraram que pessoas com o hábito contínuo de ler, jogar xadrez, fazer palavras cruzadas ou dançar estão duas vezes mais protegidas do mal de Alzheimer – doença neurodegenerativa que pode surgir com o envelhecimento – do que as que passam a vida acomodadas. 

    Os cientistas entrevistaram os familiares de 193 pacientes com o problema para identificar os hábitos culturais dos participantes e também conversaram com 358 pessoas sãs. Todos tinham cerca de 70 anos. Eles concluíram que quem sofre do mal geralmente costumava passar horas diante da TV ou ao telefone, enquanto os voluntários saudáveis sempre exercitaram o cérebro. Os cientistas acreditam que os estímulos tiveram papel importante na proteção do cérebro contra a doença ao manter os neurônios ativos e saudáveis.

    Aeróbica – A tendência de exercitar o órgão é tão forte que até uma linha de pesquisa batizada de neuróbica foi criada. Seria uma espécie de aeróbica dos neurônios. A técnica propõe uma série de atividades para ativar as células nervosas. O mais recente reforço na área é o livro Mantenha o seu cérebro vivo (ed. Sextante). Os autores são Manning Rubin, supervisor de uma agência de marketing de Nova York, e Lawrence Katz, professor de neurobiologia da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.

    O livro ensina 83 exercícios que estimulam nossos sentidos – audição, tato, visão, paladar e olfato. O leitor pode treinar sua mente com atos como escolher frutas na feira apenas pelo cheiro, tomar banho de olhos fechados ou tentar escovar os dentes com a mão que nunca é utilizada para realizar essa  tarefa. A princípio, as atividades são até prosaicas. Mas é justamente nesse fato que se encontra o segredo, de acordo com o autor. Para ele, é importante tentar modificar o que se faz habitualmente. “Em situações de rotina, as atitudes são quase subconscientes e costumam ser praticadas com um mínimo de energia cerebral, proporcionando pouco exercício à mente”, justifica Katz. Por isso é preciso ousar

    “Senna me negou um autógrafo e passei a torcer por Piquet” julho 16, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , ,
    add a comment

    Em entrevista a ÉPOCA, Felipe Massa conta que, aos 8 anos, desiludiu-se com a atitude de seu ídolo, mas guardou uma lição. “Aprendi a jamais recusar uma palavra a uma criança porque, para ela, você sempre será um exemplo

    ÉPOCA – O que está acontecendo de diferente, este ano, em relação ao ano passado, que resultou em você na liderança do campeonato?

    Felipe Massa – Neste ano toda a equipe deu um passo adiante, tanto é verdade que estamos na liderança dos dois campeonatos (o de pilotos e o de construtores). Pessoalmente, não mudou nada na minha preparação para as corridas, nem no trabalho com a equipe. Se hoje estamos na liderança do campeonato é porque temos um bom carro e estamos trabalhando bem.

    ÉPOCA – Esta temporada trouxe uma grande novidade – o fim do controle de tração. Isso tem sido, até agora, uma vantagem ou um problema para você em relação a seus rivais?

    Massa – Nenhum dos dois. Nós, pilotos, rapidamente nos habituamos às novidades. Durante os testes de inverno se dizia que haveria várias saídas de pista pela falta das ajudas eletrônicas, mas se viu que as coisas não mudaram com relação ao passado.

    ÉPOCA – Silverstone é uma das únicas pistas onde você nunca subiu ao pódio na F-1. Por que não se dá bem lá? Preferiria um outro circuito para “estrear” na liderança do campeonato?

    Massa – No ano passado, tivemos uma ótima chance de chegar mais à frente, mas tive um problema técnico no grid de largada, o que me fez largar no fundo. Apesar desta desvantagem, conseguimos chegar em quinto. Por isso, não é certo dizer que este circuito é indigesto para mim. Quanto à minha estréia como líder do campeonato, não há diferença alguma onde ela aconteça. O que conta é ser primeiro no fim da temporada!

    ÉPOCA – Toda sua carreira foi marcada pelo arrojo na busca das ultrapassagens. Manterá esta postura, agora líder, correndo o risco de perder pontos na luta pelo título?

    Massa – Procuro sempre ser veloz, mas sei bem que, certas vezes, é melhor se satisfazer e somar pontos. Foi isto que estava fazendo na última corrida, em Magny-Cours. Kimi era mais rápido do que eu e não conseguiria batê-lo, por isso estava satisfeito com o segundo lugar. Depois ele teve um problema e eu pude aproveitar.

    ÉPOCA – Você é fanático por corridas desde criança. É preciso ser obcecado para ser campeão?

    Massa - Sempre quis ser piloto e sou feliz de ter realizado este desejo. Acho que a vontade é importante para conquistar cada objetivo, principalmente quando as coisas são mais difíceis. Na minha carreira tive momentos em que era mais fácil largar tudo porque não tinha o dinheiro para correr todas as provas. Não larguei e, por isso, fui ajudado pela minha vontade de me tornar um piloto de Fórmula 1.

    ÉPOCA – É verdade que na infância Ayrton Senna lhe negou um autógrafo, e por isso você passou a torcer pelo Nelson Piquet? Como foi este episódio?

    Massa – É verdade. Eu era um menino de sete ou oito anos e vi Ayrton no bar de um iate club. Me aproximei para pedir um autógrafo e ele recusou. Fiquei muito mal. Depois, passei a torcer pelo Nelson, mas, sobretudo, aprendi uma verdadeira lição de vida: jamais recusar uma palavra a uma criança porque para ela você sempre será um exemplo.

    ÉPOCA – Você fala constantemente com Michael Schumacher? Qual foi a última vez e sobre o que conversaram e costumam conversar?

    Massa – Conversamos com freqüência. Nos tornamos amigos e com certeza não falamos só de Fórmula 1. Conversamos pela última vez há algumas semanas.

    ÉPOCA – Seu preparo físico lhe permite terminar corridas exaustivas sem demonstrar cansaço. O Schumacher, que sempre foi exemplo de excelência física, deu dicas, ajudou também nisso?

    Massa – Uma corrida de Fórmula 1 exige um esforço físico muito intenso. Faço uma preparação específica para dar sempre o máximo durante a prova, mesmo com as diversas condições de clima que se pode encontrar. Michael foi um dos primeiros pilotos a trabalhar esse aspecto e seguramente foi útil para mim ver de perto como ele era meticuloso na preparação física e mental.

    ÉPOCA – Você já discutiu em público com Fernando Alonso. É preciso se impor fora da pista para ter sucesso dentro dela na F-1?

    Massa – A discussão com Fernando em Nürburgring aconteceu no calor logo depois do fim da corrida. Esclarecemos e depois tudo voltou a ser como antes. Não sou uma pessoa que quer se impor a todo o custo.

    ÉPOCA – Você é melhor piloto que Kimi Raikkonen?

    Massa - Não é uma pergunta que se deva fazer a mim…

    ÉPOCA – No início do ano houve rumores de que você seria substituído na Ferrari. Como lidar com esse tipo de pressão?

    Massa – Eram só os rumores que nascem quando os resultados não aparecem, mas para mim não fez diferença. Me acostumei, isso não mexe comigo. O que conta é a opinião da equipe, e eu sabia bem o que pensavam as pessoas da Ferrari.

    ÉPOCA - Você é religioso?

    Massa - Sou católico, fui batizado, mas não sou de freqüentar igreja. Mesmo assim, me considero um cara religioso, que reza todas as noites antes de dormir e na véspera das corridas. Não peço nada, a não ser proteção, e sempre agradeço por tudo o que a vida me proporcionou.

    ÉPOCA – Já é famosa sua superstição de correr sempre com a mesma cueca. Você tem outros rituais que sempre segue antes das provas?

    Massa – Tenho outras superstições que me acompanham há muito tempo. Uma delas é entrar no carro sempre pelo lado esquerdo. Também uso freqüentemente uma calça jeans e um par de tênis que, acredito, me dão sorte. Outra coisa é procurar repetir a rotina de um dia em que tudo deu certo, desde a hora em que saí da cama, por que lado comecei a escovar os dentes, que pé vesti a meia em primeiro lugar….

    ÉPOCA – Sua melhor fase como piloto veio depois do casamento. Ser casado ajuda na carreira profissional?

    Massa – Não, não mudou nada. Raffaela e eu vivemos juntos há tanto tempo que na minha rotina e na minha cabeça não faz diferença ser casado. Tê-la por perto me dá uma grande força e muita tranqüilidade, mas já era assim antes de casar.

    ÉPOCA – Pensa em ser pai em breve?

    Massa - Bem que eu gostaria. Se dependesse de mim, não esperaria muito para ter o primeiro filho. A Raffa é que está segurando um pouco porque acha que ainda não é o momento.

    ÉPOCA – Dizem que pilotos correm menos riscos depois que se tornam pais. Como encara essa questão?

    Massa – Não acho que se acelere menos depois de se tornar pai. Basta ver o Schumacher: teve a primeira filha quando era bicampeão, depois parou de correr tendo mais um filho e com cinco campeonatos a mais!

    ÉPOCA – Você escapou ileso de dois acidentes sérios na F-1 em 2004 (em testes em Barcelona e no GP do Canadá) e, por questão de minutos, livrou-se da batida e do incêndio que matou 11 pessoas no túnel Gotthard em 2001. Essas coisas mexem com sua cabeça?

    Massa – Não me imagino como um sobrevivente. Não me envolver no acidente do túnel foi pura e simples coincidência. Sei bem que os incidentes podem sempre ocorrer, não só guiando um Fórmula 1, mas também na vida de todos os dias. Se começar a pensar que é preciso prestar atenção a isso ou aquilo, ou acreditar em coincidências e coisas do tipo, não se vive mais.

    ÉPOCA – Você é fã da série 24 Horas e do personagem Jack Bauer. Que qualidades você identifica nele que você aprecia?

    Massa – Não tenho um personagem preferido, mas a série me atrai muito. Quando posso, não perco um episódio. Tem um grande ritmo, com ótimos atores.

    Por que homens procuram travestis? julho 16, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , ,
    25 comments

    Muitos parecem precisar de uma forma atenuada de sexo com outro homem. A ambiguidade dessa relação sugere muitas outras fantasias

    Mendes tem 37 anos, cabeça raspada e brinco na orelha direita. Pelos modos e pela aparência, o rapaz branco de família evangélica não se distingue de outros milhões de jovens paulistanos, exceto por uma particularidade importante: ele namora um travesti, Flávia. Os dois se conheceram há cinco anos no centro de São Paulo e, de lá para cá, constituem um casal. Na semana passada, sentado ao lado de Flávia na sala de um apartamento na Rua General Osório, Mendes explicava, em voz pausada, as bases da relação. “Nosso relacionamento é hétero”, afirma. Isso quer dizer que, no sexo, ele é a parte viril do casal, enquanto Flávia cumpre o papel de mulher. “Mas entre nós não existe só sexo. A gente tem amor e cuida um do outro.” Com cabelos negros e corpo esguio, Flávia ganha a vida se prostituindo nas ruas. Ele trabalha nas ruas como vendedor.

    As palavras de Mendes revelam, sem explicar, um dos grandes mistérios da sexualidade moderna: a sedução exercida pelos travestis. Desde meados dos anos 70, quando despontaram nas esquinas das metrópoles brasileiras com saias minúsculas e seios exuberantes, essas criaturas híbridas conquistaram um espaço enorme no imaginário sexual do país. Todos os dias, milhares de homens se esgueiram por avenidas sombrias para comprar o prazer oferecido por seus corpos alterados. O risco envolvido nesse tipo de operação ficou claro há duas semanas, quando Ronaldo Nazário, o jogador de futebol mais famoso do mundo, transformou-se no protagonista de um escândalo que tinha como coadjuvantes três travestis do Rio de Janeiro. Ele foi com o grupo ao hotel Papillon e, durante a madrugada, desentendeu-se com um deles, Andréia Albertini. Acabaram todos na delegacia, de onde a história ganhou o mundo. A avalanche moral que desabou sobre Ronaldo a partir daí foi incapaz de responder à questão mais simples colocada pelo episódio: por que homens adultos e mesmo famosos arriscam segurança e reputação e vão atrás de travestis?

    O antropólogo americano Don Kulick passou um ano vivendo com travestis em Salvador, sabe muito de seu cotidiano e mesmo de suas preferências íntimas. Mas não se arrisca a explicar quem são seus clientes. “Essa é uma grande incógnita. Embora acompanhasse os travestis todas as noites, não consegui distinguir um cliente típico”, diz. O livro de Kulick, professor da Universidade Nova York, sairá em português no fim deste mês, pela editora Fiocruz, com o título Travestis: Prostituição, Sexo, Gênero e Cultura no Brasil. Kulick conseguiu uma descrição razoavelmente rigorosa do que os fregueses exigem dos travestis. Durante um mês, pediu a cinco deles que registrassem o tipo de serviço prestado nas ruas. O resultado de 138 programas: em 52% dos casos os clientes queriam sodomizar, em 19% exigiam sexo oral, 18% queriam fazer aquilo que se costuma chamar de “troca-troca”, 9% pagaram para ser sodomizados e 2% para ser masturbados. “Não é insignificante que 27% dos homens nessa amostragem quisessem ser penetrados por travestis”, escreve s Kulick. “Mas esses homens não são maioria, como os travestis geralmente afirmam.”

    ‘‘Não é irrelevante que 27% dos homens da amostragem quisessem ser penetrados pelos travestis’’
    DON KULICK, antropólogo americano

    A confiar apenas no que dizem os travestis, o porcentual de seus clientes que se portam como homossexual passivo é alto. “Nove em cada dez homens querem ser penetrados”, diz Flávia, a namorada de Mendes. “Se o travesti não for bem-dotado e ativo, não ganha a vida na rua.” Exagero? Talvez. Assim como as prostitutas, os travestis têm uma relação antagônica com aqueles que pagam para usar seu corpo. Muitos não suportam exercer o papel viril que se exige deles na prostituição e o fazem com grande sofrimento, porque não encontram outra forma de ganhar a vida. Vingam-se dessa situação degradante com a mesma arma que a sociedade usa para humilhá-los: questionam a hombridade do freguês e o ridicularizam.

    O psiquiatra Sérgio Almeida trabalha com travestis em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e sua experiência corrobora em alguma medida a versão de Flávia. Cabe a Almeida a tarefa difícil de distinguir entre os travestis – definidos como homens que gostam de agir e sentir como mulher – e os transexuais, que se sentem mulheres aprisionadas em corpo masculino. Para estes, recomenda-se a cirurgia de troca de sexo. Para os travestis, ela equivale a uma mutilação e pode levar ao suicídio. Almeida gasta dois anos com cada paciente até decidir em que categoria ele se encaixa. “Desde 1997, fizemos 95 cirurgias e não tivemos nenhum problema”, afirma. O pós-operatório mostrou ao psiquiatra que ex-travestis são freqüentemente abandonados por seus parceiros quando perdem a anatomia masculina. E que os operados que insistem em continuar na prostituição perdem também a carteira de clientes. Algo de crucial desapareceu na cirurgia. “Não é verdade que os homens procuram travestis porque estes se parecem mulheres”, diz ele. “Eles querem o algo mais que as mulheres não têm.”

    Os próprios envolvidos têm opiniões diferentes. Um leitor anônimo de epoca.com.br enviou depoimento no qual afirma, basicamente, que os travestis são a melhor opção sexoeconômica. Diz ele: “Já saí com vários travestis. O que me atraiu foi justamente o desejo físico pelos bumbuns e seios avantajados. Ficar com uma travesti para mim é conseguir a baixo preço uma mulher de porte e formas que eu jamais conseguiria pagar ou namorar”. Márcia, travesti paulista cuja foto abre esta reportagem, repele qualquer tentativa de analisar os homens com quem sai voluntariamente. “Para mim, homens que saem com travestis são heterossexuais de cabeça aberta, que topam qualquer coisa”, afirma. Advogado, casado, pai de uma moça, diz que tem impulsos de vestir-se e agir como mulher desde criança, mas que isso nunca o impediu de ter relações normais com mulheres: “Quando saio com um homem, ele não importa. O que me interessa é reforçar minha identidade de mulher”.

    O mistério em torno dos homens que procuram travestis é proporcional à ignorância que cerca os próprios travestis. Como grupo populacional, eles são escarçamente estudados: não se tem a menor idéia de quantos sejam, no mundo ou no Brasil. Os líderes das organizações de travestis estimam que haja 5 mil ou 6 mil deles no Rio de Janeiro e uma quantidade muito maior – fala-se em 30 mil – em São Paulo. Nenhuma ciência ampara essas estimativas. Sabe-se que há travestis de Porto Alegre a Manaus, inclusive em cidades pequenas. Tem-se a impressão, entre os que lidam com o assunto, que o Brasil é o líder mundial nessa categoria – e o principal exportador para os países europeus, sobretudo Itália e Espanha. “O Brasil tem a maior população mundial de travestis e o maior número de travestis per capita”, afirma Kulick. Trata-se de uma opinião bem informada, mas é apenas opinião. Líderes de organizações de travestis como Keila Simpson, presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, querem que o censo inclua perguntas que permitam quantificar os diferentes grupos sexuais do país. “Como se pode dirigir políticas públicas a uma população de tamanho ignorado?”, diz.

    A palavra-chave quando se trata de explicar a atração exercida pelos travestis parece ser ambigüidade. Eles são percebidos simultaneamente como homem e mulher, uma incongruência que mexe com as profundezas da psique humana. “O travesti mobiliza o desejo como mobiliza a repulsa”, afirma a psicanalista carioca Regina Navarro Lins. Outra psicanalista, Maria Rita Kehl, vê duas razões no fascínio pelos travestis. A primeira é que, por ser uma mulher com pênis, ele captura os restos das fantasias sexuais infantis. A outra está no fato de os travestis encarnarem a feminilidade de uma forma absoluta, que nenhuma mulher contemporânea aceitaria. “Só um travesti saberia ser tão feminino quanto quer a fantasia de alguns homens”, diz Maria Rita. “Se alguém sabe o que é ‘ser mulher de verdade’ (uma ficção masculina), é justamente o travesti.” Os próprios travestis são taxativos ao afirmar que seus fregueses procuram neles a diferença: a mulher com falo, a fantasia, o risco. “Transgressão é essencial. O proibido atrai”, afirma Marjorie, travesti com 20 anos de experiência nas ruas, que hoje trabalha na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro. “As coisas que se dizem sobre os homens que saem com travestis são lendas machistas.”

    Paira sobre essa discussão uma palavra que os psicanalistas detestam: patologia. Sim, as pessoas têm o direito inalienável de manter relações sexuais com quem quiserem, desde que haja consentimento mútuo. Posto isso, cabe a pergunta: está bem de cabeça um homem casado (como parece ser a maior parte dos clientes dos travestis) que abre a porta de seu carro na porta do Jockey Club, em São Paulo, e paga R$ 40 por uma hora de sexo com um homem que parece ser mulher? Os especialistas não têm uma resposta unânime a isso.

    “Só um travesti saberia ser tão feminino quanto quer a fantasia de alguns homens”, diz uma psicanalista

    Liberais dizem que, bolas, desejo é desejo, e não se pode explicar ou reprimir. Há que aceitar. “Entendo que os homens que só se realizam sexualmente com travestis possam estar mal resolvidos em sua orientação sexual”, diz Maria Rita Kehl. “Mas considerar que todos os que gostam de travestis são homossexuais acovardados é uma redução preconceituosa.” Na outra ponta, fala-se em sofrimento e confusão por trás dessa forma específica de prazer. “Para alguns homens é patológico”, afirma o psicanalista Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de Sexualidade. “Muitos fazem isso num impulso de autodestruição.”

    Há os incapazes de lidar com seu próprio desejo por outros homens. Há os que buscam cumprir seu “papel social” no corpo feminilizado dos travestis. Há de tudo, e nem tudo é a festa do desejo que a modernidade implicitamente recomenda. Onde está o limite? Na dor. De acordo com o psiquiatra Ronaldo Pamplona da Costa, com mais de 30 anos de experiência terapêutica, muitos homens que saem com travestis o procuram em estado de sofrimento. Eis o que diz a respeito a psiquiatra Carmita Helena Abdo, que coordena o Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo: “Se as pessoas fazem sexo responsável, não estão sofrendo e não me procuram, não quero normatizar a vida de ninguém”.

    “Não conte que traiu” julho 16, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: ,
    1 comment so far
    Segundo terapeuta americana, nem quem deseja continuar com o parceiro nem quem quer abandoná-lo deve revelar o adultério
    Filha de judeus sobreviventes de campos de concentração, a psicóloga Mira Kirshenbaum nasceu no Uzbequistão, em 1946, e viveu num campo de refugiados até os quatro anos, quando emigrou para os Estados Unidos com os pais. Os traumas da guerra ficaram enraizados em sua infância, mas sua reação diante do sofrimento não foi o rancor. Ela diz que o fato de sua família ainda estar viva a motivou a trazer alívio às pessoas. Em seu novo livro When good people have affairs (“Quando as pessoas boas traem”, ainda sem tradução no Brasil), Mira lista 17 motivos que levam as pessoas a procurar uma relação extraconjugal e conclui que, às vezes, a traição pode ser a chave para a reconstrução de um relacionamento. Ela garante que a infidelidade, e sim uma defesa do amor. “Na traição, procuramos o que nos falta. Se soubermos encontrar isso no parceiro, não teremos vontade de trair”, diz. Nesta entrevista a ÉPOCA, Mira explica por que quase metade das pessoas trai e fala sobre o que fazer depois que uma terceira pessoa entrou no relacionamento.
    ENTREVISTA MIRA KIRSHENBAUM
    QUEM É
    Nascida no Uzbequistão, mudou-se para os Estados Unidos com 4 anos. Filha de judeus sobreviventes dos campos de concentração, morou em campo de refugiados no período pós-guerra. Casada, tem 62 anos, dois filhos e uma neta. É mestre em psicologia pela Universidade de Nova York e autora de dez livros sobre relacionamento.
    ÉPOCA - Em seu livro, a senhora diz que ter um caso extraconjugal pode ser a melhor maneira de saber o que realmente queremos. Como?

    Mira Kirshenbaum – A traição pode ter o poder de tirar a pessoa da inércia. Muitos acham seus casamentos sufocantes e, nesses casos, uma relação extraconjugal é a primeira oportunidade em muito tempo de explorar quem a pessoa realmente é e o que ela busca. Com essa experiência, o indivíduo percebe que é livre para fazer escolhas, que existem outras possibilidades. A traição é sempre uma investigação, uma tentativa de ver se as coisas poderiam ser melhores com outras pessoas.

    ÉPOCA - A traição é positiva?

    Mira – Trair seu parceiro é quase sempre destrutivo e doloroso demais para valer a pena. Em alguns casos, porém, pode ajudar as pessoas a se dar conta de que estão em um casamento ruim. Em outros casos, podem ajudar as pessoas a perceber que o companheiro é, de fato, a pessoa com quem devem ficar. Ter um caso fora do casamento é uma maneira confusa e desajeitada de as pessoas encontrarem seus caminhos.

    ÉPOCA - A senhora disse que, se alguém quiser reconstruir o casamento, não deve contar ao parceiro sobre a traição. As mentiras são necessárias para manter a relação?

    Mira – Quanto menos mentira, melhor. Um casal deve ser franco com o outro, mas existem certos segredos que devem ser mantidos. Imagine que um homem fantasie com a Gisele Bündchen quando faz amor com sua mulher. Que bem ele fará a ela se contar esse segredo? Qual seria o objetivo de contar que você se envolveu com outra pessoa? O critério para se contar segredos é avaliar a dor que a revelação pode causar. A regra moral é não machucar ninguém.

    ÉPOCA - Mas revelar a traição não poderia ser um sinal de mudança ou confiança?

    Mira – Se você está terminando o seu casamento, não fará diferença. Mas se você quiser reconstruir sua relação, contar a traição só irá atrapalhar. A pessoa não ficará tocada pelo seu gesto de revelar tudo. Ela ficará machucada pela traição, e você não precisa magoá-la. Apenas seja sincero consigo mesmo e aponte para qual caminho seguir. Nessas horas, é bom levar em conta que mais vale um divórcio a um casamento destrutivo.

    ÉPOCA - Um dos tipos de adultérios que a senhora cita em sua lista é a traição acidental, em que a pessoa está no lugar errado na hora errada. Não haveria uma predisposições por trás desse “acidente”?

    Mira – Quando digo acidental, me refiro a uma série de circunstâncias que, em conjunto, levam alguém a fazer algo que normalmente não faria. Mas não precisa dizer que haveria predisposições por detrás da traição. Afirmar isso é dizer que a pessoa agiu inconscientemente e que a traição foi “sem querer”. Os psicólogos estão cada vez mais céticos sobre o uso do inconsciente como fonte de explicações para as atitudes humanas.

    ÉPOCA - Um outro tipo de traição mencionado em seu livro é o “banco ejetor”, quando o parceiro trai para acabar de vez com a relação. Além de ser um ato covarde, é uma forma rude de terminar uma relação. Como pode ser uma atitude de pessoas boas?

    Mira – O banco ejetor é freqüentemente a melhor maneira que uma pessoa com medo de lidar com o parceiro encontra para terminar o casamento. Essas pessoas podem ser covardes e desajeitadas, mas isso não significa que sejam más.

    ÉPOCA - Qual foi o objetivo de seu novo livro?

    Mira – Há dois objetivos principais. O primeiro é o controle de danos. Quero mostrar que uma traição pode ser superada se o casal realmente quiser ficar junto. Quero também diminuir a dor nos corações mostrando que a traição não foi sinal de uma maldade. Muitas vezes é a forma que uma pessoa encontrou para lidar com uma situação desfavorável. Claro, descoberta a traição, o parceiro terá de se mostrar empenhado em reconstruir os laços de confiança e deverá compreender que a dor e a raiva do companheiro não se dissipam facilmente. A antiga visão sobre casos extraconjugais é que eles terminam como acidentes de carro, com sobreviventes feridos e sangrando. Não precisa ser assim. O segundo objetivo do livro é blindar a pessoa contra o remorso destrutivo, que a prende ao passado e a impede de seguir em frente. Após contabilizar os danos da traição, as pessoas têm que buscar a reconstrução. Essa é uma visão nova para muitas pessoas. Se você souber se fechar ao remorso, pode renovar sua vida com todo o amor que procura.

    ÉPOCA - O seu livro é sobre pessoas boas que traíram. Quando uma pessoa boa trai, existe sempre um motivo nobre por trás, como autoconhecimento?

    Mira – Não podemos ter a idéia que pessoas boas fazem apenas coisas boas e pessoas ruins, apenas coisas ruins. Todos fazemos coisas ruins e isso não significa que sejamos pessoas más. As pessoas boas traem quando não estão felizes no casamento. Elas estão confusas, oprimidas, e ter um caso é uma forma de trazer alívio àquela situação sufocante.

    ÉPOCA - E o que são pessoas boas?

    Mira – São aquelas que tentam ao máximo fazer as coisas certas. Elas erram, mas se arrependem verdadeiramente quando fazem alguma coisa ruim. Com a minha experiência clínica, sei que as pessoas boas são aquelas que estão realmente horrorizadas com a dor que causaram. Não tiveram um caso porque não ligam para o parceiro, mas porque estavam agoniados. Já uma pessoa ruim não se importa com a pessoa que machucou. Ela só faz o que vem à cabeça, seja lá qual for o custo para os outros.

    ÉPOCA - Um caso breve é diferente de um longo?

    Mira – Na minha opinião, quem mantém um caso longo não é pior do que quem trai por apenas uma noite. Não existem regras para apontar o que é mais ou menos grave. O que importa é que foi cruzada a barreira do trair ou não trair. Se o seu parceiro se sentiria mais machucado se soubesse que você teve um caso longo, não cabe a mim opinar a respeito. Também não posso dizer que a traição de apenas uma noite não é tão grave assim. O que posso afirmar é que você não pode dizer às pessoas que as duas traições são diferentes. Cada um lida da sua forma com o fato.

    ÉPOCA - Quais seriam os limites da traição de uma pessoa boa?

    Mira – O motivo é o aspecto crítico. Trair só porque está afim, sem nenhuma preocupação com os sentimentos do parceiro, está muito além do limite.

    ÉPOCA - A senhora afirmou que uma das piores coisas para uma pessoa que traiu é a culpa. Mas ela não é um sinal de remorso?

    Mira – Ter culpa é bom até um certo ponto. É um sinal de que a pessoa tem norteadores morais. Se você não se sentir culpado após trair, você pode ser um sociopata, alguém incapaz de se importar com os outros. Mas cegar-se pela culpa pode ser muito prejudicial. Pode levar as pessoas a fazerem coisas que não ajudarão. Como, por exemplo, se sentir tão culpado por trair e por isso permanecer no casamento mesmo que ele esteja claramente morto. Ou, então, sentir tanta culpa e não conseguir encarar o parceiro, mesmo que o casamento possa e deva ser salvo. Quando o sentimento de culpa o torturar, não ceda à tentação de contar sobre o affair. A melhor coisa a fazer é procurar um conselheiro sábio e experiente para ajudar a controlar os sentimentos e evitar atitudes precipitadas.

    ÉPOCA - O sentimento de fazer algo errado e secreto estimula as pessoas a trair?

    Mira – Para algumas pessoas isso pode ser excitante, mas não para a maioria. Na maior parte dos casos, as pessoas estão sufocadas, desesperadas, e podem fazer qualquer coisa. Por isso traem e correm tantos riscos.

    ÉPOCA - Relacionamentos abertos são considerados adúlteros? Podem ser saudáveis?

    Mira – Um relacionamento aberto não é adultério se realmente for uma escolha mútua verdadeira. Eu, pessoalmente, nunca vi um relacionamento aberto dar certo.

    ÉPOCA - Muitos casais só se descobrem verdadeiramente com a convivência diária após o casamento e percebem que as expectativas são diferentes. Como salvar uma relação em que as necessidades dos parceiros são diferentes?

    Mira – Com terapia conjugal. É a melhor maneira para casais com problemas conjugais encontrarem seu caminho de volta um para o outro. Sem mediação, os casais não conseguem sair de uma relação ruim, mesmo que eles próprios sejam terapeutas. Odeio ter que dizer que é a única maneira, mas não pode ser feito sem ajuda profissional. É como o trabalho de uma parteira: pode dar certo, mas há muitas maneiras de as coisas darem errado.

    ÉPOCA - A senhora disse que cerca de 47% dos homens casados e 35% das mulheres casadas estão propensos a se envolver com outra pessoa. Essa taxa era diferente décadas atrás?

    Mira – A grande mudança é a quantidade de mulheres traindo. Elas estão traindo mais. Isso ocorre porque agora elas têm mais oportunidade de trair: estão morando nas cidades e tendo vidas independentes. A natureza humana e a oportunidade são dois fatores determinantes nas taxas de adultério. A natureza humana é a mesma, elas agora têm a oportunidade. Mas se você quer mencionar números importantes, eu diria que há 50% de chance de uma pessoa ser afetada por uma traição durante sua vida afetiva. Como cada um reagirá a isso? É uma coisa terrível, mas que somos obrigados a lidar. Para piorar a situação: como você lida com a possibilidade de pegar uma doença com a traição? Por isso eu digo: não traia, por mais que em alguns casos a traição traga benefícios.

    ÉPOCA - Como a traição é vista culturalmente?

    Mira – Não existe cultura onde a traição não seja condenada. A diferença está na percepção dos aspectos mais importantes. Em algumas culturas, o mais importante é como a traição é vista pelas outras pessoas. É uma questão de vergonha. A vergonha vivida diante dos olhos da comunidade. Isso está enraizado na cultura mediterrânea, na cultura árabe. Alguns países muçulmanos ainda apedrejam as adúlteras. O que importa é a maneira como você é visto pela sociedade. Em outras culturas, a cultura ocidental principalmente, o conceito de traição está mais ligado à confiança, à capacidade de confiar em outra pessoa para construir algo em comum, à sensação de que a outra pessoa esconde segredos de você. Claro, as coisas não são pretas ou brancas (oito ou oitenta). O pesadelo de todos que conheço que foram traídos é a possibilidade de a comunidade descobrir e, daí, ter de lidar com a piedade deles ou com a sensação de fracasso e inferioridade. Mas a grande diferença multicultural é o senso de qual é o fator predominante.

    ÉPOCA - Como a senhora vê os casos de Bill Clinton (ex-presidente americano que teve um caso com uma estagiária da Casa Branca) e Elliot Spitzer (ex-governador de Nova York que saiu com uma prostituta)?

    Mira – Todos me perguntam sobre Spitzer. Mas não posso falar sobre a relação das pessoas a não ser que eu as tenha tratado. Não seria ético. O que aprendi em meus 33 anos de prática clínica é que o que você do lado de fora é muito diferente do que se passa por dentro. As pessoas encenam sua vida afetiva e mostram aquilo que querem. Creio que consigo ver com mais facilidade o que se passa dentro das pessoas, mas ainda assim sou consciente de que o que vejo é apenas uma versão. Não fui terapeuta dessas pessoas e o que sei está nos jornais. E assim como há comentários falsos sobre meus livros, sei que foram publicadas muitas coisas equivocadas sobre os dois.

    ÉPOCA - A senhora já traiu? Como se sentiu depois?

    Mira – Nunca. Sou incapaz de machucar alguém. Não estou me gabando, é a maneira como meu sistema nervoso foi construído. Mas meu marido teve um caso e eu fiquei arrasada. Senti na pele o terrível dano que a traição provoca. Desperdicei muito tempo e me machuquei muito presa à idéia de que ele era uma pessoa ruim. Com o tempo, percebi que ele era o homem bom que sempre conheci. Eu também não estava isenta de culpa no caso. Estava tão voltada para o meu trabalho que me afastei de meu marido e o fiz pensar que eu não ligava para ele. Teria nos ajudado muito se, em vez de brigar, tivéssemos nos esforçado para compreender o que o levou a me trair. Fizemos esse exercício de compreensão depois e estou muito orgulhosa.

    ÉPOCA - E o que a senhora aconselharia a quem descobriu que o parceiro andou traindo?

    Mira – Não faça ou diga nada em um primeiro momento. Acredito em amor verdadeiro e acho que uma relação amorosa pode ser recuperada. Por isso, ache uma pessoa sensata para conversar a respeito. Pense sobre o que você quer: você quer esta pessoa de volta se existir alguma maneira de perdoar e reconstruir a confiança? Depois entenda por que seu parceiro teve um caso. O motivo ajudará você a entender exatamente o que vocês dois devem fazer para melhorar o relacionamento.

    Os alimentos mais saudáveis do mundo julho 16, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , , , , , , , ,
    add a comment

    Depois de uma extensa pesquisa, o nutricionista americano Jonny Bowden selecionou os ingredientes com maior valor nutricional, que realmente deveriam fazer parte de nossa dieta diária. Alguns são itens que jogamos fora, como as folhas da beterraba, outros, alimentos aos quais não prestamos muita atenção, como a canela

    Doutorado em nutrição pela Universidade Clayton pela Saúde Natural, o psicólogo Jonny Bowden dedica-se à pesquisa dos alimentos há duas décadas. Além do livro Os 150 Alimentos mais Saudáveis do Planeta, ele vai lançar, no fim do mês, a obra As Refeições Mais Saudáveis do Mundo. “Quero dizer às pessoas que é possível comer bem, sofisticadamente, explorando inúmeras nuances de sabor e ainda assim ser saudável”, diz. Em entrevista a ÉPOCA, o autor explica como fez a extensa pesquisa que deu origem ao livro e revela quais são os alimentos menos saudáveis, dos quais devemos manter a maior distância possível.

    ÉPOCA – O senhor dedicou muito de sua vida à pesquisa dos alimentos. Qual é sua relação com a comida?
    Jonny Bowden -
    A comida é como os amigos. Assim como há o tipo de amigo com quem você pratica esportes, há aqueles com quem você vai a museus, com quem você troca confidências. Assim são os alimentos. Alguns possuem altas concentrações de proteínas, mas são pobres em fibras. Alguns são ricos em antioxidantes, mas não possuem Omega 3. Precisamos de uma grande variedade de alimentos – assim como de amigos – para conseguir tudo de que precisamos. O segredo é a variedade de bons alimentos. A minha lista (confira abaixo) considera alimentos que normalmente não pensamos em comer. É como um investidor que percebe a existência de uma boa aplicação que era subestimada e não fazia parte de sua carteira. Não quer dizer que são os melhores ou os únicos, mas são muito bons e não recebem a devida atenção. 
     
    ÉPOCA – Como o senhor fez a lista com os 150 alimentos mais saudáveis?
    Bowden –
    Meus assistentes e eu pegamos todos os alimentos naturais possíveis e comparamos seus valores nutricionais. Quais possuíam o maior nível de determinado nutriente, quais possuíam a maior variedade de nutrientes? Quais tinham baixos níveis de nutrientes? Fiz isso com todos os vegetais, todas as fontes de proteínas, todos os grãos – apesar de não haver muitos, selecionei os mais consumidos, com menor potencial para causar alergias e com um alto teor de proteínas. Baseados nesses parâmetros, fomos diminuindo a lista. Mas 150 alimentos é um número muito grande. Cotidianamente, as pessoas comem cerca de 10 a 15 alimentos apenas. 
     
    ÉPOCA – Quais são os melhores grãos?
    Bowden –
    Recomendo a quinua. Apesar de ser uma semente, e não um grão propriamente dito, tem o sabor e o preparo parecido com o de um grão. A quinua contém muitas fibras e proteínas. Também gosto de aveia integral, que tem muitas fibras, proteínas, altas concentrações de minerais e pouquíssimo açúcar. 
     
    ÉPOCA – Em que as pessoas devem prestar atenção na hora de comprar alimentos?
    Bowden –
    Você deve escolher alimentos que passaram por pouco ou nenhum beneficiamento depois da colheita. Quanto mais colorido, melhor, porque a cor é a forma como a natureza põe os nutrientes na comida. Azul, amarelo, verde, vermelho… As cores representam os componentes mais nutritivos dos alimentos. 
     
    ÉPOCA – Os alimentos orgânicos são sempre melhores?
    Bowden –
    Em um mundo ideal, os orgânicos serão sempre melhores. No mundo real, no entanto, as coisas não são necessariamente assim. Não sou tão radical quanto alguns nutricionistas. Primeiro, porque produtos orgânicos são sempre mais caros. Em segundo lugar, alguns alimentos – como o abacaxi e a banana – possuem cascas grossas como proteção, que são descartadas para o fruto ser comido. Nesse caso, não faz tanta diferença se o produto é orgânico ou não. Se eu tiver de gastar meu dinheiro com alimentos orgânicos, vou escolher aqueles mais propensos a acumular pesticidas, como morangos, tomates e verduras. 
     
    ÉPOCA – Além desses que o senhor mencionou, quais produtos orgânicos que você compra?
    Bowden -
    Além dos que citei, eu diria carne, peixe e café, porque podem conter níveis elevados de produtos químicos. 
     
    ÉPOCA – Por que as pessoas comem menos alimentos saudáveis do que deveriam?
    Bowden –
    Porque os alimentos industrializados têm um gosto muito bom. A indústria adiciona muito açúcar e sal nos alimentos, intensificando as nuances de sabor. Encontramos comidas com dosagens inconcebíveis de adoçantes e sal. São alimentos vendidos em qualquer lugar, com comerciais em todas as mídias possíveis. As pessoas são seduzidas pelo sabor, pelos estímulos sugeridos nos comerciais. Isso cria uma cultura em que essas comidas se tornam o padrão. É como um vício em drogas. Nos Estados Unidos, uma pessoa comum está exposta a 95 mil comerciais a cada ano, e a maioria deles é de comida. 
     
    ÉPOCA – Em seu livro, o senhor afirma derrubar vários mitos sobre a comida. Quais são eles?
    Bowden -
    Um é que carne é sempre ruim, outro é que soja é sempre bom. As comidas de soja encontradas nos EUA são muito diferentes das que fazem parte do cardápio oriental. A soja tem várias lacunas nutricionais. Não é porque a comida foi feita à base de soja que ela é saudável. Carne de soja, sorvete de soja. Não são comidas saudáveis nem prejudiciais. São alimentos neutros, cujo valor nutricional não é nada excepcional. Muitas pessoas comem alimentos feitos com soja pensando que estão proporcionando um grande bem ao organismo, mas na maior parte das vezes é puro marketing. Recomendo produtos de soja fermentados. Tudo que é natural e fermentado é bom, porque o processo de fermentação cria bactérias que são muito úteis ao organismo. Infelizmente a maior parte dos produtos de soja não é fermentada, mas industrializada. Não quer dizer que sejam alimentos ruins, mas não são exemplos de comidas nutritivas.

    Confira a lista dos alimentos para os quais damos pouca atenção, mas deveriam freqüentar o nosso prato mais vezes.

     

    1- Sardinha: é rica em proteínas e possui minerais essenciais, como magnésio, ferro e selênio, que têm ação anticancerígena. Esse tipo de peixe também ajuda o organismo a liberar o mercúrio e tem altas concentrações de omega 3, um tipo de gordura “boa”, essencial para o funcionamento do cérebro, do coração e para a redução da pressão arterial. As sardinhas são chamadas de “comida saudável em lata” por Bowden, que aconselha que sejam compradas as preservadas no próprio óleo ou em azeite, quando não puderem ser consumidas frescas.

    2- Repolho: as folhas do vegetal contêm grandes concentrações de substâncias antioxidantes e anticancerígenas chamadas de indoles e sulforafanos. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, nos EUA, apontou que o sulforafano é a substância química encontrada em plantas que mais eleva o nível de enzimas anticancerígenas no organismo.

    3- Folha de beterraba: geralmente jogada fora, é rica em vitaminas, minerais e antioxidantes. Contém carotenóides, pigmento natural dos vegetais que ajuda a proteger os olhos contra o envelhecimento. Bowden também afirma que a beterraba em si também é um dos alimentos mais ricos que existem. As folhas podem ser comidas cruas na salada ou refogadas, como espinafre.

    4- Açaí: em suco ou misturado à comida, como é feito no norte do país, o açaí é uma das frutas com maior concentração de antioxidantes. Também é rica em gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, que são benéficas e auxiliam na redução do colesterol ruim e na prevenção de doenças cardíacas. Para Bowden, os brasileiros que não consomem a fruta freqüentemente desperdiçam a benção que a natureza lhes proporcionou.

    5- Goiaba: rica em fibras, minerais e vitaminas. Também possui grandes quantidades de licopeno, o mais antioxidante entre todos os carotenóides. O licopeno auxilia na prevenção do câncer de próstata e reduz os riscos de surgimento de catarata e doenças cardiovasculares.

    6- Cereja fresca: tem altas concentrações de antocianina, um antiinflamatório natural. Deve ser comida ao natural ou misturada com iogurte ou vitaminas.

    7- Chocolate meio-amargo: rico em flavanóides, que diminuem a pressão sangüínea e promovem o bom funcionamento do sistema circulatório, tem altas concentrações de magnésio, um mineral importante para mais de 300 processos biológicos do organismo.

    8- Frutas oleaginosas: são as castanhas, as nozes e as amêndoas. Bowden afirma que todas trazem inúmeros benefícios, apesar do elevado teor calórico. Possuem muitos minerais, proteínas e altos níveis de Omega 3 e Omega 9.

    9- Canela: ajuda a controlar o nível de açúcar e de colesterol no sangue, o que previne o risco de doenças cardíacas. Para usufruir dos benefícios da especiaria, basta polvilhar um pouco de canela em pó no café ou no cereal matinal.

    10- Semente de abóbora: é uma grande fonte de magnésio. Esse mineral é tão importante, explica Bowden, que estudiosos franceses concluíram que homens com altas taxas de magnésio no sangue têm 40% menos chances de sofrer uma morte prematura do que aqueles com baixos índices. Para consumi-las, toste-as no forno e coma-as por inteiro, inclusive com a casca, que é rica em fibras.

    Entenda as competências avaliadas na redação do Enem julho 15, 2008

    Posted by portaldoestudante in Provas de vestibular.
    Tags: ,
    add a comment
    O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) exige que o candidato redija um texto do tipo dissertativo-argumentativo, cujo tema se relacione a questões sociais, políticas, culturais e/ou científicas, a partir de uma situação-problema. É automaticamente desconsiderada para correção pela banca avaliadora a redação que se afastar do tema proposto ou for de encontro aos direitos humanos e à cidadania.

    São cinco as competências avaliadas na prova de redação, conforme se verifica a seguir:

    1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita
    Você não precisa escrever como Machado de Assis ou Gilberto Dimenstein! Porém, é necessário demonstrar um conhecimento mínimo de regras básicas de escrita na nossa língua, supostamente aprendidas em 11 anos ou mais de escolaridade.

    Por exemplo, atentar para a pontuação é essencial, pois uma vírgula ou ponto final no lugar errado pode comprometer o sentido do seu texto e dificultar a compreensão por parte do leitor (no caso, o avaliador da banca de correção). Além do sentido, é importante lembrar que o respeito às normas gramáticas, ainda que não seja o requisito mais importante na construção do sentido do texto, demonstra algum grau de conhecimento a respeito da língua e isso pode contar a seu favor.

    2. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo
    A compreensão da proposta de redação já é o primeiro passo para que você possa se sair bem na prova, uma vez que o desenvolvimento do tema apresentado torna-se muito mais tranqüilo e não há o risco de seu texto ser desconsiderado pela banca de correção. Além de disso é preciso lembrar de que se trata de um texto em prosa (ou seja, você não pode escrever um poema), do tipo dissertativo-argumentativo, o que significa adotar um posicionamento crítico e reflexivo diante de determinada questão ou expressar sua opinião de modo claro e coerente.

    Para isso, é essencial valer-se de seu conhecimento de mundo, uma vez que se torna muito mais difícil elaborar um texto sobre algo que você nunca ouviu falar. Daí a importância da leitura de textos diversificados, sobretudo os jornalísticos, para que você tenha o que dizer em sua redação.

    3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista
    Não basta apresentar dados e informações ou mesmo expressar sua opinião ou expor argumentos se você não for capaz de selecionar, dentre estes, aqueles que de fato apresentam pertinência com o tema proposto.

    Ademais, além de uma seleção criteriosa de dados, informações e argumentos, é primordial saber organizar as idéias a partir deles e apresentar a sua interpretação para a situação-problema em questão, estabelecendo relações lógicas e coerentes e fazendo a sua leitura da realidade, a fim de demonstrar seu ponto de vista em relação ao tema proposto.

    4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação
    Além da seleção adequada dos argumentos, conforme ressaltado no item anterior, faz-se necessário organizá-los no texto de modo lógico e coerente. Para isso, é fundamental utilizar os chamados elementos de coesão textual e/ou os organizadores argumentativos, como, por exemplo, advérbios, locuções adverbiais e conjunções, estabelecendo relações adequadas entre termos e também entre os parágrafos, sobretudo no desenvolvimento do texto, a fim de que o sentido seja construído de maneira clara e objetiva.

    É preciso, ainda, saber utilizar um repertório lingüístico ou vocabular adequado ao tema e aos objetivos do texto. Isso não significa, em hipótese alguma, valer-se, de maneira desenfreada, de termos e/ou expressões considerados mais rebuscados ou eruditos a fim de impressionar a banca de correção.

    Lembre-se de que os membros dessa banca são professores de português e já estão bastante acostumados às táticas e “truques” dos candidatos. De nada adianta valer-se desse tipo de artifício para impressioná-los. Assim, é fácil perceber que o vocabulário escolhido deve ser simples e direto e atender aos objetivos do texto.

    5. Elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural
    Partindo-se de uma proposta de redação que apresenta uma situação-problema, é possível concluir que toda a construção da argumentação deve ter como objetivo a apresentação de possíveis soluções para a questão levantada. A solução, ou soluções, porém, deve resultar de uma relação lógica e coerente com os argumentos, opiniões, informações e dados apresentados no desenvolvimento.

    Ademais, embora seja muito difícil que isso ocorra – até porque muitas formas de preconceitos e/ou desrespeito aos valores humanos recebem hoje algum tipo de sanção legal -, é aconselhável cautela diante de seu posicionamento a respeito de determinadas questões consideradas o calcanhar-de-aquiles das sociedades contemporâneas. Por exemplo, o preconceito racial, social e/ou religioso, a prática de tortura ou a apologia à violência de qualquer espécie.

    A razão é óbvia: idéias e/ou concepções retrógradas e pouco ortodoxas acerca desses temas vão contra as muitas conquistas, sociais, políticas e culturais sedimentadas depois de décadas ou até mesmo séculos de luta por justiça social e respeito à integridade humana.

    Internet, o oásis dos tímidos julho 14, 2008

    Posted by portaldoestudante in Uncategorized.
    Tags: ,
    add a comment

    A ferramenta pode ser de grande valia para iniciar relacionamentos, mas não pode impedir exposições ao vivo.

     Antigamente, o principal refúgio dos tímidos era a leitura e a escrita. Há muitos exemplos de comportamentos misantrópicos e excêntricos dentre os grandes nomes da história mundial, entre eles Beethoven e Arthur Schopenhauer. Essas personagens eram dotadas de um intelecto privilegiado, mas incapazes de manterem uma interação social satisfatória. Isolavam-se da sociedade para relacionar-se mais profundamente consigo mesmos, ou com possíveis admiradores, através da sua arte. O mundo ganhou muito com a sua introspecção mas, praticamente todos eles, no final de suas vidas, mostraram-se ressentidos com a vida solitária que levaram.

     

    Na verdade, sofriam de déficit de habilidades sociais, ou seja, uma inabilidade em relacionar-se socialmente devido à excessiva ansiedade em relação ao próprio desempenho, que redunda em falta de assertividade, dificuldade de iniciar e manter conversações, de expor sua opinião e defender seus interesses verbalmente de modo satisfatório.

    É um quadro gerado, principalmente, por uma educação muito rígida e punitiva que, geralmente, produz isolamento, forte sentimento de solidão e estado depressivo.

    Há algumas décadas, além da arte, uma nova possibilidade tornou-se acessível para pessoas com essas características: a TV. Mais democrática e sem exigir nenhum talento especial para ser degustada, chegou a ser rotulada de imbecilizante, por provocar comportamentos passivos, que não requerem um mínimo esforço por parte do telespectador. Logo em seguida veio o videogame, uma forma de brincar que, como a TV, dispensava a companhia de outra pessoa.

    E então surgiu, no final do século passado, a maravilha das maravilhas: a internet. Uma ferramenta que conjuga todas as alternativas anteriores e muito, muito mais. Com ela, até o mais anti-social dos indivíduos, além de ler, escrever, assistir e jogar, sozinho ou com amigos virtuais do mundo todo, pode também bater papo, estudar, trabalhar, comprar, vender, obter informações para resolver seus problemas do dia-a-dia, namorar e até fazer sexo virtual, sem se expor pessoalmente, quero dizer, sem se relacionar de verdade com ninguém!

    Isso é bom ou ruim?

    Por um lado é bom e pode até estimular um relacionamento pessoal. Para aqueles que têm dificuldade de iniciar uma abordagem cara-a-cara, começar a conhecer algumas pessoas mais devagarzinho através da net pode ser um bom início para, só depois, quando se sentirem mais seguros, partir para um contato real.

    O problema é que muitas pessoas, agora que dispõem desse recurso tão vasto para preencher quase todas as necessidades de suas vidas, tendem a se isolar ainda mais do contato social ao vivo. Isso porque, quando não havia a internet, algumas atividades tinham que ser feitas pessoalmente, como ir ao supermercado, por exemplo. Despensa e geladeira vazias eram uma forma de pressão suficientemente forte para obrigar a pessoa a sair do isolamento e, pelo menos, ir às compras. Com a internet bastam poucos cliques e o supermercado está em sua porta.

    O déficit de habilidades sociais tem tratamento e, na maioria dos casos, pode ser revertido em um espaço de tempo relativamente curto. A partir de um diagnóstico das necessidades do cliente, num primeiro momento ele é orientado para comportar-se socialmente de modo adequado, aprendendo a lidar com a angústia, a sensação de insegurança e a ansiedade que sempre acompanham essas situações. O objetivo desta fase da terapia é torná-lo uma pessoa sociável e capaz de ir em busca de seus sonhos/metas, obtendo autoconfiança e adquirindo uma auto-estima elevada. O passo seguinte e que pode ocorrer simultaneamente é levá-lo a conhecer-se melhor e tornar-se autônomo, capacitando-o para valer-se de sua própria criatividade e recursos internos para viver de modo mais pleno.

     Sem um tratamento adequado, essas pessoas perdem a oportunidade de descobrir que suas dificuldades são as mesmas  de todo ser humano porque todos nós, no fundo, temos medo do sofrimento em nossos relacionamentos. E a possibilidade de compartilhar talentos e defeitos é que faz com que nos sintamos aceitos, acolhidos e amados, sendo do jeito que somos.

     Habilidade para se relacionar é construída sobre o alicerce da autoconfiança. Uma amizade profunda é construída a partir da capacidade de confiar no próprio julgamento e de se expor ao outro. São qualidades que todos nós somos capazes de desenvolver, aprendendo a discernir e escolher em quem queremos apostar para abrir nossos corações.

     

    4 passos para turbinar sua memória julho 14, 2008

    Posted by portaldoestudante in Sem categoria.
    Tags: , , ,
    add a comment

    Sofrer com brancos na hora de fazer uma prova ou realizar uma apresentação em público. Esquecer compromissos, datas importantes, nomes e fisionomias. Com o estresse e o excesso de informações a que somos expostos no dia-a-dia, os lapsos de memória são cada vez mais freqüentes e, acredite, eles não têm nada a ver com a idade.(lentidão de aprendizagem pode ser dislexia, identifique)

    Já existem pesquisas apontando que a memória não se degenera com o passar dos anos. Um jovem de 25 anos tem apenas 3% a mais de células cerebrais que uma pessoa de 70 anos. Os neurologistas sabem que outros fatores têm muito mais influência sobre a deterioração da memória, quando em comparação à idade avançada. São eles:

     
    • Estresse: que produz cortisol e noradrenalina, hormônios inimigos da memória. 
    • Traumas psicológicos e recalques: casos em que se esquece o que é insuportável lembrar. 
    • Ansiedade e depressão. 
    • Cansaço. 
    • Drogas e medicamentos.

    No combate aos efeitos, causados por eles, os especialistas contam com um esquadrão poderoso. A receita inclui desde uma alimentação caprichada (encontre uma dieta saudável que vai ajudar você a manter o peso) até exercícios e — comemore! — passatempos de jornal. Veja abaixo e tire proveito dessas descobertas!

    1. Alimentos para a memória(saiba mais sobre os orgânicos)

    Para garantir que os neurotransmissores serão eficazes na transmissão de informações entre células nervosas, invista em alimentos antioxidantes. A quantidade a ser ingerida dever ser recomenda pelo seu médico.
    Vitamina B12
    Frutos do mar, algas, peixe, laticínios, grãos germinados, levedo, alface.

    Vitamina B15
    Amêndoa do damasco, arroz, grãos germinados, levedo.

    Vitamina C
    Hortaliças e frutas: limão, laranja e cenoura; pimenta vermelha seca (saiba mais sobre o efeito ardido e use-o a favor da dieta).

    Vitamina E
    Óleo de gérmen de trigo, grãos germinados, abacate, gema de ovo.

    Colina
    Gema de ovo (ovo faz bem, veja os motivos), espinafre cru, soja germinada, levedo, nozes.

    Selênio
    Levedo, ovo, alho e cebola.

    Zinco
    Frutos do mar, peixe, laticínios, gérmen de trigo, levedo, maxixe.

     

    2. Exercícios físicos e meditação

    Exercícios físicos para melhorar a capacidade respiratória e, por sua vez, o fluxo sangüíneo no cérebro e sua oxigenação, os exercícios físicos regulares são amplamente recomendados. (faça em casa suas aulas favoritas)

    Meditação aliada à respiração profunda, melhora a memória, a percepção, a concentração, a agilidade motora e reduz o estresse. Para meditar, basta reservar poucos minutos do dia, escolher um local tranqüilo e uma posição mais confortável. Preste atenção em sua respiração e não dê corda aos pensamentos que vão surgir. Tente deixar a mente em branco. (escolha a melhor técnica e comece a meditar)

    3. Jogos mentais

    Quem diria. Jogos como palavras cruzadas, Su Doku, xadrez, puzzles, leituras diversificadas e outros exercícios que estimulem a atividade mental são essenciais para combater a falta de memória.

    4. Terapia

    Fatos traumáticos que estão esquecidos em um canto do inconsciente continuam a gerar sofrimento, isso porque eles se manifestam em outras circunstâncias aparentemente sem importância. O pai da psicanálise, Sigmund Freud, dizia que tudo aquilo sobre o qual não podemos falar torna-se um sintoma. Sofrimento recalcado é como uma ferida com pus. Vai latejar até você drená-la. Terapia é uma alternativa eficiente para esses casos. (veja aqui se você está pronto para enfrentar seus fantasmas)

     

    Quando a pública ganha da particular julho 13, 2008

    Posted by portaldoestudante in Notícias.
    Tags: , , ,
    1 comment so far

    Quem são os pais que optam pelas escolas estaduais e municipais. O que eles ensinam a seus filhos – e ao Brasil

    Isabel Clemente, Ana Aranha e Nelito Fernandes

     

    MAIS EXIGENTE
    Isaac faz lição na Escola Estadual Blanca Zwicker Simões, de São Paulo. Egresso de um colégio particular, ele teve de fazer aulas de reforço para acompanhar o ritmo da pública

    “Você anda tão pão-duro. Como você tem coragem?”

    Responder a perguntas assim virou rotina na vida da catarinense Mirna Schwendler, de 38 anos, desde que matriculou os dois filhos, de 10 e 8 anos, numa escola pública de Brasília. Quando alguém pergunta onde seus filhos estudam, Mirna já sabe que a reação será essa. Ou longos silêncios de espanto. Ela, que poderia pagar para os dois estudarem numa escola particular, fala sobre o assunto rindo: “Tem muito preconceito. É impressionante”.

    Os filhos de Mirna estão matriculados numa escola pública regular. Não tiveram de enfrentar provas concorridas, típicas dos colégios militares e escolas federais, conhecidos como a nata do ensino público no país. Nada na Escola Classe 314 Sul, onde estudam, lembra um centro de excelência. O prédio é bem cuidado. É limpo, mas requer reparos. No canto do pequeno pátio interno, carteiras empilhadas aguardam conserto. As salas são quentes e contam apenas com velhos ventiladores de teto. A organizada biblioteca tem poucos livros. As revistas são do ano passado. Conquistas como quadros brancos, persianas e máquina de xerox são fruto de doações e receita da festa junina. A escola só tem três computadores.

    Você colocaria uma criança para estudar lá? Não? E se soubesse que dessa escola saíram as melhores notas das redes pública e privada do Distrito Federal? A Escola Classe 314 Sul, que vai da 1ª à 4ª série, ficou com média 6,7 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2007. A média da rede particular foi 6,1. O Ideb, índice do Ministério da Educação, combina o desempenho dos alunos nos exames federais de Português e Matemática (Prova Brasil e Saeb) com o porcentual de aprovação das escolas. Isso significa que a pequena escola pública brasiliense, com carteiras empilhadas e ventiladores velhos, oferece um ensino melhor que muitos colégios particulares com piscina e piso de ladrilho hidráulico.

    Como ela, há no Brasil 308 escolas públicas de 1ª a 4ª série com resultado igual ou superior ao da rede particular. Elas estão em cidades grandes como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Curitiba. Muitas ainda não ganharam notoriedade e não exigem provas de seleção para a entrada de novos alunos. A qualidade desses colégios, onde estudam 92 mil crianças, explica a decisão de pais e mães como Mirna. Ao trocar o ensino privado pelo público, eles quebraram um tabu. Pagar pela educação não é, necessariamente, um bom investimento. E, apesar da constante necessidade de dar explicações, esses pais não estão arrependidos.

    As 308 escolas públicas com médias acima das da rede particular são uma exceção num universo de 38 mil instituições. É importante lembrar que também existem milhares de escolas privadas acima dessa média. Nas últimas décadas, o ensino privado se firmou como uma opção no Brasil justamente porque sua qualidade era superior à das escolas municipais ou estaduais. Na média nacional, as escolas privadas estão com 6 no Ideb, a média dos países desenvolvidos. As públicas têm nota 4,2. Até por uma questão numérica. A rede particular de 1ª a 4ª série possui 2 milhões de alunos selecionados por poder aquisitivo. Já na rede pública há 16 milhões de alunos.

    A escola pública costuma abrigar alunos menos favorecidos, moradores de bairros onde o serviço público peca pela falta de qualidade em áreas estratégicas, como saúde, segurança, transporte e assistência social. A renda baixa dos pais, a violência e a falta de acesso a locais onde há emprego e equipamentos culturais são alguns dos fatores que prejudicam o desempenho das crianças. Mas as 308 escolas acima da média revelam que, apesar de todas essas dificuldades, dá para conseguir bons resultados. Seus exemplos ajudam a mostrar um caminho para recuperar a educação no país.

     

    ELA É A RESPONSÁVEL
    Roberta com seus filhos Henrique e Helena. Ela é a diretora da escola estadual de Brasília onde os dois estudam

    Qual é o segredo dessas boas escolas públicas? Parte do sucesso pode ser explicada pela qualidade da gestão. Na Escola Classe 304 Norte, a segunda mais bem colocada em Brasília, a gestão é compartilhada com um conselho escolar, com 30 representantes, entre funcionários, professores e pais. “Muitos acham que dividir a gestão é perder poder. Discordo”, diz a diretora, Roberta Farage. “Isso exige que os pais participem do processo educacional dos filhos e exerçam cidadania. Dá trabalho, mas vale a pena”. Os pais que são membros do conselho vão às reuniões e cobram do governo e da Justiça seus direitos. Costumam recorrer todo ano para fazer valer uma lei do Distrito Federal que estabelece um máximo de alunos por turma, para evitar classes superlotadas. Esses pais já foram chamados de “gangue da 304”. A Associação de Pais e Mestres garantiu a compra de seis computadores para a escola, reforma da fachada e, graças a doações generosas, material escolar e “patrocínio” de passeios aos estudantes mais carentes.

    Artigo retirado do site www.epoca.com.br

    A reportagem pode ser vista na íntegra clicando aqui

    Como funciona a areia movediça julho 8, 2008

    Posted by portaldoestudante in Sem categoria.
    Tags: , ,
    1 comment so far

    O que é a areia movediça?

    A areia movediça é um fenômeno natural bem interessante: na verdade, ela é chão firme que se liquefez por uma supersaturação de água. O termo “movediça” se refere à facilidade com que a areia se move quando está nesse estado semilíquido.

    É importante entender que a areia movediça não é um tipo diferente de solo, mas sim areia normal ou qualquer outro tipo de solo granulado. Trata-se de uma mistura pastosa de areia e água, em que a areia flutua na água. E pode acontecer em qualquer lugar sob as condições adequadas, de acordo com Denise Dumouchelle, geóloga do Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (em inglês).


    A areia movediça se forma quando a água em ascensão reduz o atrito entre as partículas de areia, fazendo que a areia fique “movediça”

    Ela é criada quando a água satura uma área de areia solta e a agita. Então, como a água presa nessa porção de areia não consegue escapar, acaba criando um solo dissolvido que não consegue agüentar nenhum peso. Há duas maneiras pelas quais a areia pode ficar agitada o bastante para criar areia movediça:

     

    • fluxo de água subterrânea – a força da água em ascensão se opõe à força da gravidade, fazendo que os grãos de areia fiquem mais leves;
    • terremotos – a força criada pelo tremor no solo pode aumentar a pressão de lençóis freáticos próximos ao solo, liquefazendo a areia e os depósitos sedimentares. A superfície liquefeita perde sua força, fazendo com que construções ou outros objetos naquela superfície afundem ou desmoronem.

    A vibração tende a aumentar a capacidade da areia se mover, tornando o que seria razoavelmente sólido em algo mole e móvel, de acordo com Larry Barron, do Centro de Pesquisas Geológicas New South Wales.

    A união da vibração com a barreira de água reduz o atrito entre as partículas de areia a faz que essa areia se comporte como um líquido. Para entender a areia movediça, é necessário entender o processo de liquefação. Quando o solo se liquefaz, da mesma maneira que a areia movediça, ele perde força e se comporta como um líquido viscoso, de acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas de Utah (em inglês). A liquefação pode até fazer que prédios afundem durante terremotos.

    Embora a areia movediça possa ocorrer em quase qualquer local que tenha água, há certos locais onde ela é mais comum, como:

     

    • margens de rios
    • praias
    • margens de lagos
    • perto de fontes subterrâneas
    • pântanos

    Na próxima vez que estiver na praia, repare a diferença na areia conforme for andando em partes da praia com diferentes níveis de umidade. Se estiver na parte mais seca da praia, a areia o segura bem, pois o atrito entre as partículas de areia cria uma superfície estável.

    Mas se você chegar mais perto da água, vai perceber que a areia levemente molhada fica ainda mais concentrada do que a areia seca. Isso ocorre porque uma quantidade moderada de água aumenta o atrito entre as partículas de areia. É por isso que você consegue construir castelos de areia.

    Mas a areia da praia poderia se tornar areia movediça se uma quantidade suficiente de água fosse colocada sobre ela. Se uma quantidade excessiva de água passar pela areia, vai forçar as partículas de areia a se separarem, o que faz com que o solo fique solto e afunde qualquer tipo de massa que estiver sobre essa parte da areia. Na próxima seção, vamos ver o que fazer no caso de você ficar preso na areia movediça.

    Seguir

    Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

    Junte-se a 175 outros seguidores