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Posts de Setembro 16th, 2008

Sistema respiratório

Publicado por portaldoestudante em Setembro 16, 2008

 

Sistema Respiratório

Sistema Respiratório

O sistema respiratório é responsável pelas trocas gasosas. Em animais de pequeno porte, como as células estão próximas uma da outra, as trocas gasosas acontecem por simples difusão. Em animais de grande porte isso não é possível, na medida em que o número de células é bem maior, ficando uma longe da outra, sendo necessário a presença de órgãos capazes de realizar tal função.

  No homem, o sistema respiratório se inicia nas fossas nasais ou boca, por onde o ar entra no corpo. É mais saudável a respiração nasal, pois em nossas fossas há mucos que filtram e aquecem o ar. A partir de então, o ar passa pela faringe, vai para a laringe e chega a traquéia onde há uma bifurcação. Cada brônquio se estende a ramificações: os bronquíolos, que se ramificam mais ainda chegando aos bronquíolos terminais. Esses, por sua vez, possuem uma pequena bolsa, denominada alvéolo pulmonar, que se interliga a vários capilares sanguíneos. É lá que ocorrerão as trocas gasosas.

  O pulmão recebe sangue, rico em gás carbônico, da artéria pulmonar que se ramifica até chegar nos alvéolos. Chegando lá, o gás carbônico presente no sangue se difunde para o alvéolo, deixando moléculas de hemoglobina livres nas hemácias. O ar alveolar é rico em oxigênio e esse se difunde para o sangue, se ligando a moléculas de hemoglobina sendo conduzido pelas veias pulmonares até o coração e, em seguida, para todo o corpo. O ar alveolar passa a ter gás carbônico, que é liberado na expiração.

  A expiração possui grande quantidade de gás carbônico, assim como também apresenta oxigênio. O que explica a eficiência da respiração boca a boca (leva oxigênio aos pulmões).

Hematose – Conceito relacionado a troca gasosa que ocorre nos pulmões.

Durante a inspiração a musculatura respiratória (diafragma e músculos intercostais) se contraem. O diafragma se achata e desce. Os intercostais direcionam as costelas para cima e para frente. O volume da caixa torácica aumenta, diminuindo a pressão interna, que fica menor que a atmosférica. Como consequência, o ar é sugado para os pulmões. Na expiração o diafragma sobe e os intercostais voltam as costelas para a posição original. A caixa torácica tem seu volume diminuído e a pressão aumentada, consequentemente, o ar sai.

  A parte do cérebro responsável pela manutenção da respiração e dos batimentos cardíacos, através de impulsos nervosos, se encontra no sistema nervoso central e se chama Bulbo.

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Sistema Digestório

Publicado por portaldoestudante em Setembro 16, 2008

Sistema Digestório

Sistema Digestório

A digestão é o processo de transformação de macromoléculas (moléculas grandes) em micromoléculas (pequenas) através de hidólise (quebra) enzimática, tornando possível a absorção de nutrientes pela célula. O tubo digestivo é composto por boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. O intestino delgado se divide em duodeno, jejuno e íleo. O intestino grosso em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente e reto. Alguns órgãos são anexos ao sistema digestório. São eles: glândulas salivares, pâncreas, fígado e vesícula biliar. A digestão envolve fenômenos físicos e químicos. Os físicos são: mastigação, deglutição, peristaltismo e ação da bile. Os químicos são aqueles que envolvem ação enzimática. São os processos que ocorrem na boca, no estômago e no intestino delgado.

  A mastigação promove o amolecimento do alimento, enquanto a saliva, produzida pelas glândulas salivares, contém amilase, a enzima responsável pela quebra do amido, transformando-o em maltose. Além disso, a associação entre mastigação e saliva gera a lubrificação e a fragmentação do alimento, facilitando a ação das enzimas. A amilase atua somente em meio onde o PH é neutro sendo, portanto, ineficaz em meios ácidos como o estômago.

  O alimento passa a se chamar bolo alimentar e vai para a faringe, passando imediatamente para o esôfago, onde ocorre a deglutição, um conjunto de movimentos que fazem a traquéia subir e a epiglote tampar a laringe, para que o bolo alimentar não vá para o sistema respiratório. Em seguida, ocorre o peristaltismo, ocasionado pelo contração dos músculos lisos da faringe, levando o alimento para o estômago.

 No estômago inicia-se a ação do suco gástrico, produzido por glândulas do órgão. São liberadas várias enzimas, dentre elas a pepsina, responsável pela quebra de proteína em peptídeos. A amilase é inibida. Ocorre o processo de quimificação, no qual a mistura do suco gástrico com o bolo alimentar forma o quimo, uma pasta ácida. O estômago possui um muco que protege a parede estomacal da ação corrosiva do suco gástrico. O rompimento dessa camada protetora pode gerar gastrite e úlcera.

Os recém-nascidos possuem uma enzima, renina, cuja função é a de coagular o leite e, consequentemente, mantê-lo por mais tempo no estômago, favorecendo a atuação da pepsina. Adultos liberam quantidade insignificante de renina.

Após passar pelo estômago o quimo vai para o duodeno, onde sua passagem para o intestino delgado é regulada por um esfíncter, denominado piloro. Esse esfíncter separa o estômago do intestino. O sistema linfático, responsável, principalmente, pela manutenção dos linfócitos, nossas células de defesa, também atua no duodeno, absorvendo lipídio. Ao entrar no intestino delgado, três secreções atuam sobre o quimo. São elas: suco pancreático, suco entérico e a bile.

O suco pancreático é produzido pelo pâncreas, órgão anexo ao sistema digestório. Atua na transformação de amido em maltose, a partir da amilase, o que evidencia que o intestino delgado apresenta um meio neutro. Produz pepsina e modifica o DNA e RNA do alimento. O suco entérico, produzido pela parede do intestino delgado libera maltase, lactase, sacarase e peptidase, enzimas que quebram maltose, lactose, sacarose e peptídio, respectivamente. A bile, produzida no fígado é enviada a vesícular biliar (órgão anexo), onde fica armazenada para posterior utilização. Não é uma enzima (por isso sua ação é considerada um processo físico) e tem a função de emulsificar gorduras, ou seja, diminuir a tensão superficial do lipídio (gordura) de forma a fragmentá-lo, facilitando, assim, a ação das lipases. Ainda no intestino delgado, ocorre a quilificação, decorrente da mistura do quimo com os sucos pancreático e entérico e a bile. O alimento passa a se chamar quilo.

  Nessa fase o alimento (quilo) já se encontra em pequenas moléculas e ocorre a absorção dos nutrientes pelos capilares sanguíneos presente no intestino delgado, conduzindo-os para o restante do corpo. O resto alimentar, ou seja, aquilo que não foi absorvido se encaminha para o cólon ascendente (intestino grosso), cólon transverso e cólon descendente, onde chega ao reto e, em seguida, ao ânus.

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Segundo Reinado

Publicado por portaldoestudante em Setembro 16, 2008

  Com o fim do Período Regencial, o partido liberal brasileiro entra no poder na figura de D. Pedro II, através do golpe da maioridade. De uma forma geral, os interesses dos liberais e conservadores foram atendidos, gerando um período de estabilidade política e fortalecimento da estrutura oligárquica, garantindo a manutenção do Parlamentarismo brasileiro. O Parlamento, instituído na Inglaterra, tinha como função viabilizar ou não as propostas do rei. Porém, no Brasil, o monarca governava sem tanta influência do parlamento, caracterizando o chamado “Parlamentarismo às avessas”.

  Ao decorrer do Segundo Reinado os Tratados de comércio do Brasil com a Inglaterra foram extintos e a tarifa Alves Branco foi criada. Essa, por sua vez, foi uma medida alfandegária adotada que garantia ao governo brasileiro uma grande renda, além de tornar os produtos estrangeiros importados (principalmente ingleses) mais caros. O Brasil viu-se obrigado a produzir. Ao mesmo tempo acontecia na Europa a Revolução industrial, possibilitando o surgimento de novas potências mundiais, ameaçando a hegemonia inglesa. Associando o surto industrial brasileiro com a grande exportação de café, a revolução industrial e o tráfico negreiro, que dificultava a concorrência do açúcar inglês com o brasileiro, uma vez que nós usavamos mão-de-obra escrava, enquanto a Inglaterra já adotava a mão-de-obra assalariada (aumento do custo da produção); tem-se a grande tensão vivida, no período, entre Brasil e Inglaterra. Para agravar o quadro, um navio ingês naufragou na costa brasileira, gerando conflito entre o embaixador inglês e D.Pedro II. O rei da Bélgica foi acionado para resolver o impasse. Deu parecer favorável ao Brasil. O embaixador não pediu desculpas e continuou exigindo o pagamento do prejuízo. Como resultado, D.Pedro rompeu relações com a Inglaterra. Essa foi a Questão Christie. Finalmente o Brasil alcançara certa independência econômica. Mas não por muito tempo, pois voltaríamos a pedir empréstimos aos ingleses. Como resposta ao rompimento, a Inglaterra instituiu a Bill Aberdeen, uma lei que proibia o tráfico negreiro, mediante intervenção da marinha inglesa.

  O Brasil passou a voltar suas atenções para o rio do Prata, na divisa entre Uruguai e Argentina. O rio era de grande importância para o escoamento da produção paraguaia e dá acesso ao Mato Grosso. O Brasil visava tomar o controle do comércio da região.

No Uruguai existiam dois partidos políticos: O Blanco e o Colorado. O 1° era composto pelos grandes proprietários, enquanto o 2° era formado por pequenos comerciantes e tinha o apoio brasileiro. Nas eleições, o partido Blanco saiu vitorioso, tornando a região ameaçadora para o Brasil. D.Pedro II enviou tropas ao local e tomou o poder em Montevidéu e Buenos Aires. Paraguai, aliado comercial do Uruguai, rompeu relações com o Brasil.

  Paraguai vivenciava um período de grande crescimento sócio-econômico através de Solano López, que começou a adotar uma política militar-expansionista, preocupando os seus vizinhos. O mercado interno havia iniciado a construção de um parque industrial considerável, diminuindo o mercado consumidor inglês na região. Solano López invadiu Argentina e parte do Brasil, iniciando a Guerra do Paraguai. Juntaram-se Brasil, Argentina e Uruguai, formando a Tríplice Aliança. A guerra foi financiada pela Inglaterra. No final, Paraguai encontrava-se arrasado, com grande parte da população morta. Sobraram, em sua maioria, mulheres, idosos e inválidos. As conseqências desse conflito se refletem até hoje no Paraguai (grande tráfico de drogas e inundação de produtos importados). A única nação beneficiada foi a Inglaterra, na medida em que cedia empréstimos. O Brasil se endividou fortemente, porém, houve um ponto positivo nessa guerra: a criação de um exército nacional, pois até então havia somente a Guarda Nacional, criada no Primeiro Reinado.

  Submetido a grandes pressões externas, D.Pedro II foi obrigado a extinguir o tráfico de escravos com a criação de Lei Eusébio de Queirós. Vale ressaltar que a escravidão continuava, podendo ocorrer o tráfico interregional (entre as regiões brasileiros). Isso acabou gerando conflito entre os grandes proprietários e D. Pedro II. Foi o início do desgaste que levaria a proclamação da república.

  O Brasil se apoiava em três bases: o exército, a Igreja, e os grandes proprietários.  O desgaste político nessas três áreas levaram a renúncia do trono por D.Pedro II.

  No âmbito militar estava a grande oportunidade dos cidadãos de baixa renda se ascenderem socialmente. O exército se baseava na “meritoracia”, onde o oficial subia de cargo a partir de suas próprias conquistas. Porém, o pouco interesse do governo e os escassos investimentos acabaram dificultando esse sistema de promoção, gerando desgaste entre os militares e D. Pedro II. 

  O Brasil adotava o sistema de Padroado, onde a Igreja se submetia ao estado em troca da sua manutenção. Os componentes do clero eram, então, funcionários públicos. O papa proibiu a presença de maçons na Igreja. D.Pedro II era uma maçon e o clero brasileiro era cheio de membros da maçonaria. Todos os padres rejeitaram a bula do papa, exceto dois deles que expulsaram de suas dioceses os maçons. Ambos foram punidos pelo Estado, gerando revolta e desgaste por parte dos religiosos e D.Pedro.

  A partir desse quadro de descontentamento com o governo de D.Pedro II, surgiu o Partido Político Republicano, formado por oficiais e dissidentes do partido liberal (que estava no poder). O Partido Republicano ganhou o apoio dos cafeicultores: a república daria mais autonomia às províncias, possibilitando a esses cafeicultores a tomada do poder em sua região. Um pouco mais tarde, com Deodoro da Fonseca à frente, proclamaram a república.

 

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