
Proclamação da Independência
O Brasil, assim como os demais países latino-americanos, tiveram sua pós-independência marcada por uma certa dependência econômica em relação às potências da época. No caso do Brasil, a ajuda da Inglaterra durante o processo de emancipação, facilitando empréstimos e protegendo a família real durante a sua vinda à ex-colônia (o que facilitou notavelmente o fim do pacto colonial) nos tornou grandes dependentes britânicos. Além de obrigar a reafirmação dos Tratados de 1810, onde a Inglaterra tinha privilégios fiscais na exportação de manufaturados para o Brasil, aumentando nossa dívida externa.
Diferentemente da atual potência mundial (EUA), com sua independência tanto política quanto econômica, os países latino-americanos viam-se afundados em crise financeira, necessitando de mudanças radicais.
Primeiro Reinado

D. Pedro I
No Brasil, tentou-se amenizar a situação com a instituição do Primeiro Reinado, com D. Pedro I no poder. Na política surgia o liberalismo moderado, defendendo a criação de uma monarquia constitucional, com o poder executivo submetido ao legislativo (composto pela aristocracia), ou seja, o principal interesse era manter os privilégios aristocráticos. O voto era censitário (o eleitor era escolhido mediante produção de alqueires de mandioca – nomeando o período como Constituição da Mandioca). Obviamente D. Pedro I não aceitou sua submissão ao legislativo e a constituição não foi outorgada. Mais tarde, o imperador instituiu a Constituição de 1824, baseada na divisão dos poderes em executivo, legislativo, judiciário e moderador. Esse último era atribuído ao imperador, com a função de controlar os demais poderes. Nessa época o Brasil se afundava em crise econômica, sobretudo devido à diminuição das exportações de produtos primários ocasionado pelas guerras napoleônicas na Europa. Diante da insatisfação popular, D. Pedro I afastou-se do poder. Tendo como próximo Imperador o futuro D.Pedro II, que na época tinha apenas cinco anos de idade, o Brasil passou a ser governado por uma Regência.
O Período Regencial

D. Pedro II
Período em que foi criado a Guarda Nacional, com o intuito de controlar os levantes que estavam prestes a eclodir. A população, principalmente a elite, possou a ser mais ativa politicamente, resultando na criação de três “partidos”: Os restauradores, composto por portugueses que queriam a volta de D. Pedro I; os liberais exaltados, defendiam uma maior autonomia das províncias (estados) e os liberais moderados, a favor da ordem vigente. As três tendências partidárias tinham pontos em comum. Dentre eles a origem (elite) e o objetivo (manter privilégios aristocráticos). Buscando conciliar as divergências entre os grupos políticos, criou-se o Ato Adicional, que reunia os interesses dos “partidos”. Nesse Ato surgia as Assembléias Legislativas Provinciais, com elevado poder, dando certa autonomia às províncias e o Município Neutro do Rio de Janeiro, a sede administrativa do país
Buscando maior poder, os liberais fundaram o Clube da Maioridade, que resultou no golpe da maioridade, ou seja, houve a antecipação da maioridade de D. Pedro II (tinha apenas 15 anos) que passou a ser o Imperador do Brasil.
Em meio à crises financeiras, revoltas e críticas, o Período Regencial termina, dando início ao Segundo Reinado
Revoltas ao longo do Primeiro Reinado e do Período Regencial

Revoltas marcaram a pós-independência
Cabanagem – No Pará, a disputa pela nomeação do presidente da província gerou divergências, que resultou na revolta e consequente tomada do poder pelos revoltados. Tropas militares foram enviadas ao local e a cabanagem entrou em declíneo.
Sabinada – Na Bahia, surgiu a Sabinada, protestando a crise econômica e tomando o poder. A Republica Bahiense foi violentamente oprimida pelas tropas da Regência.
Balaiada – Surgida no Maranhão, contestava os privilégios e os latifundiários. Composto pelo povo e pela elite, o movimento foi traído e facilmente derrotado pelas tropas.
Farroupilha – Rio Grande do Sul. Reclamavam maior autonomia das províncias. Chegaram a proclamar a independência, mas foram contidos pelas tropas militares.
A construção da ordem política brasileira teve por eixo a exclusão popular, garantia da estrutura escravista e etilista.
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