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Posts de Junho 22nd, 2008

O homem invisível

Publicado por portaldoestudante em Junho 22, 2008

Cientistas fazem objetos desaparecer. E querem mais

O que você faria se pudesse ficar invisível? Vá pensando, porque isso pode acontecer logo. Cientistas da Universidade Duke, nos EUA, fizeram um objeto sumir da tela de um radar no laboratório. E mais: indicaram que, com a mesma técnica e um pouco mais de tecnologia, poderiam torná-lo invisível para os nossos olhos também. O segredo é cobrir o objeto com um manto especial, revestido de milhares de pecinhas de cobre, tipo um chip de computador. Esse manto tem o poder de desviar as ondas de radar que passam por ele. Sabe quando tem uma pedra no meio do rio? Então: a água contorna o obstáculo e segue o caminho dela. O manto, no caso, faz com que ondas eletromagnéticas (como as de radar e as de luz) se comportem igual à água. Quer dizer: se você vestisse a coisa, essas ondas passariam por você como se tivessem atravessado um espaço vazio (veja no quadro). E pluft: você fica 100% invisível. Por enquanto, a técnica só funciona com ondas de radar por um motivo simples: as pecinhas de cobre do manto têm de ser menores que as ondas para tudo funcionar. Como as de radar têm 3 centímetros de comprimento, é só fazer peças nessa escala. Já as ondas de luz visível são menores que 1 milésimo de milímetro. Desse jeito, as peças teriam de ser nanométricas (quase tão pequenas quanto átomos). E esses componentes não existem. Mas o físico David Smith, líder do time, está confiante. “Com os avanços tremendos da nanotecnologia, isso deixará de ser problema”.

 

1. Tá na cara

A gente reflete e absorve ondas de luz. Então acontece o óbvio: ninguém consegue ver o que está atrás de nós.

 

2. Cadê?

Com uma roupa feita do material que os cientistas estão desenvolvendo, as ondas de luz desviariam do seu corpo, como se ele não existisse. Na prática, você fica invisível.

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Por que não existe um freezer rápido como um microondas?

Publicado por portaldoestudante em Junho 22, 2008

O sonho de ter na cozinha uma máquina que gele a cerveja na velocidade em que o forno de microondas aquece os alimentos deve continuar distante. Produzir calor é fácil, basta colocar as coisas em movimento. Conseguir baixas temperaturas é mais complicado e demanda mais tempo. No microondas, o calor é gerado a partir da ação de um campo eletromagnético que agita as moléculas de água da comida. É sua vibração que aquece as coisas lá dentro. Já a geladeira funciona graças a um pequeno truque termodinâmico: um gás circula constantemente por uma serpentina e, ao passar por um ciclo de compressão e descompressão, “rouba” calor da câmara de refrigeração. “Em essência, uma geladeira atual não é diferente de uma de 100 anos atrás”, diz o professor João Pimenta, coordenador do Laboratório de Ar Condicionado e Refrigeração da UnB.

Hoje, os refrigeradores mais potentes conseguem transformar água em cubos de gelo em cerca de 15 minutos – e a coisa não deve passar muito disso. Tanto acadêmicos quanto profissionais da indústria são pessimistas quando o assunto é chegar a temperaturas negativas em questão de segundos. “Por mais pesquisas que se façam, não vejo futuro promissor na área”, afirma o físico Marcelo Knobel, da Unicamp. “Um entrave sério para o desenvolvimento de novos produtos é a legislação ambiental, que proíbe o uso de certos gases usados no processo”, explica Claudio Melo, especialista em refrigeração da UFSC. Os estudiosos sugerem que a refrigeração a partir de ímãs ou de som (ou melhor, da potência acústica de uma onda sonora), ainda em desenvolvimento, possa trazer novidades. A chance de esses estudos levarem a uma geladeira instantânea, infelizmente, é remota.

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