O Portal do Estudante

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Posts de Junho, 2008

Em 10 dias, PRF prendeu 296 motoristas por embriaguez

Publicado por portaldoestudante em Junho 30, 2008

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu 296 motoristas e multou 369 nos primeiros dez dias de vigor da Lei 11.705, que busca impedir que motoristas dirijam após consumir bebidas alcoólicas. Durante a Operação Grau Zero, efetuada nos 61 mil quilômetros de rodovias federais do País entre 21 horas de sexta-feira e 6 horas de ontem, 189 motoristas foram presos e 255 foram autuados por descumprimento da nova lei seca.

 

Na operação deste fim de semana, as rodovias mineiras apresentaram a maior quantidade de prisões: 34. Os Estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul aparecem em seguida, com 29 e 17 condutores detidos, respectivamente. Em Pernambuco, houve 14 prisões, e no Paraná, 13. Os Estados com mais autuados foram Minas Gerais (44), Rio Grande do Sul (37), Santa Catarina (23), Bahia (21) e Paraná e Mato Grosso do Sul, ambos com 20. A ação contou com 700 agentes da PRF.

 

Para a PRF, os dados apurados revelam o descaso de muitos motoristas com a segurança. “Apesar do endurecimento da legislação, o que se percebe é que grande parte dos motoristas ainda não se conscientizou que álcool e direção definitivamente não combinam”, afirmou o diretor-geral da corporação, Inspetor Hélio Cardoso Derenne, em nota. Atualmente, a PRF dispõe de 500 aparelhos para medir o nível de álcool consumido pelos motoristas. A intenção é dotar todas as duas mil viaturas com o equipamento nos dois próximos anos.

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Com lágrimas nos olhos, Bill Gates se despede da Microsoft

Publicado por portaldoestudante em Junho 28, 2008

Bill Gates despediu-se na sexta-feira da Microsoft, a fabricante de softwares que ele transformou na empresa de tecnologia mais rica do mundo valendo-se da ambiciosa meta de colocar sobre todas as mesas e em todas os lares um computador pessoal.

Gates deixa a Microsoft, que fundou junto com seu amigo de infância Paul Allen em 1975, para dedicar-se a sua entidade filantrópica, a Fundação Bill & Melinda Gates, a maior organização do tipo no mundo, custeada em parte pela imensa fortuna dele.

 

Em um evento com funcionários da Microsoft realizado no cinematográfico quartel-general da empresa, em Redmond (Washington), Gates subiu ao palco ao lado do diretor-executivo da empresa, Steve Ballmer, a fim de pronunciar um breve discurso e responder perguntas dos presentes.

 

“Não haverá um único dia na minha vida em que não estarei pensando sobre a Microsoft, sobre as grandes coisas que estamos fazendo e que desejamos fazer”, afirmou Gates, que enxugou algumas lágrimas quando um grupo de funcionários levantou-se para aplaudi-lo de pé.

 

Ballmer, um colega de sala de aula na Universidade Harvard que se juntou à Microsoft a convite de Gates, ficou emocionado ao descrever o impacto de Gates sobre a empresa e sobre a sociedade de um modo em geral.

 

“Não há uma forma de agradecer ao Bill. O Bill é o fundador. O Bill é o líder”, afirmou Ballmer. “Este é o bebê do Bill.”

 

Gates deixa para trás a vida dedicada ao desenvolvimento de softwares para voltar suas energias ao descobrimento de novas vacinas ou a projetos de microfinanças no mundo em desenvolvimento. Ele continuará a ser presidente da Microsoft e a trabalhar em projetos especiais de tecnologia.

 

Ballmer falou sobre como pensou em abandonar o emprego um mês depois de ter ingressado na Microsoft. Gates implorou-lhe veementemente que ficasse e apresentou-lhe o que imaginava ser o futuro da empresa. 

“Foi isto o que o Bill me disse: ‘Você não está entendendo. Você não está entendendo. Vamos colocar um computador sobre todas as mesas e em todos os lares”, afirmou Ballmer.

 

Atualmente, há mais de 1 bilhão de PCs no mundo todo, segundo a empresa de pesquisa de mercado IDC.

 

Tido no passado como o homem mais rico do mundo, a fortuna pessoal de Gates é avaliada em cerca de 58 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes. O presidente da Microsoft caiu para o terceiro lugar, ficando atrás do investidor Warren Buffet, amigo dele, e do magnata mexicano dos meios de comunicação Carlos Slim.

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Raiz de uma equação do 2º Grau

Publicado por portaldoestudante em Junho 27, 2008

Quando resolvemos uma equação, independente do seu grau, seu resultado é chamado de raiz da equação, por exemplo, se tivermos que resolver a equação 2x2 – 1 = 0 o resultado encontrado será o valor ou valores de x que também é conhecido como raiz da equação.

Especificamente no caso da equação do segundo grau, o resultado poderá ser duas raízes reais iguais, duas raízes reais diferentes ou nenhuma raiz real.
Veja alguns exemplos de equações que irá obter uma, duas e nenhuma raiz real.

Antes de iniciarmos a resolução das equações vamos relembrar a fórmula utilizada na resolução de equações do 2º grau, a fórmula de Báskara.

X = - b ± √ ∆ sendo que ∆ = b2 – 4 . a . c
           2 . a

Exemplo1
t2 – 6t = 0

Antes de resolver devemos retirar os coeficientes da equação:
a = 1
b = – 6
c = 0

Agora vamos calcular o valor de ∆.
∆ = b2 – 4 . a . c (basta substituir os valores dos coeficientes)
∆ = (-6)2 – 4 . 1 . 0
∆ = 36 – 0
∆ = 36 (com o valor de ∆, basta substituir os valores dos coeficientes na fórmula)

X = - b ± √ ∆
           2 . a

X = - ( -6) ± √36
                 2 . 1

X = + 6 ± 6
             2

X’ = 6 + 6 = 12 = 6
          2          2

X’’ = 6 – 6 = 0 = 0
             2       2

Portanto, as raízes encontradas foram 6 e 0 (duas raízes reais diferentes).

Exemplo 2

4x2 – 28x + 49 = 0
Antes de resolver devemos retirar os coeficientes da equação:
a = 4
b = – 28
c = 49

Agora, vamos calcular o valor de ∆.
∆ = b2 – 4 . a . c (basta substituir os valores dos coeficientes)
∆ = (-28)2 – 4 . 4 . 49
∆ = 784 – 784
∆ = 0 (com o valor de ∆, basta substituir os valores dos coeficientes na fórmula)

X = - b ± √ ∆
          2 . a

X = - (-28) ± √0
              2 . 4

X = 28 ± 0
           8

X’ = 28 + 0 = 28 = 3,5
            8          8

X’’ = 28 – 0 = 28 = 3,5
             8          8

Portanto, as raízes encontradas foram 3,5 e 3,5 (duas raízes reais iguais).

Exemplo 3:
(y – 3)2 = – 1

Antes de indicar os coeficientes devemos organizar a equação:

y2 – 2 . y . (-3) + (-3)2 = – 1
y2 + 6y + 9 + 1 = 0

y2 + 6y + 10 = 0
Antes de resolver devemos retirar os coeficientes da equação:
a = 1
b = 6
c = 10

Agora, vamos calcular o valor de ∆.
∆ = b2 – 4 . a . c (basta substituir os valores dos coeficientes)
∆ = 62 – 4 . 1 . 10
∆ = 36 – 40
∆ = – 4 (com o valor de ∆, basta substituir os valores dos coeficientes na fórmula)

X = - b ± √ ∆
           2 . a

X = - 6 ± √-4 (não existe raiz real de índice par e radicando negativo)
             2

Portanto, essa equação não tem raiz real.

• Relação do valor de ∆ com as raízes da equação

O valor de ∆ indica quantas raízes reais terá a equação. Quando ∆ for:

∆ > 0 a equação terá duas raízes reais diferentes.

∆ < 0 a equação terá nenhuma raiz real.

∆ = 0 a equação terá duas raízes reais iguais.

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Adição e Subtração de Matrizes

Publicado por portaldoestudante em Junho 27, 2008

A operação com qualquer matriz sempre resultará em outra matriz, independentemente da operação utilizada.

Antes de falarmos da adição e da subtração de matrizes, iremos relembrar do que uma matriz é formada: toda matriz tem seus elementos que são dispostos em linhas e colunas.

A quantidade de linhas e colunas deve ser maior ou igual a 1. Cada elemento vem representado com a linha e a coluna que pertence. Exemplo: Dada uma matriz B de ordem 2 x 3 o elemento que se encontra na 1º linha e 2° coluna será representado por b12.

►Adição

As matrizes envolvidas na adição devem ser da mesma ordem. E o resultado dessa soma será também outra matriz com a mesma ordem.

Assim podemos concluir que:

Se somarmos a matriz A com a matriz B de mesma ordem, A + B = C, teremos como resultado outra matriz C de mesma ordem e para formar os elementos de C somaremos os elementos correspondentes de A e B, assim: a11 + b11 = c11.

Exemplos:
Dada a matriz A= 3 x 3 e matriz B= 3 x 3, se somarmos a A + B, teremos:

+ = 3 x 3

Observe os elementos em destaques:

a13 = – 1 e b13 = – 5 ao somarmos esses elementos chegaremos a um terceiro que é o
c13 = -6. Pois -1 + (-5) = -1 – 5 = – 6

O mesmo ocorre com os outros elementos, para chegarmos ao elemento c32, tivemos que somar a32 + b32.  Pois, 3 + (-5) = 3 – 5 = – 2

Assim: A + B = C, onde C tem a mesma ordem de A e B.

►Subtração

As duas matrizes envolvidas na subtração devem ser da mesma ordem. E a diferença delas deverá dar como resposta outra matriz, mas de mesma ordem.

Assim temos:
Se subtrairmos a matriz A da matriz B de mesma ordem, A – B = C, obteremos outra matriz C de mesma ordem. E para formarmos os elementos de C, subtrairemos os elementos de A com os elementos correspondentes de B, assim: a21 – b21 = c21.

Exemplos:

Dada a matriz A = 3 x 3 e B = 3 x 3, se subtrairmos A – B, teremos:

- = 3 x 3

Observe os elementos destacados:

Quando subtraímos a13 – b13 = c13, -1 – (-5) = -1 + 5 = 4

Quando subtraímos a31 – b31 = c31, - 4 – (-1) = -4 + 1 = -3

Assim A – B = C, onde C é uma matriz de mesma ordem de A e B.

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Os Jogos olímpicos na antiguidade

Publicado por portaldoestudante em Junho 26, 2008

 
 
 

Os Jogos Olímpicos na Antigüidade

A história das competições esportivas vem de vários séculos. Os principais exemplos são encontrados na Grécia Antiga. Nas cidades principais, tais como Corinto, Delfos ou Argólida, eram organizados eventos atléticos em homenagem aos deuses. No entanto, os mais importantes eram os celebrados em homenagem a Zeus na cidade sagrada de Olímpia (um pequeno povoado na península de Peloponeso, a cerca de 300km de Atenas) a cada quatro anos durante o verão.

Assim, os Jogos Olímpicos nasceram no ano 776 a.C, e durante quase três mil anos registraram competições nas quais participavam atletas de todas as partes da Grécia e onde sempre reinava a paz. Por mais que existisse relativa guerra no momento das disputas, uma trégua era imposta entre os atletas para não interferir na continuidade da Olimpíada.

Em seus primeiros anos, o evento tinha apenas uma competição: uma corrida de aproximadamente 190m. Mas com o passar do tempo, os gregos decidiram acrescentar mais modalidades, como as corridas de maior distância, a luta e o pentatlon (nesta última eram combinados o salto em distância, o lançamento de dardo e arremesso de disco, assim como corridas de velocidade e luta).

Pessoas de todas as partes do território grego assistiam às competições, e se instalavam em barracas de campo nas redondezas de Olímpia e da cidade vizinha de Élide. Entre os espectadores, sempre se podia encontrar políticos e autoridades de alto escalão (que aproveitavam a ocasião para produzir alianças entre as cidades), comerciantes que vendiam de tudo, ou mesmo artistas e poetas que atuavam em espaços públicos.

Nos Jogos antigos participavam somente homens livres que falavam grego, e às mulheres era proibido intervir. Essa restrição chegava a tal ponto, que aquelas que se atrevessem a burlar a regulamentação poderiam ser castigadas inclusive com a morte. No entanto, havia competições de corrida para mulheres: as mais famosas eram as realizadas no Estádio Olímpico em homenagem à deusa Hera. Logo, aquelas que participavam o faziam competindo de forma individual, e não em representação a um país, ao contrário do que ocorre atualmente.

Curiosamente, medalhas não eram entregues; somente era colocada na cabeça do vencedor uma guirlanda feita com ramos de oliveira. Em todo o caso, aos vencedores era concedida a honra de colocar uma estátua com sua imagem na mítica Olímpia. Conseqüentemente, a fama perseguia os campeões olímpicos. Nas cidades em que haviam nascido, bustos eram erguidos e escrevia-se poemas em homenagem. No retorno após a disputa, os atletas vitoriosos tinham uma recepção de heróis, com desfile pelas ruas. Também eram recompensados com dinheiro, presentes, ou isenção de impostos, entre muitos outros benefícios.

Enquanto isso, os participantes que promoviam fraudes eram castigados com a cobrança de uma multa que servia para financiar estátuas de bronze em homenagem a Zeus, colocadas no caminho do Estádio Olímpico, e nas quais se escrevia o nome do enganador e sua ofensa.

Dentro das principais características dessas Olimpíadas, verifica-se que, antes do início das competições, os atletas tinham a obrigação de sacrificar um porco em homenagem aos deuses. Da mesma forma, a grande maioria dos participantes disputava provas sem roupa, como forma de mostrar, com orgulho, sua condição física.

Um dos espetáculos mais célebres dos Jogos foram as corridas de biga, isto é, de carroças puxadas por cavalos. Há notícias de competições nas quais participavam até 40 veículos. Tinham de ser os mais rápidos em doze voltas, na pista que media, aproximadamente, 1250m, sem importar as enormes quantidades de poeira que levantassem, ou as quedas e ferimentos que sofressem. Havia, inclusive, pessoas que perdiam a vida nestas competições de alto risco.

Mas o mais violento dos espetáculos esportivos nas Olimpíadas da Antigüidade era, sem dúvida, o pancrácio. Esta era uma luta entre dois atletas que beirava a morte; combinava o boxe e a luta livre. Neste evento, tudo era permitido, exceto romper dedos, arrancar olhos e morder.

Mas os Jogos Olímpicos não eram somente um evento atlético. Também favoreciam o desenvolvimento cultural ao amparar a criação humana em diversos campos do conhecimento, como na arquitetura, matemática e poesia. Por exemplo, destaca-se o Templo de Zeus em Olímpia, desenhado por Libon. Nesta edificação foi usado um sistema de proporções geométricas baseado nos planejamentos de Euclides.

Na escultura, os Jogos inspiraram o famoso “Discóbolo”, de Mirón. No que diz respeito à poesia, conhece-se uma variedade de odes (como as “Olímpicas”, por exemplo), escritas por poetas famosos, como Píndaro e Simônides, para imortalizar os triunfos dos atletas nas competições.

A última Olimpíada da Antigüidade, com uma vasta lista de campeões, nomes e proezas, foi a do ano 394 d.C. Proibidos pelo imperador romano Teodósio I, por considerá-los um espetáculo pagão, os Jogos desapareceriam por muitos anos.

No entanto, 1.503 anos depois, graças ao esforço de um idealista francês e de um grupo de sonhadores, os Jogos voltariam a se realizar.

O Barão de Coubertin

Nasceu em 1863, em Paris. Sua família, pertencente à aristocracia da Normandia, alimentou o amor pela educação e pelo esporte. Quando jovem, descartou a carreira militar que seus pais tinham planejado para ele, assim como um posto importante dentro da política de seu país.

Foi um atleta muito ativo, pois praticava modalidades como boxe, esgrima, hipismo, entre outras. Defendeu sempre a idéia que sustenta o esporte como base para o desenvolvimento moral, espiritual e social do indivíduo; convicções que desde cedo lhe fizeram assegurar que reviveria os Jogos Olímpicos. 

Assim, em 1892, a pedido do governo francês, apresentou em Paris uma iniciativa para criar uma associação universal do esporte, que germinaria dois anos depois.

O Barão de Coubertin faleceu em 1937, quando seu sonho olímpico começava a se converter em uma realidade mundial.

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ENEM – Cartão de inscrição será enviado até 18 de agosto

Publicado por portaldoestudante em Junho 25, 2008

O MEC (Ministério da Educação) vai enviar aos estudantes inscritos no Enem 2008 (Exame Nacional do Ensino Médio), até o dia 18 de agosto, o cartão de confirmação que informará o local de prova.

Se não receber até essa data, o inscrito deverá procurar uma agência dos Correios ou acessar a página do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para consultar a o local onde fará o exame.

As provas serão aplicadas no dia 31 de agosto, em cerca de 1.400 municípios. A expectativa do Inep é a de que, pelo menos, 3 milhões de estudantes de escolas públicas e particulares participem dos testes.

Serão 63 questões objetivas de múltipla escolha sobre diversas áreas de conhecimento, além de uma redação. O estudante terá cinco horas para responder o exame.

Pontos no vestibular
Atualmente, 525 faculdades — entre elas, disputadas instituições públicas do país — incluíram no processo seletivo a opção de usar a nota do Enem na prova de conhecimentos gerais.

O Enem é também requisito para se inscrever no ProUni (Programa Universidade Para Todos), que concede bolsas de estudos em cursos de graduação de instituição particular. Para participar do ProUni, o candidato precisa ter obtido nota mínima de 45 pontos no Enem.

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Silêncio no carro, por favor

Publicado por portaldoestudante em Junho 25, 2008

Carro calado

Ocupantes do veículo são expostos a longos períodos de ruído e vibração

Uma pesquisa feita pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP em parceria com a Universidade Católica de Leuven (KUL) da Bélgica resultou em um sistema que reduz em até 30% os ruídos automotivos.

Pensando em propor ferramentas de projeto e desenvolvimento de sistemas de controle de ruído para automóveis, Leopoldo Pisanelli Rodrigues de Oliveira, pesquisador do Laboratório de Dinâmica (LabDin) da EESC, realizou experimentos com dispositivos de controle em um modelo de veículo não funcional. O modelo foi excitado com som de um motor em diversas condições de operação, e as avaliações indicaram que os dispositivos usados diminuíram em quase um terço os sons percebidos pelos ocupantes.

Efeitos colaterais

O sistema de controle utilizado pode ser adaptado pela indústria, ainda que requeira um esforço de diversas áreas para torná-lo uma aplicação comercial, principalmente no que se refere ao tamanho dos atuadores e amplificadores e ao seu consumo de energia. “Contudo, se os resultados até agora promissores se confirmarem em aplicações mais complexas, e com a constante demanda por redução de ruído, talvez este se torne no futuro um item comum em veículos”, prevê o engenheiro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica um considerável número de efeitos colaterais à saúde causados pela exposição ao ruído, que podem ser de ordem psíquica (tensão psico-fisiológica, irritabilidade, distúrbio do sono, perda da produtividade ou dificuldade no aprendizado em crianças) ou física (insônia, hipertensão arterial e deficiência auditiva).

O experimento

O ruído é transmitido do compartimento do motor para dentro do veículo não-funcional (mock-up) por meio do painel metálico na carroceria do automóvel (parede-corta-fogo). Então, um sistema de controle ativo é instalado na parede-corta-fogo para reduzir a transmissão de ruído para o interior.

A principal diferença entre controle ativo e passivo é que no controle ativo se subentende o uso de atuadores capazes de introduzir energia no sistema, como é o caso dos alto-falantes. Enquanto isso, no controle passivo se utilizam elementos como espumas, por exemplo.

“A necessidade do uso de controle ativo surge pela impossibilidade de se tratar a redução de ruído em baixas freqüências com absorvedores passivos e da flexibilidade conferida pelo uso de estratégias de controle ativo”, explica o cientista. “Mas há que se ressaltar que, quando se fala em qualidade sonora, nem sempre a redução do ruído é o objetivo final; às vezes é preciso combinar redução de ruído em algumas situações com o aumento em outras”, acrescenta.

Testes

Os testes descritos foram feitos na Bélgica, nos laboratórios de uma empresa que desenvolve software e equipamentos de simulação e medidas de ruído e vibração. Os resultados da pesquisa foram expostos na tese de doutorado do engenheiro, defendida em 2007 na EESC, Controle ativo de ruído em veículos e seu impacto na qualidade sonora.

“Realizei a pesquisa num programa bilateral com a KUL. Lá encontrei não somente receptividade, mas a necessidade de alguém que pudesse trabalhar nesta linha de pesquisa, no contexto de um projeto europeu do qual a universidade e fabricantes como Renault, Volkswagen e Airbus fazem parte”, conta Pisanelli.

Gastos em saúde

Ocupantes do veículo são expostos a longos períodos de ruído e vibração, ocasionando os problemas de saúde relatados. Além disso, em pesquisas de opinião com a população em geral, a poluição sonora é apontada como problema com a mesma freqüência que o aquecimento global.

A comunidade européia, por exemplo, vem aumentando o foco de suas legislações na redução de ruído, como relata o pesquisador: “Um relatório indica que 80 milhões de pessoas naqueles países vivem em regiões onde o nível de ruído é considerado inaceitável e 170 milhões onde o ruído pode causar sério desconforto. E as estimativas apontam para um gasto anual com problemas de saúde relacionados ao ruído nestes locais na margem dos € 12 bilhões/ano.”

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O QUE É “PAYPAL”?

Publicado por portaldoestudante em Junho 24, 2008

Paypal é um sistema para compras internacionais. É como se fosse um banco virtual. Qualquer pessoa com uma conta bancária ou cartão de crédito pode se cadastrar nele e mandar dinheiro da sua conta aqui do Brasil para sua conta no Paypal e então efetuar as compras em sites internacionais. O contrário também pode acontecer, ou seja, se você tem dinheiro na sua conta Paypal (alguém pode ter transferido para você por algum motivo ou você pode ter recebido pelo Bux como expliquei acima) você pode transferir para sua conta no Brasil ou gastar esse dinheiro diretamente em compras pela Internet.

COMO TER UMA CONTA NO PAYPAL?

Você precisa ter um cartão de crédito para efetuar o cadastro lá. Mas não se assuste, não será cobrado absolutamente nada! Paypal é o sistema mais seguro e conhecido no mundo inteiro sobre transações financeiras internacionais.
Entre no site www.paypal.com e clique no menu “SIGN UP“.
Confirme os dados e pronto, sua conta está pronta!

PS: quando alguém pedir a sua conta Paypal é só você passar o seu email que utilizou para o cadastro no mesmo, ele será o seu login no site (paypal) e é por isso que falei para por o “seu email” no lugar de “conta paypal” na hora do cadastro no bux.to

_______________ + Explicações _______________

Por que algum site daria dinheiro aos internautas? Eu me fiz essa pergunta antes de conhecer como funciona… Por isso vou tentar explicar aqui pra vcs:

Esses sites que pagam pra gente recebem MUITAS VISITAS diariamente porque oferecem pagamento. O dinheiro vem da onde? Simples, eles cobram X dólares de outros sites para publicarem os links lá!

Aí desses X dólares eles pegam 80% pra eles e os 20% restantes (quantia exemplo, não sei quanto é a % certinha) eles distribuem entre os usuários que clicarem no link. Por isso há limite de click em cada link e quem clicar primeiro vai ganhando a grana…

Assim garantem muitos acessos diários (porque pagam pra gente entrar lá) e garantem também os “80%” da grana que outros sites pagam pra eles publicarem lá os links…

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O homem invisível

Publicado por portaldoestudante em Junho 22, 2008

Cientistas fazem objetos desaparecer. E querem mais

O que você faria se pudesse ficar invisível? Vá pensando, porque isso pode acontecer logo. Cientistas da Universidade Duke, nos EUA, fizeram um objeto sumir da tela de um radar no laboratório. E mais: indicaram que, com a mesma técnica e um pouco mais de tecnologia, poderiam torná-lo invisível para os nossos olhos também. O segredo é cobrir o objeto com um manto especial, revestido de milhares de pecinhas de cobre, tipo um chip de computador. Esse manto tem o poder de desviar as ondas de radar que passam por ele. Sabe quando tem uma pedra no meio do rio? Então: a água contorna o obstáculo e segue o caminho dela. O manto, no caso, faz com que ondas eletromagnéticas (como as de radar e as de luz) se comportem igual à água. Quer dizer: se você vestisse a coisa, essas ondas passariam por você como se tivessem atravessado um espaço vazio (veja no quadro). E pluft: você fica 100% invisível. Por enquanto, a técnica só funciona com ondas de radar por um motivo simples: as pecinhas de cobre do manto têm de ser menores que as ondas para tudo funcionar. Como as de radar têm 3 centímetros de comprimento, é só fazer peças nessa escala. Já as ondas de luz visível são menores que 1 milésimo de milímetro. Desse jeito, as peças teriam de ser nanométricas (quase tão pequenas quanto átomos). E esses componentes não existem. Mas o físico David Smith, líder do time, está confiante. “Com os avanços tremendos da nanotecnologia, isso deixará de ser problema”.

 

1. Tá na cara

A gente reflete e absorve ondas de luz. Então acontece o óbvio: ninguém consegue ver o que está atrás de nós.

 

2. Cadê?

Com uma roupa feita do material que os cientistas estão desenvolvendo, as ondas de luz desviariam do seu corpo, como se ele não existisse. Na prática, você fica invisível.

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Por que não existe um freezer rápido como um microondas?

Publicado por portaldoestudante em Junho 22, 2008

O sonho de ter na cozinha uma máquina que gele a cerveja na velocidade em que o forno de microondas aquece os alimentos deve continuar distante. Produzir calor é fácil, basta colocar as coisas em movimento. Conseguir baixas temperaturas é mais complicado e demanda mais tempo. No microondas, o calor é gerado a partir da ação de um campo eletromagnético que agita as moléculas de água da comida. É sua vibração que aquece as coisas lá dentro. Já a geladeira funciona graças a um pequeno truque termodinâmico: um gás circula constantemente por uma serpentina e, ao passar por um ciclo de compressão e descompressão, “rouba” calor da câmara de refrigeração. “Em essência, uma geladeira atual não é diferente de uma de 100 anos atrás”, diz o professor João Pimenta, coordenador do Laboratório de Ar Condicionado e Refrigeração da UnB.

Hoje, os refrigeradores mais potentes conseguem transformar água em cubos de gelo em cerca de 15 minutos – e a coisa não deve passar muito disso. Tanto acadêmicos quanto profissionais da indústria são pessimistas quando o assunto é chegar a temperaturas negativas em questão de segundos. “Por mais pesquisas que se façam, não vejo futuro promissor na área”, afirma o físico Marcelo Knobel, da Unicamp. “Um entrave sério para o desenvolvimento de novos produtos é a legislação ambiental, que proíbe o uso de certos gases usados no processo”, explica Claudio Melo, especialista em refrigeração da UFSC. Os estudiosos sugerem que a refrigeração a partir de ímãs ou de som (ou melhor, da potência acústica de uma onda sonora), ainda em desenvolvimento, possa trazer novidades. A chance de esses estudos levarem a uma geladeira instantânea, infelizmente, é remota.

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Homem gay tem cérebro feminino, comprova estudo

Publicado por portaldoestudante em Junho 20, 2008

Da mesma maneira, cérebro de lésbica parece o de um homem heterossexual.
Estudo dá as provas mais sólidas de que a orientação sexual é característica biológica.

Marília Juste Do G1, em São Paulo

 

O cérebro de um homem gay é mais parecido com o de uma mulher do que com o de um homem heterossexual. É o que mostra um estudo feito na Suécia e divulgado nesta segunda-feira (16), que revelou as provas mais sólidas até hoje de que a sexualidade não é uma opção, mas uma característica biológica.

 

 

 

Tomografia por emissão de pósitrons revela que fluxo de sangue na área do cérebro que controla emoções de homossexuais é parecido com o do sexo oposto (Foto: Divulgação)

 A equipe de Ivanka Savic, do Instituto Karolinska, mostrou, com a ajuda da ressonância magnética, que o tamanho e a forma do cérebro variam de acordo com a orientação sexual. O cérebro de um homem gay parece o de uma mulher hétero – com os dois hemisférios mais ou menos do mesmo tamanho. O de uma lésbica, no entanto, parece o de um homem hétero – pois os dois têm o lado direito um pouco maior que o esquerdo.

Trabalhos anteriores já tinham detectado uma diferença na atividade cerebral, mas eles analisaram apenas a resposta sexual dos indivíduos. Por exemplo, na hora de ver um rosto atraente. Esse tipo de coisa, afirma Savic, pode ter sido “aprendida” ao longo dos anos. Por isso, a pesquisadora preferiu estudar parâmetros fixos, como o tamanho e a forma do cérebro, que se mantêm os mesmos desde o nascimento.

A equipe também analisou o fluxo de sangue na amígdala, a área do cérebro que controla o aprendizado emocional, o humor e a agressividade. Novamente, o padrão masculino homossexual correspondeu ao feminino heterossexual e vice-versa.
Ao todo, o grupo estudou 90 participantes (25 heterossexuais e 20 gays de cada um dos sexos). Os resultados foram apresentados na edição desta semana da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.

 

 

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Como aumentar o seu… QI

Publicado por portaldoestudante em Junho 19, 2008

Texto Nina Weingrill

 

Você lê livros de teorias freudianas, calcula a raiz quadrada das ovelhinhas quando vai dormir, estuda conceitos filosóficos. Mas chega uma hora que ficar mais esperto é muito difícil. a solução: juntamos estudos que provam ser possível aumentar sua capacidade cognitiva.

 

VISTA UMA ROUPA DIFERENTE

A rotina acomoda nossos neurônios, que deixam de criar novas sinapses. É como se o cérebro funcionasse apenas no automático. Vestir alguma coisa que não está acostumado, por exemplo, obriga as células do cérebro a aumentar os dendritos – braços do neurônio por onde as informações são transmitidas. E, quanto mais caminhos, melhor.

 

APRENDA CHINÊS 

É muito mais fácil aprender espanhol. Há um motivo para isso: quando a língua é similar à nossa, ela passa a compartilhar a mesma área cognitiva que já usamos. Para aprender chinês, é preciso ativar uma nova rede de células. É a mesma lógica de sair da rotina. Mas aqui, uma área específica do cérebro é ativada: a da linguagem.

 

TOME BANHO DE OLHOS FECHADOS

Assim você aumenta o número de ligações entre os neurônios, desenvolvendo a propriocepção – capacidade de reconhecer os membros em relação ao resto do corpo. Como efeito colateral, todos os seus sentidos ficam mais aguçados – visão, olfato, tato. Mas talvez você descubra que não gosta do cheiro do seu sabonete…

 

BEBA CAFÉ

Nem de mais, nem de menos. Quatro xícaras por dia são o suficiente. A cafeína bloqueia os receptores da adenosina, neurotransmissor que causa a sonolência. Com café nas veias, você aumenta a velocidade do processamento de informações e fica mais atento para concluir tarefas complexas, como uma prova de química.

 

DURMA 8 HORAS POR NOITE

O sono se divide em duas partes. A primeira dura cerca de 1h30 e regenera as células lesadas durante o dia, recuperando o organismo. Na segunda etapa, a memória é reorganizada. Em um adulto de hábitos normais ela dura entre 6 e 7 horas. Se você acordar antes disso, pode atrapalhar os processos de consciência.

 

OUÇA MOZART 

A música do compositor austríaco estabiliza no cérebro as ondas alfa, que se associam à diminuição da tensão mental. É o chamado efeito Mozart. O som estimula áreas relacionadas à memória e exige uma atividade mental complexa, pois seus códigos são baseados em notas e em seqüências de tempo. Só que os efeitos da melhora têm vida curta: de 15 a 20 minutos.

 

Fontes: Darcy Lima, neurologista e autor de Café – A Bebida Revolucionária para Prazer e Saúde; Benito Damasceno,  professor de neurologia da Unicamp; Paulo Caramelli, neurologista do  Hospital da Clínicas.

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ProUni anuncia selecionados em primeira chamada; veja lista

Publicado por portaldoestudante em Junho 19, 2008

A lista dos candidatos selecionados em primeira chamada no segundo processo seletivo de 2008 do ProUni já está disponível para consulta. São 208.181 inscritos, mas o MEC (Ministério da Educação) ainda não tem o número de selecionados nessa etapa.

Os aprovados deverão, de 23 de junho e 4 de julho, procurar a instituição para a qual foi pré-selecionado com os documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição. Segundo o MEC (Ministério da Educação), a faculdade pode exigir, ainda, que o estudante passe por processo de vestibular.

Os não-selecionados terão ainda uma nova chance: a segunda chamada, com as vagas não preenchidas na primeira seleção, sai no dia 14 de julho. Uma terceira lista deve ser divulgada no dia 24 do mesmo mês. O projeto do governo federal oferece bolsas de estudos em cursos que se iniciam no segundo semestre de 2008.

119.529 bolsas

O processo seletivo do ProUni, do segundo semestre de 2008, oferece 119.529 bolsas. São 47.006 integrais, 42.270 parciais (50%) e 30.253 complementares (25%). Mais de 118 mil se inscreveram para a seleção.

Para concorrer, o candidato deve ter feito o Enem 2007 (Exame Nacional do Ensino Médio) e obtido média mínima de 45 pontos, além de ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou na rede particular na condição de bolsista integral.

É preciso também comprovar renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio (R$ 622,50) para a bolsa integral e de até três salários mínimos (R$ 1.245) para a bolsa parcial de 50% do valor da mensalidade.

Financiamento do restante da bolsa

Os estudantes que têm bolsa parcial no ProUni podem financiar o restante da mensalidade pelo Fies, a linha de crédito estudantil do governo.

Funciona assim: um curso que custe R$ 600 mensais, por exemplo, com bolsa do ProUni de 25%, sairia por R$ 450 – valor que pode ser financiado com o Fies.

O aluno deve pagar o valor financiado quando terminar a faculdade.

Os juros são de 3,5% ao ano para os cursos de licenciatura, pedagogia, normal superior e Cursos Superiores de Tecnologia. Para o restante, é de 6,5%.

 

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Buracos negros

Publicado por portaldoestudante em Junho 19, 2008

Corpos de densidade tão alta que aprisionam até a luz

Carlos Alberto Campagner*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução

Representação de um buraco negro em expansão

O geólogo inglês John Michell (1724-1793), professor da Universidade de Cambridge, escreveu em 1783 um artigo onde postulava a idéia de que poderia haver uma estrela com uma densidade tão alta que sua gravidade poderia aprisionar a luz.

Na verdade, o físico e matemático francês Pierre-Simon Laplace (1749-1827) incluiu nas duas primeiras edições do seu livro “O sistema do mundo”, uma idéia igual a essa, mas acabou por retirá-la nas outras edições.

Em 1928, o físico indiano Subrahmanyan Chandrasekhar (1910-1995), ganhador do Prêmio Nobel, chegou a calcular a massa de uma estrela que não poderia se sustentar contra a sua própria gravidade, obtendo como resultado uma massa de 1,5 vezes a do nosso Sol.

Densidade infinita

Para estrelas com massa superior à crítica, ou ela perderia parte da sua massa ou entrariam em colapso até atingir uma densidade infinita, tornando-se assim um buraco negro.

Aliás, o nome Buraco Negro foi adotado pela primeira vez pelo cientista americano John Wheeler, em 1969, portanto quase duzentos anos depois das idéias pioneiras de Michell e Laplace.

Em 1939, J. Robert Oppenheimer (sim, “o pai da bomba atômica”) estudou o comportamento de estrelas com massa superior à crítica. Mas, estes trabalhos só foram redescobertos por volta de 1960 com a ampliação do poder de observação astronômica.

Velocidade de escape

Com a atração gravitacional dos corpos celestes (estrelas, planetas, satélites, etc.) existe uma velocidade mínima de escape para que um corpo consiga vencer a força gravitacional e ganhar o espaço.

Na Terra esta velocidade é de 11,2 km/s (aproximadamente 40320 km/h), na Lua é de 8568 km/h. Estes cálculos levam em conta as forças gravitacionais.

Um buraco negro seria, então, um corpo que teria uma velocidade de escape superior à velocidade da luz (aproximadamente 300.000 km/s ou aproximadamente 1.080.000.000 km/h).

O diâmetro do Sol é de aproximadamente 1.400.000 km e se tornaria um buraco negro desde que seu diâmetro diminuísse para cerca de 6 km e mantivesse sua massa que é de 2 x 1030 kg.

Como se detecta um buraco negro?

Mas se o buraco negro não emite nem luz como se pode detectá-lo? Como são corpos com altíssima força gravitacional, os buracos negros podem ser detectados a partir de sua influência em outros corpos adjacentes.

Por exemplo, foram detectados buracos negros em sistemas binários (duas estrelas) em que uma delas entrou em colapso. A grande influência da companheira “desaparecida” na irmã é enorme, provocando uma grande mudança na sua trajetória.

O buraco negro de Schwarzschild

Em 1916, o astrônomo alemão Karl Schwarzschild conseguiu ajustar a Teoria da Relatividade aos buracos negros, partindo de uma séria de hipóteses que hoje já foram confirmadas.

Como a Teoria da Relatividade leva em conta espaço e tempo juntos imagine quão complicadas ficariam as equações dentro de um corpo de densidade praticamente infinita e as alterações em relação ao tempo.

Teoricamente podem existir buracos negros de todos os tamanhos, desde os de centros de galáxias até os atômicos.

*Carlos Alberto Campagner é engenheiro mecânico, com mestrado em mecânica, professor de pós-graduação e consultor de informática.
OBS: Artigo retirado do site www.uol.com.br

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Bombas nucleares

Publicado por portaldoestudante em Junho 19, 2008

A diferença entre fissão e fusão nuclear

Carlos Alberto Campagner*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução

Diagrama de uma bomba de fusão de dois núcleos

Na área da ficção literária, o autor de “Anjos e Demônios”, Dan Brown, fez sucesso falando sobre uma bomba de antimatéria, que na realidade não existe. Em matéria de bombas não-convencionais, atualmente, o que há são as chamadas bombas radioativas sujas (uma bomba normal, mas que contém material radioativo a ser liberado na explosão).

Além disso, existem as bombas nucleares, ou superbombas, que podem ser de dois tipos: as bombas de fissão e as de fusão. Para compreender como elas funcionam, é preciso, antes de mais nada, conhecer o conceito que segue:

Isótopo

Isótopos são átomos de um elemento químico que possuem, em seu núcleo, um número de nêutrons diferente do elemento original. Assim, o urânio tem uma massa atômica 238, sendo o seu isótopo o U-235 – o que significa que em seu núcleo possui três nêutrons a menos.

A partir disso, poderemos compreender as superbombas.

Bomba de fissão

O termo fissão significa quebra. Então, na bomba de fissão, ou bomba atômica, o núcleo de um átomo se rompe.

O isótopo de urânio 235, por ter três nêutrons a menos, captura nêutrons livres que se tornam altamente instáveis. Esta instabilidade é tamanha que ele se quebra em dois outros (bário e criptônio) e libera três nêutrons, gerando uma quantidade enorme de energia.

Esses três nêutrons tendem a romper outros três núcleos, os quais libertarão nove nêutrons, que libertarão 27 e, assim, sucessiva e exponencialmente. Se essa reação for muito rápida, ocorre uma grande explosão.

Massa crítica

Como o urânio 235 é muito instável, a simples concentração de uma quantidade (por volta de 3,5 quilos) pode iniciar essa reação. A essa massa mínima, suficiente para iniciar o processo, dá-se o nome de massa crítica.

A simples obtenção de massa crítica não necessariamente a fará explodir, mas a sua temperatura pode alcançar milhares de graus e, como numa bomba, acontecerão emissões alfa, beta e gama (vide radioatividade)

Bomba de fusão

A fusão significa a união de dois ou mais núcleos, resultando em um novo elemento mais pesado. Quando isso acontece, o novo elemento formado é mais estável, daí a grande liberação de energia.

Quando dois isótopos de hidrogênio se fundem formam um átomo de hélio. Esta reação é a responsável pela energia do Sol e das maiorias das estrelas. Dá para imaginar a sua potência, não é?

Para o início de uma reação como essa, necessita-se de altas pressões e altas temperaturas. No Sol, isso é conseguido pela enorme massa dele mesmo, que provoca altíssimas pressões, e pela continuidade das reações de fusão.

Na bomba H, essas pressões e temperaturas são obtidas com a detonação de uma bomba de fissão, que é o detonador. A bomba de hidrogênio é mil vezes mais potente que a de urânio.

A energia de fissão nuclear

A energia de fissão nuclear já foi domada e pode servir para fins pacíficos, como a produção de energia elétrica. Já a energia de fusão ainda está em estudos, embora muito provavelmente também possam se adequar às mesmas finalidades.

Reatores de fusão já estão em funcionamento dentro de laboratórios, só que a energia gasta para o controle da fusão é maior que a energia aproveitada. Ou seja, na relação custo x benefício, elas ainda deixam a desejar.

O projeto ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor) do qual participam Rússia, Estados Unidos, União Européia (UE), China, Japão e Coréia do Sul, pretende construir na cidade francesa de Cadarache o primeiro reator sustentável. A China, apesar de participar do ITER, anunciou recentemente que os testes de seu reator próprio (EAST) foram um sucesso.

*Carlos Alberto Campagner é engenheiro mecânico, com mestrado em mecânica, professor de pós-graduação e consultor de informática.
OBS: Artigo retirado do site www.uol.com.br

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Ácidos e bases

Publicado por portaldoestudante em Junho 19, 2008

Definições de Arrhenius, Bronsted-Lowry e Lewis

Carlos Roberto de Lana*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Divulgação

Medidor de pH por eletrodo

Ácidos e bases (também chamadas de álcalis) são costumeiramente lembrados como substâncias químicas perigosas, corrosivos capazes de dissolver metais como se fossem comprimidos efervecentes. Mas a presença dos ácidos e base na nossa vida cotidiana é bem mais ampla e menos agressiva do que se imagina.

Eles também são componentes usuais de refrigerantes, alimentos, remédios, produtos de higiene ou cosméticos. São ainda matérias primas indispensáveis em um vasto universo de aplicações industriais. A tal ponto que a produção de ácido sulfúrico e soda cáustica de um país chega a ser considerada um dos indicadores do seu nível de atividade econômica.

Definições de ácidos e bases

A definição mais tradicional dos ácidos e bases foi dada pelo cientista sueco Svante Arrhenius, que estabeleceu os ácidos como substâncias que – em solução aquosa – liberam íons positivos de hidrogênio (H+), enquanto as bases, também em solução aquosa, liberam hidroxilas, íons negativos OH-.

Assim, quando diluído em água, o cloreto de hidrogênio (HCl) ioniza-se e define-se como ácido clorídrico, como segue:

Já o hidróxido de sódio, a popular soda cáustica, ao se ionizar em água, libera uma hidroxila OH-, definindo-se assim como base:

Um desdobramento da definição de Arrhenius é a regra de reação para ácidos e bases entre si, segundo a qual:

Se reagirmos os já citados ácido clorídrico e soda cáustica, teremos:

Sendo o NaCl, o cloreto de sódio, o nosso velho conhecido sal de cozinha.

Outras definições de ácidos e bases

Uma outra definição para ácidos e bases foi dada pelo dinamarquês Johannes N. Bronsted e pelo inglês Thomas Lowry, independentemente, ficando conhecida como definição protônica. Segundo os dois, ácido é uma substância capaz de ceder um próton a uma reação, enquanto base é uma substância capaz de receber um próton.

A definição de Bronsted-Lowry é mais abrangente que a de Arrhenius, principalmente pelo fato de nem todas as substâncias que se comportam como bases liberarem uma hidroxila OH-, como é o caso da amônia (NH3). Além disso, a definição protônica não condiciona a definição de ácidos e básicos à dissolução em meio aquoso, como propunha a do químico sueco.

Bronsted e Lowry definiram ácidos e bases a partir dos prótons que liberavam e recebiam. Já o norte-americano Gilbert Newton Lewis se voltou para os elétrons ao desenvolver sua definição. De acordo com ela, ácidos são substâncias que, numa ligação química, podem receber pares eletrônicos, enquanto as bases são aquelas que cedem estes pares.

A definição de Lewis abrange as de Arrhenius e a definição protônica, que, entretanto, continuam válidas dentro de suas próprias abrangências.

Identificação dos ácidos e bases

Os ácidos possuem sabor azedo, como o encontrado nas frutas cítricas ricas no ácido de mesmo nome. Já as base tem gosto semelhante ao do sabão (sabor adstringente). Mas, felizmente, há modos mais eficazes e seguros de identificar ácidos e bases do que o paladar.

É possível medir a concentração de hidrogênio iônico em uma solução a partir de uma escala logarítmica inversa, que recebeu o nome de potencial hidrogeniônico, ou simplesmente, escala de pH.

Esta escala vai de zero a 14, sendo o pH 7 considerado neutro. Os valores menores que sete classificam a solução medida como ácida e os maiores que sete, como alcalinos (bases).

Escala de pH:

Para se medir o pH, usam-se combinações de substâncias indicadoras, como a fenolftaleína, que mudam de cor conforme a posição da substância testada na escala acima.

Também são usados instrumentos como os medidores de pH por eletrodo indicador, que mede as diferenças de potencial elétrico produzidas pelas concentrações de hidrogênio e indica o resultado dentro da escala de 0 a 14.

* Carlos Roberto de Lana é engenheiro químico.
OBS: Artigo retirado do site www.uol.com.br

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Fração geratriz – Dízima periódica

Publicado por portaldoestudante em Junho 19, 2008

Como achar a fração geratriz de uma dízima periódica?

Michele Viana Debus de França*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
A fração geratriz é aquela que dá origem a uma dízima periódica.

Aqui, vamos dar dicas de como achar as frações geratrizes de dízimas periódicas simples e compostas, de uma forma bem prática.

Dízimas periódicas simples

a) 0,2222…
Período: 2

Coloca-se o período no numerador da fração e, para cada algarismo dele, coloca-se um algarismo 9 no denominador.

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Nesse caso, temos uma dízima simples e a parte inteira diferente de zero.

Uma estratégia é separar parte inteira e parte decimal:

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Dízimas periódicas compostas

a) 0,27777…
Aqui, a dica é um pouco diferente: para cada algarismo do período ainda se coloca um algarismo 9 no denominador. Mas, agora, para cada algarismo do antiperíodo se coloca um algarismo zero, também no denominador.

No caso do numerador, faz-se a seguinte conta:
(parte inteira com antiperíodo e período) – (parte inteira com antiperíodo)

Assim:

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b) 1,64444…

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c) 21,308888… (o período tem 1 algarismo e o antiperíodo tem 2 algarismos)

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d) 2,4732121212… (o período tem 2 algarismos e o antiperíodo tem 3 algarismos)

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Por que dá certo?

Veja a explicação na forma como geralmente se aprende a achar a fração geratriz na escola:

Chama-se a fração geratriz de x:

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Para achar o valor de x, encontram-se múltiplos dele com apenas o período na parte decimal

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E subtraem-se as duas igualdades

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Assim, cria-se uma equação e elimina-se a parte infinita dos números envolvidos, achando-se a fração geratriz.

Note que, no método mais prático, a conta sugerida é a mesma que aparece na equação: 164 – 16, e o denominador fica exatamente com os mesmos algarismos.

No caso do exemplo D, deve-se multiplicar x por números ainda maiores, para se achar a mesma parte decimal nos dois números a serem subtraídos:

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*Michele Viana Debus de França é licenciada em matemática pela USP e mestre em educação matemática pela PUC-SP.
OBS: Artigo retirado do site www.uol.com.br

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Centenário da Imigração Japonesa

Publicado por portaldoestudante em Junho 18, 2008

Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil (1908-2008)

Os primeiros

No dia 18/06/1908, chega ao Brasil, no Porto de Santos, o navio Kasato Maru trazendo as primeiras 165 famílias japonesas que vislumbraram o sonho de uma vida melhor.

Os Cem anos

No dia 18/06/2008 iremos completar os 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil, com cerca de 1,5 milhão de nikkeis (descendentes de japoneses que nasceram fora do Japão). É a maior comunidade nipônica fora do Japão.

Os dekaseguis

Devemos lembrar, também, que no final da década de 80 começou um fenômeno reverso, a ida de nikkeis para trabalhar no Japão, os Dekaseguis. Atualmente, são mais de 300 mil pessoas, a terceira maior comunidade brasileira no exterior e que remete cerca de 2 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 4,1 bilhões) para o Brasil.

Saiba mais

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iPhone de graça

Publicado por portaldoestudante em Junho 16, 2008

Por dentro da inovadora estratégia de Steve Jobs para conquistar o mundo da internet móvel

Na manhã da segunda-feira passada, quando subiu ao palco de um auditório em São Francisco para apresentar a nova versão do cruzamento entre celular e computador que se tornou uma febre no planeta, o célebre iPhone, Steve Jobs vestia a mesma calça Levi’s desbotada e a mesma malha preta de gola rulê que se tornaram sua assinatura. Os óculos de aro redondo, ao estilo de John Lennon, eram os mesmos de sempre, assim como a clássica barba por fazer. Diante dele, uma multidão de fãs aguardava ansiosa para conhecer em primeira mão os novos recursos do mais cobiçado e copiado dos celulares, produto daquela que é hoje talvez a mais admirada, antenada e inovadora empresa de tecnologia do planeta. (Alguém aí disse Google? Estamos, é claro, falando na Apple, empresa fundada e comandada por Jobs.)

Aos 53 anos, Jobs – um vegetariano convicto – parecia mais magro que o normal, a ponto de muitos especularem se ele não estaria doente. Jobs extraiu em 2004 um raro tipo de câncer do pâncreas e, de lá para cá, parecia curado. (Segundo a porta-voz da Apple, Katie Cotton, Jobs tem “uma bactéria comum”, está se tratando com antibióticos e melhora a cada dia.) Em vez do tradicional show de palco que costuma protagonizar, Jobs falou o mínimo necessário nas duas horas do evento. Deixou para outros a tarefa de mostrar novos programas e serviços. Só no final, ele tomou a palavra. “Este é o telefone que mudou para sempre todos os outros telefones”, disse. 

A principal inovação do iPhone foi a forma como ele popularizou o uso da internet no celular. Ele é intuitivo e fácil de usar. A tela sensível ao toque e a forma como as páginas podem ser vistas na horizontal ou na vertical trazem conforto para quem nunca teve contato com a internet móvel. A nova versão traz acesso à internet com o triplo da velocidade, por meio da tecnologia conhecida como 3G. Também oferece localização geográfica em qualquer ponto do planeta (GPS) e um maior tempo de uso da bateria. “Todos querem um iPhone. Mas precisamos torná-lo mais acessível”, disse Jobs. Tornar o iPhone mais acessível é exatamente o que a Apple tenta fazer com o novo lançamento. Hoje, o aparelho é vendido em seis países oficialmente. Em 11 de julho, começará a ser oferecido em 22. Até o fim do ano, serão 70, ou 80% do mercado mundial de celulares. No Brasil, duas operadoras anunciaram que venderão o iPhone: Claro e Vivo. Nenhuma informou a data de lançamento. “Nosso desejo é fazer isso antes do Natal”, diz o diretor de marketing da Claro, Erik Fernandes.

A principal novidade da Apple para tornar o iPhone mais acessível foi reduzir seu preço. Nos Estados Unidos, o modelo mais barato cairá de US$ 500 para US$ 200. Eis o que disse em entrevista exclusiva a ÉPOCA Steve Wozniak, ou simplesmente Woz, o inventor, co-fundador da Apple e amigo de Jobs desde 1971: “A queda de preço torna o iPhone mais competitivo. Estamos subsidiando o produto. A tendência é que, eventualmente, ele seja gratuito” (clique aqui e leia a entrevista). Pensar num aparelho gratuito não é exatamente uma surpresa para muitos clientes de operadoras brasileiras, acostumados a receber celulares novos de graça em troca da permanência por mais tempo como assinantes dos serviços. Mas a Apple adotara um modelo diferente para seu iPhone. Ela se recusou a receber o tradicional subsídio que as operadoras pagam aos fabricantes de celular quando querem oferecer aparelhos a preços mais baixos aos clientes. Em vez disso, a Apple só aceitava fechar contratos com as operadoras que repassassem até 30% da conta telefônica paga pelos assinantes. Na hora da compra, todos os assinantes acabavam tendo de arcar com o preço integral do iPhone. Agora, a Apple passará a adotar o mesmo modelo das demais fabricantes. “Em vez de ganhar mais no ato da venda, optamos por um modelo mais tradicional”, disse Jobs. “Isso permite expandir as vendas pelo mundo.

Continue lendo a reportagem no site da Época – Clique aqui

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Aos 95 anos, morre sambista Jamelão no Rio de Janeiro

Publicado por portaldoestudante em Junho 14, 2008

Intérprete da Mangueira será enterrado neste domingo, às 11h

 
MARIANA CUNHA
Em São Paulo

O sambista José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido como Jamelão, faleceu na madrugada deste sábado (14), no Rio de Janeiro, vítima de uma infecção generalizada.

Jamelão, 95 anos, estava internado na Clínica Pinheiro Machado e faleceu às 4h da manhã. Ele chegou a ser atendido na Santa Casa de Misericórdia, mas a família reclamou do tratamento e decidiu transferí-lo para um hospital particular.

O cantor será velado neste sábado (14), à partir das 18h, na quadra da Estação Primeira de Mangueira, escola da qual era intérprete e presidente de honra. O enterro acontecerá no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, neste domingo, às 11h.
Artigo retirado do site: http://www.msn.com.br

 

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O Brasil colonial

Publicado por portaldoestudante em Junho 14, 2008

A chegada de Pedro Álvares Cabral no Brasil corresponde ao período chamado pré-colonial. Durante o qual, o Brasil não tinha se integrado à economia portuguesa, pois não foi encontrado aqui, de imediato, metais preciosos, que eram de fácil extração e alta rentabilidade, não podendo ser viabilizado, economicamente, a colonização brasileira pelos portugueses. No pré-colonialismo brasileiro a extração de pau-brasilera a principal atividade econômica. Num primeiro momento, Portugal preocupou-se somente em tomar posse e proteger o território brasileiro contra incursões estrangeiras.

  Devido a uma crise no comércio com o oriente, Portugal voltou-se para a colonização brasileira. A partir de então foram criadas as feitorias: postos de armazenagem de madeira e de carregamento de navios. Foi através da extração do pau-brasil que se estabeleceu a primeira relação econômica entre nativos e colonos, o Escambo (troca), onde o índio cortava a madeira e a levava para a feitoria. Em troca eles recebiam, dos colonos, materiais de baixo valor. Diante da alta rentabilidade do pau-brasil, Portugal estabeleceu o Estanco, isto é, o monopólio sobre a sua extração. Além disso a coroa concedia terrenos para a exploração mediante pagamento e defesa da terra contra invasores.

  Com a crescente queda do mercado com o oriente associado a uma invasão francesa no Brasil, Portugal voltou-se, de vez, para a colonização brasileira. Iniciaram as expedições. A primeira, realizada por Martin Afonso de Souza, teve como objetivo povoar, defender a terra, iniciar o cultivo de cana-de-açúcar (para ajudar na viabilização econômica da colonização) e doar sesmarias – lotes concedidos a quem se disponibilizasse a povoar, protege e explorar a terra. Porém, Portugal detinha recursos reduzidos para tornar as terras atrativas e vendê-las. Portanto, foi necessário doá-las aos nobres (donatários), para transferir os gastos da coroa ao nobre. Surgiam assim, as capitanias hereditárias.

  As capitanias foram regulamentadas pelas cartas de doação e cartas forais. A primeira garantia a posse da terra ao nobre, a segunda concedia o direito de exploração do terreno.

  Este sistema de produção (capitanias e os engenhos) não podem ser comparados com o feudalismo porque o donatário e o senhor de engenho são administradores da terra e não donos, já que o terreno pertencia ao Estado. Além disso, o modo de produção não tinha um caráter servil. Fique atento! Questões desse tipo são comuns em provas!

  As capitanias hereditárias resultaram em sucesso parcial. Por um lado evitaram as incursões mas, por outro, foi um fracasso no que diz respeito à exploração da terra. Isso aconteceu devido a falta de interesse dos donatários e, principalmente, por não ter um órgão controlador. Diante desse resultado a Coroa resolveu centralizar a administração, passando a instituir os governos-gerais. Na realidade era uma forma de se reafirmar a autoridade portuguesa sobre os donatários.

  O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza. Ele povoou a terra, doou sesmarias, introduziu a criação de gado, trouxe escravos e jesuítas. O segundo foi Duarte da Costa. Teve uma administração conturbada devido a conflitos entre jesuítas e colonos, invasões e ataques indígenas. Os conflitos aconteciam porque os jesuítas não queriam que os índios fossem escravizados, pois isso dificultaria a catequização, porém, os colonos necessitavam dessa mão-de-obra. Foi nesse período que a França invadiu o Brasil e fundou a França Antártica. O terceiro governador-geral foi Mem de Sá. Ele tentou restabelecer o domínio luso sobre a colônia. Juntou aldeiamentos, formando as missões para tentar diminuir as divergências entre jesuítas e colonos. Expulsou os franceses do território. O governador-geral seguinte nem sequer chegou ao Brasil, foi morto em alto mar. A partir daí a administração brasileira foi dividida entre dois governadores.

   Nessa mesma época, Portugal vivenciava um problema na sucessão da Coroa (os herdeiros e os possíveis sucessores haviam morrido) que o deixou vulnerável. Com isso a Espanha invadiu Portugal, formando assim, a União Ibérica. O rei espanhól se submeteu ao Juramento de Tomar, no qual garantia a autonomia parcial lusitana em relação às suas colônias (as colônias passariam a ser dos dois países). Como a Holanda era inimiga da Espanha, com a União Ibérica, passou a ser rival de Portugal também. Ela passou a produzir açúcar em suas próprias colônias, fazendo com que a economia açucareira brasileira entrasse em crise. Mais tarde, invadiu o Brasil e tomou Pernambuco, onde teve um governo notávelcom Maurício de Nassau. 

  Portugal conseguiu se separar da espanha e criou o Conselho Ultramarino, órgão responsávelpela intensificação da administração (em Portugal e no Brasil) e da exploraçãode suas colônias. A Holanda só foi expulsa do Brasil quando Portugal se uniu com a Inglaterra. Para tentar equilibrar a sua deficitário balança comercial (os nobres importavam muito e o açúcar estava em crise), os lusos criaram as leis pragmáticas, onde ficou decidido a proibição de importações.  Porém como Portugal tinha uma aliança com a Inglaterra, foi criado o Tratado de Methuen, no qual ficou decidido que os lusos importariam somente produtos ingleses e a Inglaterra faria o mesmo com o vinho português.

  No Brasil foram criadas as Câmaras Municipais, órgão que decretava prisões e criava impostos, sendo a principal fonte de poder. Tinha como presidente o Juíz de Fora e era composto pela elite colonial.

  A sociedade colonial era patriarcal. No topo da escala estavam os senhores de engenho, em seguida os senhores obrigados (não tinham terras, eram obrigados a moer cana em um engenho de outro senhor). Na base da pirâmide social vinham os escravos negros e os índios. O sistema de produção era o plantations, baseada na monocultura realizada em grandes propriedades, com utilização de mão-de-obra escrava e destinada a exportação. Foi devido a esse caráter exportador que não se desenvolveu um comércio interno no Brasil (nem na América Latina, com a exportação de metais preciosos).

Terminologias, Tratados e informações importantes

Pacto colonial: É o exclusivo colonial, ou seja, a colônias só podem comercializar com sua metrópole.

Fatores que explicam a utilização de mão-de-obra escrava negra em maior número que a indígena no Brasil:

1° –  O tráfico negreiro dava lucros a Portugal.

2° Os jesuítas aqui presentes não queriam que os indígenas fossem escravizados

3° Os índios fugiram para o interior do Brasil (não era conhecido pelos portugueses)

Asiento: Diretio de explorar o tráfico negreiro, cedido pela coroa, mediante pagamento.

Utis Possidetis: Princípio no qual a terra pertencia a quem tivesse efetuado a colonização primeiro. 

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HIV: o vírus da discórdia

Publicado por portaldoestudante em Junho 13, 2008

Os médicos encarregados de combater a Aids no mundo divergem sobre o risco de epidemia entre os heterossexuais. Alguns acham que ele simplesmente não existe. O Brasil está no centro da polêmica
Ivan Martins

 

Elizabeth Pisani: “Estamos investindo errado em prevenção”

Esta semana ocorreu em Nova York uma conferência global sobre Aids patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com uma observadora crítica e bem informada – a epidemiologista americana Elizabeth Pisani (foto) – foram duas as principais conclusões do encontro. A primeira, divulgada por alto-falante, é que os médicos estão tendo enorme sucesso em tratar e manter vivas as pessoas contaminadas. A segunda conclusão, murmurada pelos corredores, é que a prevenção de novas infecções tem sido um fiasco. Logo, raciocina Pisani, há mais gente doente no mundo, vivendo mais, com uma noção decrescente de risco e ajudando a infectar outras pessoas. “A Organização Mundial da Saúde não quer falar sobre isso”, diz ela. “Mas o fato é que as novas infecções estão crescendo entre homens gays porque as pessoas estão jogando fora as camisinhas. Estamos investindo errado em prevenção”.

Pisani, que é também jornalista e escritora, autora de um livro controverso (e não disponível em português) chamado A sabedoria das putas – burocratas, bordéis e o grande negócio da Aids, faz parte de um grupo barulhento de dissidentes que discorda da forma como o establishment global da saúde pública, ligado ao Departamento de Aids da OMS, vem combatendo a epidemia. Ela sustenta, essencialmente, que há duas epidemias de Aids – uma na África Sub-Sahariana e outra no resto do mundo – e que a OMS vem tratando o resto do mundo como se fosse a África, com perda de recursos e maus resultados. Na África Sub-Sahariana, como se sabe, os níveis de infecção são elevados – 5% da população adulta têm HIV, comparado, por exemplo, com 0,5% da população no Brasil – e a doença atinge, indiscriminadamente, homens e mulheres de todos os grupos sociais. No resto do mundo, sustenta Pisani, a epidemia está concentrada em homossexuais masculinos, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo e seus clientes. “É nesses grupos que temos de focar o trabalho de prevenção”, diz ela. “Mas não é isso que a OMS está fazendo.”

Junto com Pisani, na contramão da OMS, está James Chin, um epidemiologista americano de origem chinesa com credenciais impecáveis. Professor de Berkeley, ele acompanha a evolução da Aids desde o seu surgimento nos anos 80 e – assim como Pisani – trabalhou por muitos anos em Genebra, na sede da OMS. É de Chin boa parte da metodologia estatística usada pela organização para avaliação e controle da doença. Pois Chin afirma que a OMS exagera os números e os riscos globais da Aids, acusa a instituição de ter um entendimento “politicamente correto” da doença e (o mais espetacular) sustenta que, fora dos grupos de risco tradicionais – homossexuais masculinos, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo –, não há possibilidade real de epidemia. “O vírus HIV continua concentrado em populações de comportamento de alto risco e é incapaz de provocar uma epidemia na vasta maioria das populações heterossexuais”, diz Chin. Atenção: isso não quer dizer que não haja risco pessoal de contaminação pessoal – eu, você, ele ou ela – mas, apenas, que é virtualmente impossível que a doença transborde em larga escala para fora das chamadas populações vulneráveis. A exceção, claro, é a África Sub-Sahariana, onde isso já aconteceu.

Na semana passada, essa discussão explodiu na imprensa mundial depois que o chefe do departamento de Aids da OMS – Kevin de Cook – disse ao jornal inglês The Independent (no domingo 7) que seria “muito improvável que houvesse uma epidemia heterossexual (de Aids) em outros países“ (fora da África Sub-Sahariana). A declaração reverberou, causou furor entre especialistas no encontro de Nova York e provocou um desmentido oficial do próprio Cook, quatro dias depois. “Globalmente, o HIV ainda é largamente impulsionado pela transmissão heterossexual” escreveu ele. Foi um desmentido pela metade. Linhas depois, na mesma nota oficial, ele explica que “a transmissão homossexual continua a impulsionar a epidemia entre profissionais do sexo, seus clientes e os parceiros de seus clientes”. Isso não é substancialmente diferente do que diz Chin – fora da África a epidemia está confinada a grupos específicos – e revela ambivalências no topo do Departamento de Aids da OMS.

 

Estudantes fazem ato público na Esplanada dos Ministérios para celebrar o Dia Mundial de Luta contra a Aids

 O que isso tem a ver com o Brasil?
É possível haver divergências sobre números tão categóricos? Sim. Pisani diz que as estatísticas de Mariângela não descrevem a realidade global. “Chin está certo quando trata da epidemia global e Mariângela está correta no que diz respeito ao Brasil”, diz Pisani. “Seu país é uma exceção mundial.”

Depois de se desdobrar em elogios ao trabalho do governo brasileiro no combate a Aids – capaz, segundo ela, de conter a expansão da infecção e ao mesmo tempo dar assistência aos doentes – Pisani explica que, a seu ver, o Brasil é único quando se trata da doença. Aqui, ela acredita, misturam-se padrões de comportamento sexual parecidos com os da África com atitudes de risco típicas de outras partes do mundo ocidental. O resultado, diz ela, é um padrão de epidemia intermediário entre a África e o resto do mundo. “Se o governo brasileiro não agisse de forma tão eficiente na prevenção, o Brasil poderia ter um cenário de Aids como o da África”, diz ela.
Comportamento sexual de tipo africano significa que as pessoas – homens e mulheres – mantêm simultaneamente vários parceiros sexuais. Quando muita gente faz isso, sem proteção (isto é, sem preservativos) a probabilidade de infecção generalizada cresce enormemente. É simples de entender: se um homem casado tem sexo regularmente com uma colega de trabalho e com uma garota que conheceu na rua, pode infectar três mulheres diferentes. Se elas também fazem sexo desprotegido com outros parceiros, amplia-se a possibilidade de introdução do vírus HIV no circuito. Pior: se o parceiro de uma delas for bissexual, a chance disso ocorrer aumenta, porque entre homens que fazem sexo com outros homens a possibilidade de contaminação é 11 vezes maior do que numa relação heterossexual.
Por que, então, o cenário africano não se materializou no Brasil? Primeiro, porque não se sabe se o comportamento das pessoas corresponde ao descrito no parágrafo acima. A liberação sexual do país é um fato, mas as pessoas podem ser muito mais monogâmicas do que o imaginário nacional (e internacional) supõe. A outra possibilidade é que, ainda que mantenham múltiplos parceiros, os brasileiros e brasileiras aprenderam a lição e estão usando preservativos. “Eu penso que uma das grandes vantagens do Brasil na prevenção é que as pessoas são orgulhosas da sua sexualidade”, diz Pisani. “Em países dominados pela moral vitoriana, as pessoas dizem uma coisa e fazem outra, e isso torna tudo mais difícil.”

Qualquer que seja a situação, ajuda muito na contenção da doença o fato de que o HIV não é um vírus muito infeccioso. Pisani diz que ele é difícil de pegar em relações sexuais normais (que não envolvam sexo anal, por exemplo), se uma das partes não estiver com grandes quantidades de vírus no organismo. E quando isso acontece? O período mais virulento de transmissão é nos dois ou três meses seguintes à contaminação, quando o vírus está se replicando furiosamente e o corpo ainda não começou efetivamente a combatê-lo. Passado este período, há um intervalo de cinco a 10 anos em que a quantidade de vírus é baixa e a possibilidade de infecção menor. Mais tarde, quando o HIV vence as barreiras do sistema imunológico e volta a se multiplicar, o perigo aumenta – mas, então, a pessoa estará magra e doente, e não terá chance de contaminar muita gente.

Em Nova York, quando falou a ÉPOCA por telefone, Mariângela Simão estava preocupada com a possibilidade de que prevalecesse, na mídia e na população em geral, a percepção de que não há risco de Aids para heterossexuais. “Essa é uma idéia perigosa”, diz ela.

A diretora do programa nacional de Aids teme que a direção da OMS esteja se inclinando para posições que ela considera erradas – e que estão presentes nos artigos de James Chin. Uma dessas posições é a “medicalização” do combate à epidemia, representada, por exemplo, pela idéia da circuncisão em massa. Ela foi apresentada em um texto recente da revista The Economist como panacéia universal contra a transmissão do HIV. Estudos mostram que a circuncisão reduz a possibilidade de infecção em populações com índices elevados (mais de 15%) de prevalência de HIV. “Alguém acha que é possível baixar um avião cheio de médicos e circuncidar milhões de pessoas na África?”, pergunta Mariângela.

A outra tendência detectada pela médica brasileira é a de combater a epidemia com a pregação da abstinência sexual. Isso foi tentado pelo governo Bush nos Estados Unidos, diz ela, e não funcionou, mas continua voltando à agenda por trás de argumentos sobre o “comportamento sexual” das pessoas. “Há juízos morais por trás dessas coisas”, diz ela. Exemplo de sucesso no mundo inteiro, a campanha brasileira de combate à Aids assume que as pessoas farão sexo quando, como e com quem quiserem – e insiste com uma mensagem simples e fácil de entender, a da proteção permanente. Os números de São Paulo, capital nacional da epidemia, sugerem que esse método funciona. Em 1995, no auge da crise, foram notificados 4 112 novos casos de Aids na cidade. Em 2007 eles foram 1 693 – 34% a menos do que no ano anterior.
De acordo com Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde, quase nada. No ano passado, apenas 13% dos novos casos de Aids no país envolveram homossexuais. “Há um crescimento evidente do número de casos entre heterossexuais”, diz ela. “Isso é tão claro que dizemos que epidemia está se feminilizando.” Vinte anos atrás, havia no Brasil 27 homens infectados por HIV para cada mulher. Hoje, essa proporção caiu para 1,6 homens por mulher. A tendência é clara, diz a epidemiologista brasileira – e é a mesma em toda parte. Os gráficos da OMS mostram que entre 1990 e 2007 cresceu o número de mulheres infectadas em todas as partes do Terceiro Mundo e da Europa Oriental. Na África ao Sul do Sahara, as mulheres são 60% dos doentes. Na América Latina e na Europa Oriental o percentual está por volta de 26% – 14 pontos percentuais acima de 1990

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Modelo Econômico – Brasil

Publicado por portaldoestudante em Junho 11, 2008

  A economia-mundo baseia-se nas importações e exportações. Normalmente, os países subdesenvolvidos caracterizam-se por exportar matéria-prima (baixo preço) e importar produtos manufaturados (elevado preço) de países desenvolvidos. Isso não foi diferente no Brasil durante e após a Revolução Industrial, onde a exportação cafeeira constituía a principal fonte de renda do país. O nosso principal produtor de café era o estado de São Paulo. Esse modelo de exportação gerava capital para que se importasse produtos manufaturados fazendo, assim, a economia girar.

 Durante as crises de superprodução do café, vários trabalhadores rurais iam para a cidade em busca de emprego e de uma vida melhor, gerando mão-de-obra barata à disposição. Além disso, as importações e exportações caiam assustadoramente. Foi em meio a uma dessas crises que o país vivenciou os efeitos da famosa Queda da bolsa de Nova York em 1930 (Grande Depressão). Todo o mercado mundial foi retraído e os preços das matérias-primas desabaram. A economia brasileira viu o chão abrir sobre os seus pés. Não mais exportava nem importava, pois não tinha renda (gerada pelo café). Foi a partir de então que o Brasil viu-se obrigado a produzir. As indústrias que surgiram durante o auge do café, devido ao capital excedente de sua exportação tinham, agora, um ambiente livre de concorrência estrangeita e podiam florescer livremente. Houve, então, a substituição das importações. Os brasileiros não mais optavam por produtos estrangeiros (caros e de difícil acesso). 

  A passagem da exportação de produtos primários para a produção industrial foi motivada por Getúlio Vargas, que protegeu as indústrias nacionais por meio de aumentos das taxas alfandegárias e criação de estatais, com a função de servir como indústria base para as empresas privadas emergentes. Mais tarde, com Juscelino Kubitschek a economia nacional foi aberta para investimentos estrangeiros, com o intuito de modernizar a nossa economia. 

  Como já era de se esperar, as indústrias no Brasil ficaram concentradas no centro-sul e sudeste (principalmente São Paulo), devido ao café, que forneceu infra-estrutura ferroviária, capital de investimento e mercado consumidor.

  Um dos grandes problemas do Brasil é o transporte de mercadorias sendo realizado, quase que totalmente, por vias rodoviárias. Esse meio de transporte encarece o preço final do produto e “sobrecarrega” as rodovias nacionais, ocasionando danos às ruas, avenidas… do país. A melhor opção seria as ferrovias, porém, no Brasil, essas estão em condições precárias, além de não se ter uma malha ferroviária de grande porte (tamanho). Outro fator prejudicial é a concentração de infra-estrutura de transporte no centro-sul e sudeste do país  

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Para entender as mudanças na Língua Portuguesa

Publicado por portaldoestudante em Junho 10, 2008

As novas regras devem começar a entrar em prática ainda esse ano. Elas devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro.

  • O maldito Trema finalmente deixará de existir. Monteiro Lobato já escrevia sem tremas, mas alguns conservadores ainda tiram pontos de quem escreve linguiça ao invés de lingüiça no vestibular. Ninguém mais usava os “dois pontinhos no u” mesmo. Sobrenomes e nomes podem usá-la ainda.
  • O tracinho hífen não se usará mais quando: 1. A segunda palavra começar com s ou r. Por exemplo: anti-religioso será escrito antirreligioso com o r duplicado. Exceção: terá hífen quando a primeira palavra terminar em r e segunda começar em r (super-revista) por motivos óbvios (superrrevista). 2. Quando a primeira palavra terminar com vogal e a segunda começar com uma vogal diferente (aeroespacial).
  • O acento para diferenciar: essa aqui vai gerar polêmica. Existem palavras iguais que tinham significados diferentes, então, a muitos anos atrás nossos patrícios colocaram um acento pra diferenciá-las, assim, sem regra nenhuma. Agora este acento “caiu”, e palavras como pára (verbo parar) vai ser escrita igual para (preposição). Outros casos: péla (verbo pelar) e “pela” (combinação da preposição com o artigo); “pólo” (substantivo) e “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”) ; pélo (verbo pelar) e pêlo (substantivo) e pelo (combinação da preposição com o artigo) ; pêra (substantivo – fruta) e péra (substantivo arcaico – pedra) e pera (preposição arcaica). Vai dar mais confusão do que já dá….
  • O alfabeto vai ter 26 letras, com a adesão do K Y W. (pra quê? pra nada. Influência das línguas anglossaxônicas talvez..)
  • O Chapéuzinho Acento Circunflexo não será mais usado nas “terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados” (OMG!). Calma calma, o metrô traduz para você: Agora vai ser: “creem”, “deem”, “leem” e “veem” sem acento =). Quando terminar em oo também não vai mais ter acento (voo, enjoo).
  • Acento agudo não será mais usado nos ditongos abertos (ei, oi) nas paroxítonas (assembléia, jibóia). Nas paroxítonas, com “i” e “u” tônicos (fortes), quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser escritas “feiura” e “baiuca”.

Tem mais uma regra, mas você com certeza não vai usar (ou você vai escrever: argúem, apazigúe e averigúe alguma vez?).

Os lusitanos vão sofrer um pouquinho mais para se adaptar, visto que eles ainda escrevem “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo”, “herva” e “húmido”. Mas a gente dá um desconto, afinal eles são portugueses né.

OBS Artigo retirado do blog http://metrolinha743.wordpress.com/2008/06/04/para-entender-as-mudancas-na-lingua-portuguesa/

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Apple lança o novo iPhone 3G

Publicado por portaldoestudante em Junho 10, 2008

Todo mundo sabia que hoje (09/06/08) era o dia. E Steve Jobs não decepcionou. Lançou o novo iPhone 3G, cheio de novidades. A primeira é a quantidade avassaladora de novos aplicativos criados por terceiros. Há jogos, notícias da Associated Press, programas para médicos etc. Tudo que você imaginar. Uma parte deles será gratuita e outra será cobrada. Tudo depende de quem desenvolveu o programa.
O aparelho em si ficou mais fino. É 3G (e Jobs afirma que ele faz downloads mais rápido que concorrentes como o Nokia N95 e o Palm Treo 750), tem Wi-Fi e GPS, o que permitirá rodar um programa que localiza as pessoas – amigos ou não. Essa já era uma tendência que une redes de relacionamento ao GPS para localização de pessoas. Além do GPS, o serviço funciona com ajuda de wi-fi e triangulação de antenas de celular.
Um serviço anunciado durante a palestra e que tem tudo para bombar é o MobileMe, a nova plataforma do .Mac. Custará US$ 99 por ano e você poderá manter tudo sincronizado: seu computador, seu notebook e seu iPhone. E ainda poderá usar como drive para guardar arquivos, fotos e vídeos.
Para quem reclamava que o iPhone era caro, Jobs anunciou os novos preços: US$ 199 para o aparelho com 8GB de memória e US$ 299 para o de 16 GB. E mais: haverá uma versão em branco (se você não gostar do pretinho básico). Os novos iPhones estarão nas lojas nos países onde já é vendido em 11 de julho. Mas Jobs anunciou que ele estará em 70 países até o fim do ano, incluindo praticamente toda a América Latina. Se antes ele era para poucos, agora o iPhone é para todos. Como será que a concorrência reagirá?
E o vídeo abaixo é o do comercial de TV para o novo aparelho.


OBS: Artigo retirado do site http://www.bombounaweb.com.br/?p=623

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Justiça paulista nega habeas corpus ao casal Nardoni

Publicado por portaldoestudante em Junho 10, 2008

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira, em caráter definitivo, o pedido de liberdade do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, preso desde o dia 7 sob a acusação de ter matado a menina Isabella, no dia 29 de março.

Por unanimidade, os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiram negar nesta terça-feria (10) o pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de ter jogado do sexto andar de um prédio a menina Isabella Nardoni, no dia 29 de março. Eles pediam a libertação de seus clientes, presos desde o dia 7 de maio.

O TJ, que já havia recusado o habeas corpus em caráter liminar, julgou o mérito da ação. O desembargador Caio Canguçu de Almeida, responsável por manter o casal na prisão em maio, voltou a argumentar a suspeita de alteração da cena do crime e a manutenção da ordem pública para não soltar os dois. Os outros magistrados, Luís Soares de Mello Neto e Euvaldo Chaib Filho, também alegaram risco à odem pública.

A audiência, no Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, foi acompanhada pelo advogado Marco Polo Levorin e pelo pai de Alexandre, Antonio Nardoni. Levorin afirmou que não há fundamentação para a manutenção da prisão preventiva, uma vez que o casal se apresentou espontaneamente à Justiça.

OBS: Artigo retirado do site www.epoca.com.br

 

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O que Obama significa para nós. Todos nós.

Publicado por portaldoestudante em Junho 8, 2008

Ele é o novo – na cor, na origem, nas idéias – e venceu o primeiro embate. Agora pode se tornar presidente dos EUA. O que muda com ele?
 

O gesto tinha o frescor da intimidade, ainda que executado diante de 17 mil pessoas. Michelle Obama e seu marido caminharam de mãos dadas até o centro do palco montado no ginásio do Minnesota Wild, na cidade de Saint Paul, e ali, antes de se separarem, tocaram de leve os punhos cerrados, olhando nos olhos um do outro. A mensagem, simples e universal, era clara: eles são jovens, eles são legais e, sobretudo, eles são negros. O cumprimento que nasceu nos guetos americanos e ganhou as ruas do planeta por meio do cinema e da televisão chegou, com Barack Hussein Obama, ao centro da política global. Minutos antes de subir ao palco, o senador por Illinois havia sido informado de que vencera as primárias do Partido Democrata no Estado de Minnesota. Alcançara, com isso, o número mágico de 2.118 delegados que lhe dava o direito de disputar a eleição presidencial americana com o senador John McCain, do Partido Republicano. O país racista que havia produzido Martin Luther King e o matou, o país racista que havia produzido Malcom X e o matou, esse mesmo país, os Estados Unidos da América, consagrava agora, na noite da terça-feira 3 de junho de 2008, um político negro que pode tornar-se presidente da nação mais poderosa do mundo.

Sob os olhos do planeta, Obama postou-se ao microfone do ginásio e fez o que tinha feito nos últimos cinco meses de campanha: eletrizou a audiência com uma retórica inflamada de patriotismo e esperança. “América, este é o nosso momento, este é o nosso tempo”, disse ele. “Esta é a hora de nos juntarmos para reconstruir a nação”. Ao longo do discurso, ele repetiria a palavra mudança 16 vezes.

Antes de mudar, porém, é preciso vencer – e Obama tem pela frente cinco longos meses de campanha até a eleição de 4 de novembro.

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Vestibular de ciências biológicas da Uergs e UFRGS: inscrições terminam 2ª

Publicado por portaldoestudante em Junho 7, 2008

A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e a Uergs (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) recebem até a próxima segunda-feira (9), as inscrições para o vestibular unificado de inverno 2008.

O concurso vai selecionar 40 alunos (20 para cada universidade) para o curso de ciências biológicas. A graduação tem ênfases em biologia marinha e costeira e gestão ambiental marinha e costeira.

As inscrições devem ser feitas pela Internet, nos sites da UFRGS ou da Uergs. O valor da taxa é de R$ 75.

Vestibular 2008/2

Os exames serão aplicados, em duas etapas, no dia 6 de julho. Das 8h30 às 12h, as provas terão 30 questões objetivas, divididas em língua portuguesa, literatura e língua estrangeira (inglês ou espanhol). Nesse horário, o vestibulando também deverá fazer uma redação.

Das 14h30 às 18h do mesmo dia, será a vez das questões de conhecimento específico do curso, com perguntas sobre biologia e química, e outra prova de história, geografia, matemática e física.

Os gabaritos devem sair no dia 7 de julho, e o resultado dos aprovados está previsto para o dia 14 do mesmo mês. As matrículas deverão ser feitas em 17 de julho.

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Dicas de português

Publicado por portaldoestudante em Junho 6, 2008

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Profissões

Publicado por portaldoestudante em Junho 6, 2008

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