Publicado por portaldoestudante em Abril 13, 2008
Os profissionais do ensino têm formação precária, fazem jornada dupla e ganham pouco. Como consertar isso
Depois de 22 anos ensinando inglês na rede estadual de São Paulo, a professora Cristina Campos trocou as salas de aula por uma biblioteca pouco freqüentada. Dentro da escola onde lecionava, conta as horas entre livros que não saem das prateleiras. Ela fez faculdade de Letras e Pedagogia e estudou nos Estados Unidos por um ano. Cristina lembra que, quando era professora, assinava revistas estrangeiras e gravava fitas para os alunos ouvir em aula. “Mas não importa o esforço, o salário não muda. Em algumas classes não tinha nem tomada para o meu gravador”, afirma. “Desisti. Agora, espero o tempo passar para me aposentar.”
Em outra escola da rede paulista, há 25 anos a professora de Português Silvia dos Santos Melo corre de uma sala para outra para dar conta de cada aluno de suas dez turmas de ensino médio. Para o que não ouve direito, ela fala mais alto. Para o que está deprimido, traz um poema. Para o que passa a aula rabiscando o caderno, organiza um campeonato de desenho. “Eu faço tudo para conquistar meus alunos. Não desisto de nenhum.” Sem que ninguém peça, Silvia elabora novos projetos para sua aula e para a escola, como uma radionovela feita pelos alunos para exercitar estilos de linguagem. É uma das professoras que menos faltam. Há oito anos operou um câncer de mama. Continuou dando aula durante a quimioterapia.
OBS: Site retirado do site http://www.epoca.com.br
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Publicado por portaldoestudante em Abril 13, 2008
Polícia tenta ligar casal a crime
12 de Abril de 2008<!– | 22:49–>
Após ouvir quase 50 depoimentos de pessoas ligadas ao caso da menina Isabella Nardoni, encontrada morta no jardim do prédio onde morava, a polícia tem certeza de que ninguém além de Alexandre Nardoni, pai da menina, e Anna Carolina Jatobá, madrasta, esteve no apartamento deles na noite do ocorrido. Neste sábado, mesmo libertados da prisão, o casal passou o dia confinado na casa dos pais de Nardoni, na zona norte de São Paulo.
Quarenta e sete testemunhas foram ouvidas até o momento, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo. Nenhuma relatou a presença de estranhos no edifício onde mora o casal, segundo o diário O Estado de S.Paulo. Entre quatro e cinco pessoas ainda podem ser ouvidas neste domingo.
Além de não haverem sinais de arrombamento ou invasão no prédio, os policiais têm certeza de que o pai e a madrasta de Isabella estavam no apartamento pelo menos dez minutos antes de a menina ser atirada pela janela. As testemunhas confirmaram esta informação, colocando o casal na cena do crime
Terça-feira – Ainda que a morte da menina não esteja totalmente esclarecida, as últimas informações sobre o crime reveladas pela polícia reforçam as suspeitas sobre o envolvimento do casal. Reportagem de VEJA desta semana aponta que os policiais que investigam o caso acreditam que, até terça-feira, o assassino, ou assassinos, de Isabella será conhecido.
É nesse dia que a polícia espera receber os resultados de laudos periciais que considera fundamentais para a reconstituição do crime: o que confirma se o sangue encontrado no apartamento é mesmo da menina, o que identifica o proprietário da pegada encontrada próxima à janela de onde ela foi atirada e o que descreve as mãos do criminoso que a asfixiou.
OBS: Artigo retirado do site http://www.veja.com.br
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